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Nada mais foi dito ou perguntado

Eu sentia sua respiração ofegante em meus ouvidos quando me agarrou por trás. Ele levantou minha saia e senti suas mãos fortes apertarem minhas coxas. Eu podia sentir todo o seu corpo pesando em cima do meu. Virei-me rapidamente para poder beijá-lo o quanto antes. Seu gosto, seu cheiro, seu modo de levar aquela situação me fascinava. Nunca havia perdido e ganhado tanto em tão poucos minutos. Era uma sensação estranha e maravilhosa ao mesmo tempo. E nossas pernas e braços se confundiam enquanto nos amávamos. Nas duas bocas a mesma saliva, nos olhos a certeza de que éramos apenas um. Mais uma vez ele me virou, me deixando sem defesa. Depois, tudo que senti, parecia estar explodindo ao mesmo tempo. Gritei e ele me serrou os lábios. Estávamos prestes a perder totalmente o controle. E de repente, tudo explodiu em milésimos de segundos, mas se espalhou por longos momentos perfeitos. Agora, eu e ele estávamos cansados e totalmente entregues. Suas mãos fortes ainda me seguravam prontas para outra investida. Eu ainda o abraçava tentando eternizar aquele momento. Assim ficamos por um tempo até que ele sorriu e perguntou:
- Como é o seu nome?
- Carolina – Respondi ainda muito cansada.
No momento seguinte, as luzes se acenderam e o elevador voltou a funcionar. Quando chegamos ao térreo nos despedimos e nada mais foi dito ou perguntado.
Alexandre Costa
Enviado por Alexandre Costa em 07/07/2006
Código do texto: T189144
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Sobre o autor
Alexandre Costa
Santos - São Paulo - Brasil
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Alexandre Costa