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Nas mãos de um anjo

No meio da escuridão,
Como um vaga-lume me apresentei.
Com a luz fraca, quase sem piscar,
Em suas mãos pensei:
_Como pode ela consegui me pegar
Se nem eu consigo enxergar-me?
Aos poucos conseguia ouvir
O meu próprio respirar
A sua calma começou a tranqüilizar-me.
Ela me salvou?
Sentia-me como uma lagarta
Presa num casulo,
Esperando uma transformação.
Quando aconteceu foi tão rápido que
Nem deu pra comemorar,
Passou como um furacão levando tudo
Que demorei a construir
Fui caindo!Cheguei ao chão.
A luz que de mim saía era embaçada
Ouvi sua voz e um rio de mim transbordava
De mansinho ganhou minha atenção
Adivinhava o meu calar,
Aos poucos descongelei a pedra
Que havia dentro do meu coração.
Comecei a olhar soluções, possibilidades,
Mas não era um brinde que ganharia,
É algo inédito e delicado.
Porque será feito por mim.
Estava resolvido embora não soubesse
Por onde começar
O projeto esperava por mim.
Ouvi a história de forma diferente
E algo mudava de repente
Apesar da agitação da demora
Parecia bonito o que falava agora
E não era nenhum faz de conta,
Era minha vida que estava olhando de fora
Agora nada era igual.
A transformação haveria acontecido ou
Eu teria morrido?
Não sei o que aconteceu.
Pareço melhor, mas não sou eu.
Sinto falta de alegria,
Mas não tenho saudades de mim
Só queria aquela felicidade que hoje
Recordações viraram e
Faz chorar por ter saído de onde estavam
Sei que são possíveis outros momentos
Mas o pessimismo ainda não me deixa
Enxergar
Tenho que esperar o tempo
Mas a pressa é tanta que chego a desanimar
Cheguei a acreditar,
Que estivesse encontrado uma fada
Que bastasse um passo de mágica e...
Resolve tudo.
Mas a ninguém pertence tal mágica
O mundo real é bem diferente
Tudo é cauteloso,
Qualquer passo em falso
Pode causar um grande estrago
E a recuperação é dolorosa.
Aprendi que não adianta ter asas fortes
Aparentemente sustentáveis
Sem consegui usa-las,
Tenho que descobrir o que faço
Com tal privilégio.
Os momentos estão vindo!
Os dias, às horas...
Eles serão minha vida agora
E tenho que viver cada instante
Aliviando-me em ser vigiada
Pela luz dos seus olhos,
Que cuida para que
Os meus não se apaguem.






Dedico este escrito a uma excelente médica, a uma adorável pessoa e verdadeira amiga
Dr. Joseane, abraços com carinho.




cristiana Lima
Enviado por cristiana Lima em 05/03/2006
Código do texto: T119034
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Sobre a autora
cristiana Lima
São Luís - Maranhão - Brasil
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cristiana Lima