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Coisas do destino

          Era uma noite linda, a lua estava cheia, bem próxima da terra, tinha um dourado que enfeitaçava quem a olhasse. As estrelas ao seu redor, faziam o céu parecer meio mágico, meio místico, sentir a presença de Deus. O ar, mais perfeito não podia ser, nem quente, tão pouco frio, estava inacreditavelmente agradável.
         Eu tinha saído de um relacionamento em que havia sofrido muito, quebrado a cara, disperdiçado oito meses dos meus preciosos 15 anos. No mais alto da minha juventunde, tranpirando uma inocência ainda invandiu que exalava minha sensualidade crescente. Meu rosto de anjo quantas noites se pegava pensando, mais de ano depois, que jamais amaria outra vez. Tinham ficado marcas em mim e mesmo que o cara nem me tocasse mais, que eu nem ligasse pra sua presença, nenhum outro conseguia me fazer sentir o coração vivo outra vez.
          Isso era o que eu sentia. Mais uma vez tinha acabado um namoro que não tinha dado liga. Fazia pouco mais de uma semana. A gente era diferente, embora, talvez, meus pais gostasse da idéia de que eu namorava com ele. Às vezes me pegava pensando se a culpa era minha, essa minh mania de sempre querer que tudo fosse perfeito.Estava desconcertada. Procurava meus pedaços pelo mundo, mas, simplesmente, não os reconhecia mais. Eu estava me transformando...
          Foi olhando pra lua que desci a rua em que morava. Meu corpo totalmente desconcertado, talvez, menos que minha alma. O acaso! Foi esse o dia mágico em que eu conheci o amor verdadeiro, em que depois pude ver que tem coisas que só o destino, só Deus, pode fazer.
          Faziam quatro dias que eu tinha feito 17 anos. Descidida, depois do último fracasso, que não namoraria mais com ninguém, que estudaria, em fim, pro meu vestibular, que batia as minhas portas, e eu não dava atenção. Passei por muito gente naquela noite. Vi muitos dos meus então amigos. E foi por causa das minhas amigas que meus olhos puderam ver o teu olhar pela primeira vez. Teu doce olhar!
           Sinceramente, teu rosto de menino safado não merecia olhar algum. Estava escrito em teus olhos que vc ñunca ia querer nada com nada. Queria de divertir, eu queria ir embora. Forças me prenderam ali. ERa um presente. Vc falou naquele dia tudo o que costumava dizer que um garoto me diria um dia. Vc me olhou, como eu sempre quis ser olhada. Teu jeito de pegar na minha mão! O teu sorriso! O teu jeito de ser que transparecia naquela noite clara!
           E quando eu não tinha mais forças para insistir que precisava ir, teu beijo. Teu beijo fez de novo eu sentir meu coração. Eu senti mais uma vez meu corpo! Teu beijo era o beijo que eu estava procurando, e que tinha tanta certeza que não acharia.
           Hoje eu sei que você era o que eu estava procurando. E eu ficava pensando, enquanto vc me abraçava,só falta a chuva pra esse encontro ser como eu sonhava. Mas a noite estava limpa, o céu lindo. Seria impossível.
           E, quando eu olho pra rua, a chuva. Os pingos fininhos caíam do céu. Não forte, pra molhar o corpo. Suave, pra exalar seu cheiro. Perfeita, pra se dar um beijo! Tal qual eu sempre havia sonhado.
           Foi com a sensação de sonho que eu fui dormir naquela noite, depois que vc me deixou em casa. Havia sido perfeito demais para ser real. Eu soube pelas minhas amigas no outro dia que tinha sido verdade. Eu soube quando me olhei no espelho e vi as marcas que vc deixou em meu corpo. Eu soube, quando senti mais uma vez meu coração bater.
            Parece menos real ainda, hoje, quando sei, que você é meu. Como eu sou sua. Quando eu sei que fomos feitos um para um outro. Quando agradeço a Deus pelo melhor presente de aniversário que ele me deu.
            Vaqueiro, amo vc. Vc é tudo na minha vida. Simplesmente, tudo! Eu sei que a gente vai ficar junto pra sempre, por tudo que passamos, por tudo o que vivemos, por tudo o que sentimos, por tudo o que queremos, pra realizar todos os nossos sonhos. Eu só sei dizer que eu amo vc!  
Clara Belmiro
Enviado por Clara Belmiro em 22/05/2006
Código do texto: T160980
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Sobre a autora
Clara Belmiro
Paulo Jacinto - Alagoas - Brasil, 29 anos
30 textos (2945 leituras)
1 e-livros (158 leituras)
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Clara Belmiro