Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

Pobre Menininha...



  Uma menininha magrinha, mal tratada que nada tinha.

  Seus pais se separaram quando ela tinha 7 anos de idade ela sentiu os efeitos dessa separação, passou fome, não tinha roupas bonitas e nem laços de fita.

  Naquele tempo ser filha de pais separados era muito difícil a discriminação era enorme, não era convidada para ás festas, não podia brincar na casa das amiguinhas era complicadinha a vida dessa menininha.

  Aos 9 anos uma de suas amiguinhas de escola contou que o pai havia comprado um carro e a convidou para passear.

  Nossa que emoção passear de carro, justo ela que nada tinha.

  Chegou o grande dia e lá foi a menininha para a porta da casa da amiguinha, o pai da amiginha tira o carro da garagem, quando todos estavam entrando no carro a amiginha disse para o pai que a menininha iria passear com eles que ela havia convidado.

  O pai da amiguinha olha para a menininha e diz que ela não iria passear com eles porque ela era filha de separados e não ficava bem ela estar com eles.

  Pobre menininha, ficou na calçada vendo o carro ir embora e junto com ele sua alegria, ás lágrimas caiam sem parar.

  Ela parou, enxugou ás lágrimas, e tomou uma decisão, iria trabalhar.
Conseguiu um emprego de baba, estudava pela manhã, e a tarde ia cuidar da filha de uma medica em seu consultório.

  Quando seu pagamento recebia entregava o dinheiro para a mãe, a mãe separava algum dinheiro e lhe dava para as suas coisinha, como dizia a mãe.

  Como a menininha não tinha amigos e não saia de casa não gastou, guardava o dinheiro em uma lata de bolachas que um dia sua mãe havia comprado.

  Os anos foram passando ela já estava mocinha e alguém lhe falou de caderneta de poupança, ele procuro se informar de tudo, pegou a lata e lá foi ela para o banco.

  Todos riram...

  -Vai guardar tostões no banco hahahaha

  A menininha cresceu havia completado 18 anos, refez seu documentos, carteira de identidade, cic, carteira de trabalho, carteira de motorista, todos riram quando ela orgulhosa mostrou sua carteira e motorista..

  Vai dirigir o que? Um carrinho de feira hahaha...

  Ela quieta, nada dizia.

  Se passaram 3 meses quando em um lindo sábado de sol a "menininha" sai de sua casa e em 4 hs estava de volta dirigindo um carro zero quilometro, um fusca o carro da época.

  Olhares estranhos, todos abismados...

 -De quem é?

 -É meu!... respondeu ela.
 
  -Como seu?

 -Quem te deu?

  -Porque te deu?

  -O que você andou fazendo?

  Ela sorrindo respondeu...

  -Guardei meus tostões.

  A mãe da menininha disse:

   Vem filha, vamos almoçar deixa essa gente falar.

  A menininha venceu.

  E eu tenho orgulho desse menininha...

  Porque essa menininha sou " EU "!


  "ÐäMå Ðë ÑëG®ö"


   ***
Dama De Negro
Enviado por Dama De Negro em 29/11/2005
Reeditado em 23/05/2012
Código do texto: T78643

Copyright © 2005. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
Dama De Negro
São Paulo - São Paulo - Brasil
1890 textos (146139 leituras)
2 e-livros (329 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 10:48)
Dama De Negro