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A esperança verde

Eu já tinha visto!
Mas não dei a mínima...
Meus problemas são mais importantes, de certa forma, eu gosto de me fazer refém de mim mesmo. É... Bem simples...
Entretanto, ela invade o meu espaço!
Que cretina você é... Mas eu tenho medo dela...
Tão verde, tão frágil, tão selvagem...
E eu com medo dela...
Esperança, verde e selvagem... E fria...

Eu tinha medo dela, eu tinha medo de ter a esperança em minhas mãos, mas eu a queria pra mim! Nas palamas de minhas tristes e desconsoladas mãos... Em um dia tão nada que eu vivo, vem a esperança e me acorda...

Eu estava realmente com medo, mas algo me fazia seguir em frente! Eu teria que domá-la! Eu queria a esperança, mesmo que por um pequeneníssimo espaço de tempo... Ela me teria, eu a teria!

Primeira tentativa: Tentei pegá-la, peguei-a, mas soltei...
Droga! Queria que ela saisse do meu espaço o mais rápido possível! Aquele animal estava fazendo parte do meu espaço e eu estava realmente incomodado com a presença da Esperança perto de mim! Animal verde...

Eu tantava pegar, mas o medo era maior, e a esperança se movia muito! E o meu medo era enorme também! Tudo tendia ao nada, a inercia! Mas algo me impulsionava...

O medo de tocar a esperança me constragia! Algo tão indefeso e tão simples: uma folha em minhas mãos... Mas tinha medo... Resolvi pegar uma pá, para tirá-la do meu espaço, nao queria nenhuma esperança perto de mim! A minha vida e a minha idiotice valiam de muitas coisas!

Com a pá, tentei tirá-lá! Mas que droga, ela ficava escorregando! A esperança é impulsiva, verdadeira e não fica quieta, nunca! Não conseguia dominá-la com uma simples pá! Cheguei a uma simples e breve conclusão: só as minhas mãos conseguirão pegar a esperança! Triste e verdadeiro, abolindo todo o medo em te ter em mãos, esperança, verde e verdadeira!

Era engraçado, pois ficava eu olhando para aquele animal verde na minha frente, eu encarava, sabia que tinha que tirá-lo daquele lugar, pois a esperança era hiperativa e imperativa! Fechei a porta! Ela estava na minha frente! E eu tinha medo e receio, mas queria tê-la em minhas próprias mãos, viva e verdadeira! Eu queria aquela esperança mais que nunca na minha vida!

Finalmente tomei coragem! Fui! Peguei-a.... Ela escapou denovo! Mas não desisti... Percebi que ela nao estava totalmente bem, ela estava com a pata quebrada! Por isso ela estava alí, no meu espaçõ, no meu quarto, na minha vida! Uma esperança doente fazia parte da minha vida!

Mas desta vez, eu sabia que eu a pegaria! Peguei! Ela estava em minhas mãos, a esperança e toda sua vida! Mesmo ela doente, com a pata quebrada, com a visão descompassada, eu tinha a esperança em minhas mãos e estava levando ela pra ser livre! Para ser livre de mim! a esperança doente que fazia parte do meu espaço...

Quando joguei a esperança doente pela janela, nada me incomodava... E eue parei e vi que mesmo doente, verde e frágil eu a tive em minhas mãos, a esperança tão leve e ativa que fazia parte de minha verde e verdadeira vida!
iuRy
Enviado por iuRy em 24/10/2006
Código do texto: T272845
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Sobre o autor
iuRy
Olinda - Pernambuco - Brasil, 28 anos
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