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Eu sou amigo dele... Meu Deus!


Há dois anos que Luís Vaz e Pedro Ramos eram empregados de uma grande Firma do ramo Petrolífero, tinham sido admitidos no mesmo dia e a partir daí tinham cimentado uma boa e sã amizade que ia desde as pescarias em conjunto, sempre que os turnos davam para isso, até aos belos passeios de mota em que frequentemente eram companheiros e para irem as gajas, como eles diziam.
Até então faziam por os turnos coincidirem para terem as folgas juntas e poderem assim fazer –se companheiros das aventuras românticas e não só.
Certo dia Luís Vaz apareceu todo feliz da vida, contando ao amigo que tinha companheira e que agora era mais difícil poderem juntar-se para suas aventuras.
Os turnos desencontraram-se e pouco os preocupou tal facto, Pedro, no entanto sentia a falta se seu amigo e como nada o prendia em casa visto ser solteiro, entregara-se a uma vida um tanto desregrada com bastante frequência dos locais da noite, os equipamentos de pesca estavam arrumados na sua garagem sem que tivessem algum aproveitamento; A mota passou para segundo plano e o seu carro passou a ter mais serventia.
Naquela noite encontraram-se na mudança de turno e resolveram conversar um pouco:
- É pá! A Lina é uma mulher maravilhosa, creio que ainda acabo por casar com ela.
- Nunca me deste a conhecer essa preciosidade Luís.
- É verdade, mas acontece que quando estou com ela esqueço tudo, até os amigos e é por isso que ainda não te convidei para lá ires a casa para bebermos uns copos.
- Isso não é importante, pois continuamos amigos na mesma.
- Sem dúvida Pedro, amigos sempre. Mas um dia destes vou combinar um jantar lá em casa, para te demonstrar que continuo a ser o teu bom amigo.
- Quando queiras Luís, hoje vou beber uns copos antes de ir deitar.
- Têm cuidado eles andam aí que nem Leões a caça de uns gramas de álcool a mais no sangue para nos lixar.
- Estou-me lixando para eles.
- Cuidado amigo.
Pedro saiu da firma e dirigiu-se para casa onde tomou o seu banho e vestiu-se para ir passar o resto da noite de maneira agradável. Já no carro dirigiu-se para uma das discotecas mais famosas do sitio, era quarta feira e neste dia as mulheres disponíveis da região afluíam àquele local, o que dava a chance de se divertir sem consequências.
Era bem conhecido no local e o porteiro embora exigente com outros clientes, apenas o cumprimentou com simpatia, coisa bem rara nestes porteiros de discotecas.
O ambiente estava já de inferninho e as batidas ecoavam fazendo estremecer até os copos por onde se bebia sem conta. Seus olhos habituaram-se à luz ou à falta dela e acabou por se fornecer no bar com o seu whisky duplo com água lisa como sempre pedia, caminhou para as proximidades da pista de dança onde as mulheres contorciam-se com movimentos elegantes e provocadores, os homens tentavam imitar uns melhor outros pior, as suas parceiras a bambolearem-se com graciosidade.
Pedro reparou numa loirinha bem feita de corpo que lhe lançava olhares de indecente provocação, pensou para si: Esta anda ao engate com a gana toda. Poisou o copo numa mesa e foi para a pista acedendo ao convite da loirinha que se abriu num largo sorriso ao vê-lo perto de si. O rufar das batidas deu lugar a um tango que deu ensejo de Pedro sentir aquele corpo quente bem junto do dele. Era um dançarino bem treinado e foi agradável para ela verificar isso iniciando a colagem ao corpo dele e breve começou a colocar no compasso a sua perna no meio das dele acariciando-o e roçando o seu sexo na perna dele o que o excitava e fazia delirar; Era uma clara demonstração de como devia acabar a noite esta mulher sabia-a toda. Andaram nestas danças algum tempo até que uns amigos de Pedro se acercaram dele.
Foram todos para o bar e rápido ele esqueceu a loirinha bem feita.
Depois de bem bebidos e com a conversa em dia, resolveram ir para casa já eram 04h00; Pedro já esquecera a loirinha que o tinha aquecido e tão bem.
Cumprimentou o porteiro deixando-lhe uma boa gorjeta, que ele agradeceu com um:  - Boa noite senhor Pedro.
Estava a abrir a porta do carro, quando reparou quem saia da discoteca naquele momento, era a loirinha e dirigia-se para ele.
- Então meu querido aqueces-me e depois largas-me?
- Não querida, pensei que tivesses ido embora.
- Dá-me uma boleia até à cidade?
- Claro que dou, deixa aquecer o carro, pois está frio que se farta.
O carro estava estacionado quase no fim do parque e, portanto num local bem apetecível para uma aventura.
Pedro ligou o rádio e o aquecimento do seu interior começou a ficar agradável. Notou que o casaco comprido da loirinha se ia afastando e as belas pernas iam sendo mostradas sem qualquer pudor. Pedro olhou-a bem nos olhos e viu aquilo que o homem rapidamente se apercebe, o desejo feminino, passou-lhe o braço pelos ombros e começou a acariciar lentamente a sua nuca, que ela parecia agradecer e não demorou a beber o mel do beijo, em consequência deste acto levou-os ao máximo do êxtase entre uma mulher e um homem. Olhavam-se agora cientes que algo de muito lindo se passara e que agradara aos dois.
Depois de se beijarem mais uma vez a loirinha vestiu a calcinha no habitáculo apertado do carro e disse para Pedro: - Podemos ir querido, foi maravilhoso tu és um grande amante.
Pedro colocou novamente o carro a trabalhar limpou os vidros accionando-os para abrir e fechar e colocou novamente o aquecimento no máximo para desembaciar os vidros que no acto de amor o tinham ficado, formando assim uma cortina que os retirava dos olhares indiscretos.
Já na cidade ela pediu para Pedro parar num determinado local ao que rapidamente acedeu, interiormente queria ver-se livre daquela mulher e não sabia explicar a razão, estava preocupado não usara a camisinha e pedia aos seus Santinhos que ela não lhe tivesse pegado alguma doença. Beijaram-se e rapidamente e a loirinha saiu do carro.
 Passaram-se alguns dias e Luís esperou Pedro a entrada de turno.
- Amanhã estamos os dois de folga, vais jantar comigo, ok?
- Pode ser Luís nada tenho para fazer de especial.
- Então está combinado.
Despediram-se e Pedro pegou ao serviço embrenhando-se nas manobras necessárias.
Como tinha sido combinado, Pedro à hora de jantar dirigiu-se para casa do amigo. Lá estava ele à entrada à sua espera sorridente numa demonstração da verdadeira amizade, que nunca deixara de existir entre eles.
- Estou feliz amigo por teres vindo, anda cá quero apresentar-te a Lina vais gostar dela de certeza.
Lina apareceu com seus cabelos loiros, elegantemente vestida e com aquele corpo maravilhoso, mas que Pedro já conhecia. Desilusão, dor? Não sabia explicar, porque ele era mesmo seu amigo e como teria agora de se comportar? Falar a verdade ou tentar esquecer e trair um amigo?
Ela manteve o seu ar simpático e agradável.
- Muito obrigado por ter aceite o convite de Luís; Será sempre bem-vindo a esta casa de seu amigo.
O convite era bem explícito.

FIM



António Zumaia
Enviado por António Zumaia em 20/02/2006
Código do texto: T114232
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Sobre o autor
António Zumaia
Portugal
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