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Irã

Poetas! Que desencarnaram, retornem aos seus corpos que a terra fria acolheu, voltem e nos mostre tudo que escreveu, tempo - céu já passou, agora a terra mãe que lhe chama; venham dizer tudo que ouviram e viram, das fartas mesas de prosa, causos, e delírios, dos licores e dos vinhos que beberam no rompante da aurora, seus relógios temporais não funcionam... Não esperem outro pedido, pois o mundo necessita de vocês, as críticas, critérios e abstratos se confundem em uma nevoa social, quase tudo é aparência da aparência, o pouco do concreto que existe esta trincando.
Poeta morto me diz:
Por quê?  Minha missão eu cumpri. Nada mais tenho a dizer ou se tinha outro já disse.
Insano! porque passas por poeta? Não és tu que clamo, fique ai, tu não. Fernando que fazes ai calado, só observando, fale com Vinicius procure Florbela e os outros, cadê Zé da Luz?
Carlos D. ontem vi seu túmulo limpa e bem cuidado, vi pelos olhos da tv, sua estátua que no banco da praça se reserva para algum pássaro bobo..., Carlos D. alma de grande porte retorne aquele corpo miúdo, porém não mais frágil que o meu, me ensine o que da vida abstrata o concreto me escondeu.
Moecy
Enviado por Moecy em 09/09/2006
Reeditado em 09/09/2006
Código do texto: T236425
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Sobre o autor
Moecy
Caxias - Maranhão - Brasil, 43 anos
10 textos (576 leituras)
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Moecy