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Singela homenagem ás vitimas inocentes do 11 de Março em Madrid ( Português e Espanhol.)

 11 de Março de 2004 Em Madrid

O dia nascera triste, ela estava triste, o próprio sol ao romper com certa dificuldade através das nuvens, iluminavam de uma forma triste, a sua alma sentia também o desnorte e sabor dessa tristeza; Atravessava o jardim que tantas alegrias lhe dera no passado, agora era simplesmente depositário de flores som cor ou perfume para ela, enfim o reflexo de uma alma que estava a sofrer.
Sabia que ele nunca mais lhe daria aqueles beijos que a elevavam ao cume da felicidade, afinal ela dera-se toda para ele, entregara-se de corpo e alma aquele amor, que simplesmente por um golpe do destino, acabara entre os destroços de uma carruagem de comboio. Desde que ele se tinha deslocado para os arredores de Madrid, por motivos de melhoria de vida, que sentia já não ser possível a concretização do seu grande sonho, formar um lar, constituir família e viver o resto da sua vida com aquele homem, sempre alegre e carinhoso.
As últimas notícias davam já algum desenvolvimento mais preciso dos acontecimentos funestos da loucura dos homens, o número de mortos aumentara consideravelmente e certamente entre eles o seu querido Manuel, o homem que desde sempre povoara os seus pensamentos mais queridos, o homem que a fizera ver o céu, ao se entregar de corpo e alma, jazia provavelmente numa pedra fria, como mais uma das vítimas dos terríveis ataques bombistas de Madrid.
Entrara no edifício onde trabalhava como advogada assistente da administração de uma grande Empresa, dirigiu-se como um autómato ao seu escritório de trabalho não via nada nem ninguém, apenas acenava apática as saudações de simpatia que lhe dispensavam.
Seu chefe o Dr. Alonso esperava-a sentado na mesa de reuniões.
- Bom dia Dra. Maria José estava a sua espera; Minha querida não pode entregar-se assim a uma dor que nem sabe se tem razão de existir, esse desespero pode muito bem ser apenas fruto dos trágicos acontecimentos, e Manuel pode estar vivo só que impedido por qualquer razão de nos contactar. Peço-lhe, por favor, fale comigo, desabafe.
- Dr. Alonso é muita a sua bondade para comigo, mas eu sinto, o meu coração diz-me que o perdi.
- O coração ás vezes também se engana minha querida menina.
- Não é possível! Os pais de Manuel também receberam a notícia de que ele estava naquela carruagem que foi atingida, na firma onde ele trabalha também tentaram e tudo fazem para saber o que se passou, mas o mais certo é estar entre as vítimas mortais.
- Por favor, Dra. Maria José seja racional. A confusão é muita, até se conseguir saber quem é quem vai demorar e pode bem ser que Manuel, ainda não tenha sido identificado e esteja apenas ferido mas impedido de comunicar.
- É muita a sua bondade amigo, mas nós comunicamo-nos diariamente via NET, pelo móvel e desde a fatídica hora do atentado que nada mais recebi dele, sei que nunca me faria tal coisa.
- Sim, Maria José, compreendo essa sua posição, mas de qualquer das formas acho que não deve entregar-se assim a um desespero que pode não haver razão para ele.
- Muito tenho rezado ao bom Deus para que assim seja, mas se hoje não receber qualquer notícia dele, sei que me deixou só.
As lágrimas soltaram-se dos belos olhos de Maria José e Alonso resolveu que era melhor deixa-la só naquele momento de dor, esta mulher tinha sido traída pelo destino e nada se podia fazer que ampara-la na sua dor, e deixar que as lágrimas lavassem aqueles olhos de toda a tristeza que lhe ia na alma.

Entretanto as equipas de socorro ainda removiam os destroços procurando entre os ferros retorcidos pela violenta explosão possíveis vitimas.
- Luís ajuda aqui, mais um e bastante maltratado.
- Está morto?
- Parece que sim.
- Não está, ele respira e geme, depressa trás uma maca.
Apresentava um golpe profundo na cabeça provocado por um estilhaço de ferro e pelo corpo várias feridas a precisar de tratamento urgente.
- Está mal, mas pode ser que viva.
- Vamos mandá-lo rapidamente para os Cuidados Intensivos e Deus o ajude.
As equipas de socorros não paravam um minuto na sua incessante busca por vítimas humanas daquele acto tresloucado de homens que nada mais sabiam fazer que mal à humanidade e a si próprios.

Mais um dia se passara e Maria José desesperada ligou mais uma vez para os pais de Manuel, procurando notícias que pudessem aquietar o seu pobre coração já tão dolorido pelo sofrimento; Nada sabiam de concreto, nas listas de mortos não aparecia seu nome e no de feridos também não, e noticias de seu filho não existiam, também eles se debatiam no desespero e dor.
Por toda a Espanha este acto era repudiado vivamente, estava-se a assistir a algo muito parecido com o que acontecera na América do Norte nas Torres Gémeas e abalara o mundo, um acto de terrorismo puro e contra inocentes.
Escoavam-se as horas e dois dias já se tinham passado, era o desespero de Maria José, que continuava sem saber nada do corpo de seu amado, Deus nem lhe dera a possibilidade de o ver e poder chorar a sua perda.
Com estes pensamentos de profunda tristeza seus olhos mais uma vez vertiam a água purificadora das lágrimas de dor. Sentara-se no banco onde tinham começado o namoro e parecia-lhe ouvir as palavras doces de Manuel.
- Menina, minha menina querida.
Maria José levantou-se em desespero, olhou o céu agora azul.
- Meu querido meu carinho. – Disse erguendo os braços.
- Não olhes o céu, estou aqui na terra e perto de ti meu amor.
Estava sim bem perto dela com a cabeça completamente coberta ainda por ligaduras, que mais parecia um turbante, fazendo dele o mágico dos seus sonhos.
- Meu Deus, minha Nossa Senhora, és tu amor?
- Sim amor sou eu, Deus apesar da malvadez dos homens, não quis separar-nos.
Eram agora lágrimas, muitas lágrimas, mas de felicidade e de agradecimento a Deus pelo milagre.

FIM



11 DE MARZO DE 2004
 MADRID - ESPANHA

De ANTONIO ZUMAIA


El día nacía triste, ella estaba triste, el propio sol al salir con cierta dificultad a través de las nubes, iluminaba de una forma triste, en su alma sentía también desorientado el sabor de esa tristeza; atravesaba el jardín que tantas alegrías le diera en el pasado, ahora era simplemente depositario de flores que con  su perfume son para ella, el fin o reflejo de un alma que estaba sufriendo.
Sabía que el nunca más le daría aquellos besos que la elevaban al máximo de la felicidad, al final ella se daba toda para el, se entregaba  en cuerpo y alma  aquel amor, que simplemente por un golpe de destino, acabara entre los destrozos  de un vagón  de tren. Desde que ella se había trasladado a las afueras  de Madrid, por motivos de mejoría de vida, que sentía ya no  iba ser posible realizar su gran sueño, formar un hogar, construir una familia y vivir el resto de su vida con aquel hombre, siempre alegre y cariñoso.
Las últimas noticias daban algunos detalles mas precisos de los acontecimientos mas funestos de la locura de los hombres, el número de muertos va aumentando considerablemente y ciertamente entre ellos su querido  Manuel, el hombre que desde siempre poblara sus pensamiento mas queridos, el hombre que le hizo ver el cielo que se entregara en cuerpo y alma, yacía probablemente en una piedra fría, como una victima mas de los ataques con bombas de Madrid.
Entró en el edificio donde trabajaba como abogado asistente de administración de una gran empresa, se dirigió como una autómata a su escritorio de trabajo no veía a nadie apenas contestaba apática a los saludos de simpatía que le dispensaban.
--       Buenos días Dr. María José la estaba esperando; niña querida no puede entregarse así a un dolor que no sabe si tiene razón de existir, ese desespero está bien por los trágicos acontecimientos, Manuel puede estar vivo solo que por alguna razón no ha podido ponerse en contacto contigo. Te pido por favor que hables conmigo desahógate
--          Dr. Alonso es muy amable conmigo más yo siento, mi corazón me dice que lo perdí.
--            El corazón a veces también  se engaña niña querida.
--            No es posible, los padres de Manuel también recibieron la noticia que el estaba en ese vagón que fue destruido, la firma donde el trabajaba están intentando hacer todo pasa saber lo que le pasó, pero lo más cierto es que esté entre las victimas mortales.
--            Por favor Dr. María José sea racional.  La confusión es mucha hasta conseguir saber quien es y va a demorar saber si es Manuel, no esta identificado y esté apenas herido más impedido de comunicarse.
--               Es mucha su amabilidad amigo, más nos comunicamos diariamente vía NET, por móvil y desde esa fatídica hora del atentado nada mas recibí de el, se que nunca me haría tal cosa.
--                Si María José comprendo su posición mas de cualquier forma pienso  que no debe entregarse  así a un desespero que puede no haber razón para el.
--                  Mucho tengo rezado al buen Dios para que así sea, mas si hoy no recibo cualquier noticia de el, se que me dejo sola.
Las lágrimas se soltaron de los bellos ojos de María José y Alfonso resolvió dejarla en aquel momento de dolor, esta mujer ha sido  traída por el destino y nada se podía hacer más que ampararla en su dolor, y dejara que las lágrimas lavasen aquellos ojos de toda la tristeza que tenía en el alma.
Entretanto los equipos  de socorro seguían removiendo los destrozos buscando entre los hierros retorcidos  por la violenta explosión  posibles victimas.
--                   Luís ayuda aquí, hay uno bastante maltratado.
--                   ¿Esta muerto?
--                    Parece que sí
--                    No está vivo respira y gime, deprisa trae una camilla.
Aparentaba  un golpe profundo en la cabeza provocada por trozo de hierro y por el cuerpo varias heridas que precisaban de tratamiento urgente.
--                    Está mal, mas puede  ser que viva.
--                   Vamos mándalo rápidamente  para los cuidados intensivos y que Dios le ayude.
Los equipos de socorro no paraban un minuto en su incesante búsqueda de victimas humanas de aquel acto loco de los hombres que no saben más que hacer mal a la humanidad y así mismos.
Un día más se pasó desesperada María José llamó otra vez  a los padres de Manuel, procurando noticias que pudiesen tranquilizar  a su pobre corazón tan dolorido por el sufrimiento; nada sabían de concreto, en las listas de los muertos no aparecía su nombre y en las de los heridos tampoco, las noticias de su hijo no  existían, también ellos se debatían entre la desesperación y el dolor.
Por toda España este acto era repudiado vivamente, se estaba viviendo algo muy parecido a lo que ocurrió en América del Norte en las Torres Gemelas y avalara al mundo, un acto de terrorismo contra inocentes.
Pasaban las horas y dos días ya habían pasado, era un desespero de Maria José, que continuaba  sin saber nada del cuerpo de su amado, Dios no le daba la posibilidad de ver y poder llorar su perdida.
Con estos pensamientos de profunda tristeza sus ojos  una vez más vertían agua purificadora  de lágrimas de dolor. Sentada en el banco donde tantas veces habían enamorado parecía oír las palabras dulces de Manuel.
--                 Niña, mi niña querida.
María José se levanto con desesperación, miró al cielo ahora azul.
--                 Mí querido mi cariño. – Dice alzando los brazos.
--                No mires al cielo, estoy aquí en la tierra cerca de ti mi amor.
Estaba si bien cerca de ella con la cabeza completamente cubierta de vendajes, que más  parecían un turbante, haciendo del algo mágico de sus sueños.
--                 Mi dios, Nuestra Señora, eres tu amor?
--                Si amor soy yo, Dios a pesar de la maldad de los hombres, no quiso separarnos.
Eran ahora lágrimas, muchas lágrimas de felicidad y agradecimiento a Dios por el milagro
                             FIN


 (Traducción María José Gil 22-2-2006)



                         

António Zumaia
Enviado por António Zumaia em 10/03/2006
Código do texto: T121428
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