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A "Pantera negra"( a Saga..15.)

Finalmente amanheceu domingo.Constâncio acordou cedo,tomou um banho e estreiou tudo que comprara para si em Sete Lagoas.Creme de barbear,,colônia,barbeador, camisa nova,calça também nova e dirigiu-se para a copa,onde Dª Santa já tinha posto a mesa do café matinal,com tudo que o mineiro tem direito:pão de queijo,café com leite,broa de milho, creme de milho verde,biscoito fofo,manga, articum ,pequí, só delicias do interior de Minas...
Já estavam sentados as três moças da casa,  um ou dois hospedes que ele ainda não conhecia,e a simpática Viúva,dona da casa! ”Bomdia,minha gente querida”!disse Constâncio numa entonação de apresentador de circo. Estava especialmente alegre, o que notaram imediatamente as “meninas”:”Gente,que elegância,que cara de felicidade, ...”de gato que comeu peixe”,arriscou uma delas.”Meninas,deixem o rapaz sossegado.,repreendeu Dª Santa..
É que hoje vamos começar uma série de duetos na apresentação do coro, para Clarinete e voz,Eu e aquela moça, Fabiana”
"Gente...Esta não podemos perder",disse Dª Santa, quase aplaudindo,já.Voces combinam tão bem, digo, asfiguras de vocês...com certeza na música também será assim.
     "Assim espero,Dª Santa,disse Consttâncio.Aliás ele esperava muito mais que isto...Mal se serviu do desjejum,pediu licença e despediu-se.Então espero por vocês na missa das oito, ainda falta meia hora...até logo....Todos resolveram também se levantar e tomar cada um seu rumo.Constâncio tinha guardado silenciosamente a bicicleta nova em seu quarto e depois de passar uma flanela,pra realçar o brilho,saiu com a “pantera negra” até o portão principal.Seu Clarinete já estava seguramente amarrado por elásticos próprios,ao bagageiro da bicicleta.Quando deu a primeira pedalada,sentiu-se o homem mais livre seguro e feliz daquela cidade. Que linda a bicicleta nova do Constâncio...espero um dia ganhar uma carona na “garupa” disse a mais velha do Trio calafrio,fuzilada com os olhares concorrentes,das suas irmãs..
Trim-trim..e lá se foi a “pantera negra” em direção à praça da Matriz... Encontrou logo Nazon e Tóti,que embora não fossem muito chegados a Igreja, foram especialmente assistir á estréia da “Pantera negra”, na pracinha..Constâncio desceu com estilo da bicicleta encostou a máquina no meio-fio,escorada pelo pedal e logo formou-se uma rodinha em torno, com a rapaziada elogiando aquela belezura de transporte.Nazon,Fabiana veio com você? Quis saber Costâncio...
Veio sim,alí vem ela com as filhas de Dª Santa.Constâncio olhou e franziu a testa,pois além do trio, vinha também um rapaz que ele já tinha notado a presença antes,bem ao lado de Fabiana,dando mais atenção a ela que às outras moças...Constâncio instintivamente, quase como um desagravo,montou a “Pantera Negra”e lentamente deu uma volta na Praça...Quando voltou, Fabiana veio ao seu encontro, Sorrindo...Achei que não ia falar comigo....Que linda, por isto você foi tão depressa a Sete Lagoas,né?     Fabiana tinha segurado sua mão e permaneceu assim;O Trio se aproximou com o rapaz; "Oi Constâncio.este é nosso primo Rui que está nos visitando.(“muito prazer,eu não falo) pensou  Constâncio,estendendo a outra mão ao rapaz.”Tudo bem?”...Tudo...redpondeu secamente o outro..Nazom... chamou Constâncio. "Fala bahiano. Disse o baixinho,imitando o Tóti.Eu vou tocar no côro da Igreja,disse,pegando já o clarinete...Você não se importa de tomar conta da “Pantera Negra” pra mim? Pode ficar dando suas voltinhas pela praça,Só me faz o favor de não cair,hein?
“Oba, exclamou Nazon;deixa comigo,fica tranquilo! Constâncio ajudou-o a subir e o corcundinha saiu todo alegre e cheio de si,tocando a campainha pelas ruas do Cedro...Constâncio chegou sério ao côro onde Fabiana já estava,cumprimentou a Maestrina e os colegas, e tocou comportadamente seu clarinete, porem,sem a alegria daquele último ensaio.Fabiana percebeu a mudança de humor e só ela,ali, sabia a razão...
Na "Ave-Maria" porém, com a participação de Tóti,ao violino,foi crescendo uma energia em Constâncio e Fabiana.Uma onda de calor e harmonia envolveu aqueles dois artistas, que queriam dar tudo de si,um para o outro que,contrariando os costumed dos fiéis na missa,ao final foi uma chuva de aplausos que até o padre se assustou,mas com um sorriso de aprovação...
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Aecio Flávio
Enviado por Aecio Flávio em 19/09/2007
Reeditado em 06/10/2007
Código do texto: T659580
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Sobre o autor
Aecio Flávio
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 76 anos
139 textos (21072 leituras)
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Aecio Flávio