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Alguém

Olhos pequenos, pretos e inquietos, extremamente penetrantes pareciam poder ler a mente, ver a alma, um sorrido marcante e sempre presente que poderia mudar do cálido ao cruel e sarcástico rapidamente.
Gestos ao mesmo tempo comedidos, raramente espontâneos, pensava muito antes de falar e sempre falava calmamente e nunca gesticulava. Este seu jeito quieto fazia com que muitos o chmassem antipático, porém não se importava com isso, cada um tem direito a ter uma opinião sobre outras pessoas.

Caminhava à seu ritmo e nada no mundo poderia fazer com que o alterasse, cantarolava as mesmas músicas, tranquilamente, em suas mãos macias destacava-se um anel, cujo símbolo nem mesmo ele sabia o que significado (se é que tinha algum), mas de que gostava muito, em seus pés sapatos extremamente limpos, porém desamarrados.
Dificilente perdia a calma, sempre que o fazia o motivo era muito mais que justo então, esbravejava, dizia verdades que precisavam ser ditas, então o chamavam estúpido, o que sabia não ser verdade já que todos têm
limites.
Para muitos um enigma a ser decifrado, para poucos simplesmente alguém.
Giliane Moura
Enviado por Giliane Moura em 04/08/2006
Código do texto: T208698
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre a autora
Giliane Moura
Santo André - São Paulo - Brasil, 33 anos
18 textos (619 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 06:18)
Giliane Moura