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Bilhete de amor

Leu uma última vez as linhas datadas de agosto de mil novecentos e passado remoto. Chorou. Rasgou o papel molhado. Nunca mais as promessas de que teria a Lua e o Sol,  o nosso amor será eterno e por você eu moveria montanhas. Arrependimento não mata, maldição! Bofetadas, também não. Mas machucam. E palavras espezinham o coração, muito mais que objetos pontiagudos. “Tá fazendo o que aí no quarto, mulher? Cadê o almoço na mesa?” Certa estava a mãe, que não tinha em alta conta os poetas. Quanta tolice acreditar num bilhete...
Jorge Eduardo Machado
Enviado por Jorge Eduardo Machado em 14/08/2006
Código do texto: T216396

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Sobre o autor
Jorge Eduardo Machado
Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - Brasil, 37 anos
37 textos (4210 leituras)
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Jorge Eduardo Machado