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Episódio da lua

Um dia a lua sorriu pra mim. Assim, de ladinho. Meio sem graça. E eu olhei bem sério, que tava com o coração na garganta de tanto sofrer por amor.
- Bobo! bobo! - Eu me dizia... pra deixar de me enganar por aí.
Mas daí andando sozinho me deparei. Um choque. Daquelas paradinhas que se dá quando se descobre algo. Não tanto pra levantar um sorrisinho, ou o olhar fixo no chão. (E quase me dei com a cara no poste, não fosse meu tênis maior que o pé....)
Um fato muito satisfatório, tudo dito por mim estava certo(adivinha!)... E não é mesmo? Depois de cercar toda verdade por trás de beijos e abraços, - pode se sentir com aquela vergonha de pai, eu me sinto - não havia mais nenhuma letra i sem seu devido ponto.
Mas sempre. Me lembro: "não, você não sabe tudo", "não pode ser assim", "pára! pára de bobagem"... É incrível como os olhares nos falam diretamente sem interferências. Olho sem brilho...
Mais parecia um teatro se decorrendo à minha frente. E o final, a tragédia. Ah, a tragédia(simpatize comigo) sou sempre eu!
Já vi, já sei, já tinha imaginado, já... já... já... E sentir sempre é mais complicado. Olhar a ferida sempre dói mais que o fato de ter se machucado.
Repete isso algumas vezes. Várias vezes. Inúmeras.
Essa é minha vida.
E isso já faz 30 anos.
Só hoje percebo que a lua estava rindo de mim. Hoje rio de volta pra ela... Impossível deixá-la sem graça.
Sempre perco.
Outra tragédia.
Pancho
Enviado por Pancho em 06/12/2005
Código do texto: T81769
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Sobre o autor
Pancho
Sorocaba - São Paulo - Brasil, 30 anos
33 textos (1091 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 06/12/16 18:07)