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Amores Brutos #5

Vontade de chorar. O ódio é sempre a motriz do meu choro, especialmente o ódio próprio. Me odeio muito, mais do que qualquer pessoa saudável deveria se odiar. O ódio que eu nutro por mim mesma é tão venenoso quanto uma cascavel, ele me destrói por dentro, me come, me torna alguém pior do que eu já sou. É um ciclo vicioso: quanto mais me odeio, mais me afundo, logo me odeio ainda mais.

Como superar isso? Não sei. Mas se me odeio não posso ser amada, se não posso ser amada me odeio. Percebe a sutileza? Me humilham, me odeio, logo vou ser mais humilhada ainda. E digamos, pela melhor das ironias do destino, me humilhar parece ser o hobbie das pessoas que me cercam. Não basta que me odeiem também, na verdade, eles gostam de me fazer sentir cada vez pior.

Os amores podem ser brutos mas o ódio, esse quase sempre é cruel. E só.
Rafael Santos
Enviado por Rafael Santos em 28/11/2005
Código do texto: T77533
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Sobre o autor
Rafael Santos
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 34 anos
6 textos (175 leituras)
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Rafael Santos