O dia

Uma Avenida com nome de presidente.

Nela barzinhos, um calçadão cheio de mesinhas, carros, uma grande avenida que cruza.

Nas esquinas milho aos pombos, gente com pressa, gente que esmola, gente que corre gente que espera.

A Avenida Juscelino fica no centro de uma pequena Londres, muito cosmopolita e pouco provinciana.

Na avenida uma menina transita com saltos imensos para minimizar a pouca estatura que ela acha que tem.

A Avenida de poucas casas, muitos prédios e vizinhança barulhenta.

A menina entra numa rua sem saída, tenta abrir a porta com a chave errada.

Encontra na última tentativa a chave correta que abre o apartamento 203.

Ela senta na sala quente com poltronas espalhadas. Vai até a cozinha e pega um copo de leite com chocolate. Volta à poltrona. Liga a secretária eletrônica e confere as mensagens novas.

Ela detesta a pausa entre a 3ª e a 4ª palavra da gravação da mulher robótica que anuncia uma leve solidão e sensação de abandono:

Você tem mensagens novas.

Ela acha um lápis quase sem ponta e anota os recados.

Um foi engano, dois não deixaram nenhuma mensagem e o último era uma voz linda, madura e que ela tanto esperava ouvir e dizia assim:

Amo-te menina do começo ao fim.

Ela dá um leve sorriso, era tudo o que queria ouvir.

Sophy
Enviado por Sophy em 31/08/2007
Reeditado em 01/04/2009
Código do texto: T633074
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