A mão despe-se da luva... BVIW

 

Linda está a poucos metros da porta do farol, e agora coloca a antiga chave na fechadura... A abandonada casa de três andares, com a maioria dos tijolos aparentes foi o lar, por muitos anos do seu avô, e uma carta escrita por ele, a convidava para visitá-la.

 

Ao entrar no andar térreo, ela abre as cortinas das janelas, e observa os rústicos móveis de madeira escura. Enquanto, sua mão solitária despe-se da luva; alguns objetos sobre à mesa chamam-lhe a atenção: um camafeu com a borda dourada, uma pena branca e um relógio de bolso. Qual a importância que estes objetos teriam nas memórias de seu avô e, talvez, nas suas?

 

Curiosa, Linda abre o camafeu e a foto em tons de sépia delineia um bonito rosto feminino, logo em seguida pega o relógio que está parado, imerso em imóveis horas de um tempo envolto em silenciosas brumas.  Emocionada, ela senti com intensidade, a atmosfera de impermanência, da beleza e fragilidade da vida:  reflexiva sua mão solitária abrevia o caminho da lágrima...

 

. Tema: Mão solitária