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INSANIDADE MATINAL

 Madrugadas insanas, pensamentos inuteis, vultos e visões, e mais um olhada no relógio, puxa como o tempo demora a passar, vão-se os vultos e ficam as sombras, novamente o olhar acerta o relógio, nossa, já é dia, ou será o inicio da tormenta?

 O que é belo vira um mar de horrores, a noite está no seu fim mais uma vez, os olhos não querem fechar, e assustam-se a serem tocados pelo sol, a tal suprema bola de fogo que vaga solitária pelo espaço.

 A essa hora a razão já não vê mais sentido, o ódio renasce das cinzas da noite, minha insanidade matinal está mais uma vez me golpeando pelas costas, e me torturando com pensamentos que devem ser esquecidos, achando inutilmente iludita que vou me render a seus encantos malígnos, a alma não se prende mais ao corpo e tão pouco deixa influenciar-se pelo mesmo.

 Um som obscuro e distante insiste em quebrar o silencio da madrugada, a canção é triste, e agonizante, soa pelos ares como se me chamasse, venha...  venha... diz a musica soprando um vento frio e congelante em meus ouvidos, após alguns minutos de silencio, torno a ouvir a canção, está cada vez mais distante e quando tento ouvi-la melhor, ouço uma voz, está escondida entre as árvores no jardim, caminho sobre as folhas mortas e espalhadas pelo chão, avisto logo afrente em um arbustro dois olhos atentos a me vigiar, o olhar é penetrante e perturbador, páro e penso por alguns segundos antes de dar mais um passo, estão a me chamar, eu sigo em direção a eles, e pergunto-me: Quem será esse ser perturbador?

 Não vejo seu corpo, é apenas uma sombra com um olhar perturbador, ela tenta fugir mas eu apreço o passo, e ela novamente some entre as árvores, quando olho para trás tentando voltar ela surge subtamente em minha frente e dá um grito, agora posso ver seu rosto, e antes que eu diga alguma coisa ela me faz a seguinte e estranha pergunta: Lembra de mim? tento lembrar seu rosto mas não consigo ela então sorri ironicamente e diz que é minha razão, aquela que eu sempre perco nas madrugadas durante a insanidade.

 Subtamente eu acordo e percebo que mais uma vez tudo não passou de um pesadelo, um maldito pesadelo, mais uma noite a alma se abstem do corpo e da lugar ao pesadelo.


         am:6:00:00  14/7/06 sexta-feira
Cachorroloco
Enviado por Cachorroloco em 16/07/2006
Código do texto: T194967
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Sobre o autor
Cachorroloco
Florianópolis - Santa Catarina - Brasil, 31 anos
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