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  MELÃO DE SÃO CAETANO
  
Nas últimas matérias enviadas ao jornal fiz algumas referências ao Melão de São Caetano, que a Dra. Sarah Abrahão afirma ser a planta usada para curar todos os males, na sua juventude, em Catalão.
      História
Trata-se de uma planta de origem asiática, trazida da África pelos escravos. Seu nome de batismo é momordica charantia e seu nome popular no Brasil é Melão de São Caetano. A denominação nasceu do fato de escravos, residentes na região das minas de ouro em Mariana (MG), cultivarem essa planta ao redor de uma capelinha, cujo padroeiro era São Caetano e de seu fruto se parecer com um melão.
       Fisicamente a planta surge a partir do cultivo de sua semente de cor vermelho vivo, ou espontaneamente quando esta cai em solo úmido e se desenvolve. Ainda tenra, apresenta folhas dentadas cor verde claro. Cultivada próximo a uma cerca ou alambrado, desenvolve-se rapidamente e seu cipó, juntamente com as folhas, vai subindo em direção ao sol como qualquer trepadeira. Em pouco tempo produz flores brancas e delicadas, que se transformam em novos frutos. Estes são inicialmente de cor verde claro. O crescimento e o amadurecimento lhes dão o tom dourado, quando se abrem ao sol para mostrar graúdas sementes úmidas cor de cereja, que em contraste com a polpa esbranquiçada, a casca amarela e as folhas verdes do cipó, oferecem aos olhos um espetáculo impossível de ser ignorado. As sementes comestíveis são muito apreciadas pelos pássaros e por crianças, por serem belas e saborosas.
     Aplicações
No Brasil, recebeu outros apelidos como erva de lavadeira, porque as escravas usavam o chá de suas folhas para clarear as roupas. O mesmo chá era usado para banhos em parturientes e para normalizar a temperatura do corpo (febre) de pessoas doentes. É também conhecido como Melãozinho, Fruta-de-negro, Erva-de-São-Vicente e Fruta-de-cobra.
De suas delicadas flores é extraída uma essência floral conhecida como Momordica, que atua na solução de problemas relacionados à mente, pensamentos e consequente dificuldade de relacionamento pessoal. Essa essência floral mostrou-se eficaz para ordenar as idéias de forma clara e rápida. Atua especialmente naqueles que se encontram embaraçados, repetitivos ou ruminantes, em razão de conflitos cotidianos. Da mente às emoções e ao físico, este distúrbio pode causar falta de memória, falta de apetite, desânimo e depressão.
A conclusão é que, sob o efeito benéfico da essência Momordica, a pessoa passa a ter idéias frescas e claras.
Além dessa aplicação, a essência floral é considerada eficaz no tratamento de distúrbios como medo de se expor ou para os que se consideram feios e inadaptáveis ao ambiente em que vivem ou atuam. Atribui-se a ela a capacidade de minimizar as consequências causadas à pele e aos intestinos das pessoas que são exageradamente críticas de si mesmas, que se sentem culpadas de tudo, ou que de fato o são, por uma ação irrefletida. É também usado como paliativo por mulheres que perderam filhos através de aborto, provocado ou espontâneo.
O Melão é muito utilizado no combate a todas as doenças da pele, tais como eczemas, acne e doenças por fungos. É ótimo para os diabéticos, cura sarna, menstruação difícil e cólicas intestinais por vermes. Elimina furúnculos e, na forma de infusão, os frutos maduros, são apontados como bons para curar hemorróidas. Existe até um óleo corporal à base do extrato de Melão de São Caetano prometendo suavizar manchas e promover a hidratação da pele.
Nas regiões de incidência de malária, o melão de são caetano vale ouro, da cor de sua aparência, por ser  indicado para o combate à doença.

No Brasil, os frutos são consumidos principalmente pela comunidade nipo-brasileira, colhidos e vendidos verdes em feiras livres na cidade de São Paulo, onde se concentram estas comunidades. São preparados e consumidos nos restaurantes japoneses mais tradicionais. Eis aí uma receita:
     Ingredientes
·        2 melões-de-são-caetano (Goya)
·        1 bloco de 300 g de Tofu mais resistente (momen dofu)
·        2 ovos
·        Óleo para salada
·        Sal
·        Shoyo
  
 Modo de preparo
Antes de começar o preparo desta receita, é necessário que se tire o excesso de água do Tofu. Para isso, embrulhe o tofu em uma toalha de pano colocando algo pesado em cima, formando uma espécie de prensa (não muito forte, é claro, para não esmagar o tofu). Pode-se utilizar uma forma de bolo com 4 ou 5 pratos de cerâmica dentro para servir como prensa. Deixe escorrendo por aproximadamente 2 horas.
Após esse período, corte os Tofus em quadrados relativamente grandes e frite-os em óleo para salada ou azeite. Acrescente sal a gosto e, depois de fritos, reserve.
Em seguida, retire as pontas dos melões e parta-os ao meio no sentido do comprimento. Retire as sementes usando uma colher de sopa. A seguir, corte-os em fatias finas e acrescente o sal (que tem como função amaciar o melão). Assim que os melões estiverem macios, remova o sal enxaguando-os bem.
Frite-os em uma frigideira por um bom tempo. Quanto maior o tempo de fritura, menor o gosto amargo.
Logo após, refogue os melões e o Tofu e acrescente os ovos batidos (como se fosse fazer um omelete). Faça um mexido com os ovos, melões e Tofu, acrescentando Shoyu.
Retire-os do fogo e sirva.
As ramas são usadas pelos agricultores como repelente natural de algumas pragas como o pulgão da erva-doce e do feijão. Para a extração do sumo adotam-se duas técnicas. Na primeira é utilizado um extrator para a retirada da seiva, misturando-a com álcool para ser colocada no pulverizador. A outra técnica, mais simples, não necessita do extrator. Com um quilo de ramas verdes pisoteadas e misturadas com água e meio litro de álcool, coloca-se em maceração. Após dois dias, espreme-se as ramas para retirar parte do concentrado que ficou retido. Com essa solução pode-se pulverizar a cultura agrícola. Mais recentemente agricultores iniciaram um teste no ácaro do jiló e no pulgão do pepino e do feijão macassa.
De fato, vale a pena cultivá-la. E vai um aviso aos interessados: tenho sementes e frutos congelados.        
     
Brasília, 13 de julho de 2010

Fontes Consultadas:
http://www.plantamed.com.br/plantaservas/especies/Momordica_charantia.htm
http://www.agroecologiaemrede.org.br/experiencias.php?experiencia=27
http://www.cozinhajaponesa.com.br/v04/receitasjaponesas_d.asp?s=6&c=242


Nota 1:divulgada matéria no Facebook: http://www.revistadomeioambiente.org.br/saude-e-meio-ambiente/610-uma-planta-muito-simples-consegue-matar-ate-98-de-celulas-cancerigenas-e-tambem-frear-o-diabetes?fb_action_ids=10203329874464104&fb_action_types=og.comments  como se a descoberta fosse recente ( matéria de 08-02-2015), baseada na matéria de 03-12-2013: http://www.secondopinionnewsletter.com/Health-Alert-Archive/View-Archive/2172/Simple-plant-kills-up-to-98-of-cancer-cells--and-stops-diabetes.htm?utm_source=FB&utm_medium=POST&utm_campaign=SOHA11162013
 onde afirma-se que a descoberta das propriedades milagrosas do melão de São Caetano são recentes, o que não se confirma, conforme pode-se ler acima. 

Nota 2: 
Atualizando informações recebidas. Hoje a Clicia Junqueira, via site do escritor, enviou-me a matéria que foi publicada na Folha do Limoeiro (http://www.folhadelimoeiro.com/2015/04/uma-planta-muito-simples-consegue-matar.html?m=1), em 19-04-2015:  "Uma planta muito simples consegue matar até 98% de células cancerígenas e também frear o diabetes Este texto foi traduzido e adaptado do artigo original, escrito pelo Dr. Frank Shallenberger, e o link dessa versão encontra-se no final da matéria. Trata-se de uma tradução livre do artigo escrito em primeira pessoa publicado por Shallenberger. Acompanhe: Eu estou sempre buscando por substâncias que dão uma “chave de braço” no metabolismo peculiar das células cancerosas. É vital que essas substâncias matem as células doentes e deixem as saudáveis intactas. Já falei sobre algumas de minhas descobertas científicas no passado, como o resveratrol, chá verde, seanol e outros. Mas hoje eu vou lhes falar sobre outra planta que seguramente mata o câncer de fome com tanta eficácia quanto uma quimioterapia. Na verdade, funciona inclusive no câncer de pâncreas, um dos mais difíceis de se combater. A planta é um vegetal comum da Ásia e que tem o nome de melão amargo (Momordica charantia - no Brasil, pode ser conhecido como melão-de-são-caetano), sendo popular na região de Okinawa, no Japão. O suco do vegetal, na concentração de 5% em água mostrou ter um potencial assombroso de lutar contra o crescimento dos quatro tipos de cânceres pancreáticos pesquisados, dois dos quais foram reduzidos em 90%, e os outros em incríveis 98% apenas 72 horas após o tratamento! Já comentei em outros artigos a respeito da apoptose, que é a resposta natural de um organismo em lidar com células fora do comum - que simplesmente suicidam. O suco induziu essa morte programada por vários caminhos diferentes. Um desses caminhos foi o de colapsar o metabolismo de alimentação por glicose das células doentes, ou seja, privou-as do açúcar que elas necessitam para sobreviver. Será que esses estudos de laboratório também servem para animais vivos? A resposta é um sonoro “sim”! Pesquisadores da Universidade de Colorado aplicaram doses em ratos que seriam proporcionais a humanos, e eles apresentaram uma redução em 64% do tamanho de seus tumores, sem efeitos colaterais. Esse nível de melhora ultrapassa os alcançados atualmente com o uso de quimioterapia para um tipo de câncer tão letal. O responsável pela pesquisa na universidade, Dr Rajesh Agarwal, observou o costume chinês e indiano de usar o fruto em remédios para diabetes. Vendo que esta doença tende a vir antes do câncer pancreático, o doutor associou as ideias, criando novos rumos nas investigações existentes. A dose utilizada foi de seis gramas de pó do melão amargo para um adulto de porte médio (75 quilos). Os grandes laboratórios e companhias farmacêuticas buscam encontrar petroquímicos patenteáveis que obtenham o mesmo resultado que Deus colocou nesse vegetal. Eles ficam boquiabertos como uma planta tão despretensiosa consegue desnutrir o câncer sem precisar de nenhuma química complexa. No centro médico da Universidade de Saint Louis, a Dra. Ratna Ray, Ph. D. e professora de patologia, liderou pesquisas similares, testando primeiramente em células de câncer de mama e próstata e depois experimentando em cânceres da cabeça e pescoço, que embora representem 6% apenas dos casos, são agressivos e se espalham facilmente, começando por vezes pela boca, garganta, nariz. Com efeito, após quatro semanas de tratamento controlado em animais, o volume e crescimento dos tumores reduziu. A doutora ressalta: "É difícil medir o resultado exato do tratamento com o extrato de melão amargo no crescimento das células, porém combinado com as terapias e remédios existentes, pode auxiliar na eficácia do combate ao câncer." Pesquisadores descobriram recentemente que a síndrome metabólica é amenizada pelos benefícios no metabolismo glicólico. Ótimas notícias, pois não se destrói o câncer por uma via só, e eu acredito que deve ser multifocal: em outras palavras, fortalecer o sistema imunológico, desintoxicar, eliminar infecções dentais e materiais tóxicos dos dentes, alcalinizar o organismo, oxidar o corpo com terapia com oxigênio, e prover nutrientes específicos para dar uma “chave de braço” nos caminhos particulares do metabolismo do câncer. Todas as células cancerosas mostram uma produção anormal de energia que utiliza fermentação ineficiente de glicose. O melão amargo pode ser um excelente aliado ao combate dessa produção de energia anormal. Você pode encontrá-lo na maioria das lojas naturais ou comprar online."
Sandra Fayad Bsb
Enviado por Sandra Fayad Bsb em 13/07/2010
Reeditado em 19/04/2015
Código do texto: T2375636
Classificação de conteúdo: seguro

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