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Submundo- Mundosub

                 As palavras não se fazem necessárias, pois são tantos sentimentos no momento: eu estou e sinto cada coisa nova que se faz em mim; faço meus próprios sonhos, minha trilhas em vidas de adamantium, e eu sinto apenas as letras, em palavras, mas não conseguem mais sair! Sou vazio e cheio ao mesmo tempo, sou o dualismo que podem quebrar e encher: nos versos transversais, nos versos trans e cis, nos versos pelos sentimentos não descritíveis.
                 Estou cansado e alegre e sonolento e chateado, pois hoje conheci meu novo mundo para a descoberta. Andei, andei e andei, achei-me no fim da estrada. Após tantas e tantas vezes caminhar por cada chão de terra e chão de dureza pude sentir-me convicto que andar é realmente cansar as pernas e cansar as dores de não poder achar o caminho. Tive que me perder em mim mesmo para depois achar e depois crescer! Chato ter que se acostumar com coisas novas, pessoas novas... No acaso que somos surrealistas em nossos sonhos cotidianos: devemos nos adaptar uns aos outros! Adaptação? Somos animais irracionais! Racionais de chão de terra e chão de dureza!
                 Ela está a minha espera. Eu estou a sua espera. Nós nos queremos e estamos longe. Triste a minha chance de ser feliz...
                 Sai um pouco da minha frente, fui ver a piscina que se fazia na minha frente; fui ver as plantas que se faziam em mim mesmo; fui tentar me achar no céu chuvoso que se fez em mim mesmo; fui...; Fui... Estava elipticamente certo ao me ver de formas tão circulares. Eu era tão perfeito sem ser circunferência, eu sou tão perfeito mesmo sem ser circunferência! Desculpem-me senhores circunferências, mas o meu foco é outro que não se adapta a vocês: eu quero mais vida e mais conhecimento crescente; mais e mais chances em ser algo que nem sei que sabem que existem mais aqui em mim mesmo, em meus eu, em vós, em cada um que se faz e se fez nessas circunferências de raios tão tolos e fúteis que nos guiam, de certa forma, tão vazios e longínquos de nós mesmo e até de nossos mesmos!
                 É tão simples que me deixa ofuscado por ser tão fácil: viver e ser quem quer que eu seja. Eu sou apenas e deixo as coisas tão facilmente. Eu sou difícil e sou fácil: sou o dualismo em ser um ser vivo neste universo tão distante e perto de mim mesmo! O dualismo e sua mais perfeita forma de equilíbrio e força vital de cada um que se faz no horizonte de pensamentos descentes de nós mesmos.
                 Será que é o submundo que realmente nos interessa?
iuRy
Enviado por iuRy em 12/06/2006
Código do texto: T174350
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Sobre o autor
iuRy
Olinda - Pernambuco - Brasil, 28 anos
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