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Esquizo

  Ela estava no banheiro, dentro do box espelhado, sob um chuveiro que jorrava plasma e molhava um corpo de dois, ela nã sabia que num só corpo haviam duas Elas. Mas ela conseguia uni-las, quando ela se masturbava, cada momento de prazer era um momento uno, ela sabia que aquele era o único momento onde Elas eram uma, mas a outra não.
  A outra acordou no sofá de couro velho e lascado. Seu amor estava úmido e a quantidade de cigarros no cinzeiro estava maior. Seus lapsos de memória em casa lhe davam medo. Mas ela só sentia medo quando se sentia vazia. Por isso ela saia muito de casa, mas era uma cidade cinza e isso a desolava.
  Mas quando a solidão se encontrava no limiar ela via ela, uma mulher muito parecida com ela, mas ao mesmo tempo seu oposto, sem traumas, sem complexos, sem bloqueios, sem ilhas, sem ela. Por isso elas conversavam algumas poucas vezes, porque ela só aparecia na intimidade do caos, na desolaçãp acompanhada.
  Um dia ela arranjou um outro alguém, esse a consolava. Ela esqueceu ela, ela a trancou numa caixa. Mas quando ela foi traída por alguém, a caixa explodiu e ela se apaixonou por ela, tão sedutora,tão tudo, tão ela. Mas ela começou a possuíla e isso era conflitante. Só de vê-la o amor dela encharcava, mas isso estava saindo dos limites e ela se apossou dela. Num momento extremo de desespero ela se matou e as duas morreram.
Frango
Enviado por Frango em 19/03/2005
Código do texto: T7033
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Sobre o autor
Frango
Salvador - Bahia - Brasil, 30 anos
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Frango