Conto Minimalista n.37

O passo era mais rápido agora. Dobrou a esquina, evitando a rua de maior movimento. Era uma pessoa conhecida, sempre morara ali.

Olhou a pracinha em frente, seus bancos onde tantas vezes sentara para apreciar os pássaros ao entardecer e para ler nas manhãs de bom tempo.

Era muito cedo ainda e tudo parecia adormecido. Alguns poucos transeuntes a cumprimetaram e a todos respondeu com seu sorriso cordial. Eles nem descofiavam o que ela ia fazer.

Parou para respirar. Queria reter melhor o ar local e também renovar sua convicção que fazia o mais certo, pois desde que obtivera aquele conhecimento, sabia o transtorno que viria para ela e para todos.

Não consultara ninguém sabendo que não haveria concordância. Fizera tudo sozinha e, dia a dia, planejara cada um dos seus novos passos. Orgulhava-se de sua independência.

Desceu do ônibus três horas depois. Informou-se aqui e ali e chegou sem muitos enganos.
Cruzou a entrada com um ligeiro aperto no coração,  mas, com altivez, lembrou que há muito decidira que faria sempre o melhor que pudesse, onde estivesse.

Flores e pássaros estavam presente e também algumas pessoas que caminhavam pelas largas veredas iluminadas ao sol.
Ela gostou. Um aroma de comida caseira e simples lembrou-lhe que estava faminta.

Logo na entrada viu a bela imagem de N. Senhora Rainha da Paz sobre a placa: "Senhora, protegei este Lar de idosos". Sorriu ao entregar o envelope para a recepcionista, que leu:
Edite Silva, Mal de Alzheimer.

Silvia Regina Costa Lima
8 de agosto de 2009









O Mal de Alzheimer, ou simplesmente Alzheimer é a forma mais comum de demência. Esta doença degenerativa, até o momento incurável e terminal foi descrita pela primeira vez em 1906 pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer  de quem herdou o nome.

Esta doença afeta geralmente pessoas acima dos 65 anos, embora o seu diagnóstico seja possível também em pessoas mais novas.

Cada paciente de Alzheimer sofre a doença de forma única mas existem pontos em comum, por exemplo o sintoma primário mais comum é a perda de memória. Muitas vezes os primeiros sintomas são confundidos com problemas de idade ou de stress.

Quando é suspeitado Alzheimer o paciente é submetido a uma série de testes cognitivos. Com o avançar da doença vão aparecendo novos sintomas como confusão, irritabilidade e agressividade, alterações de humor, falhas na linguagem, perda de memória a longo prazo e o paciente começa a desligar-se da realidade. As suas funções motoras começam a perder-se e o paciente acaba por morrer.

Antes de se tornar totalmente aparente o alzheimer vai-se desenvolvendo por um período indeterminado de tempo e pode manter-se invisível durante anos.

Para saber mais:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mal_de_Alzheimer






PRESENTE DE AMIGOS:

Jaymeofilho


S ua
I nteligência
L uminosa
V iabiliza
I ntensos
A mores.


Nobre poetisa, minha admiração.


SILVIA REGINA COSTA LIMA
Enviado por SILVIA REGINA COSTA LIMA em 21/08/2009
Reeditado em 22/08/2009
Código do texto: T1766901
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