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o que o amor não faz?

Seu nome era Pablo bom garoto 18 anos, forte como uma rocha, o filho que toda mãe sonhava em ter.
Desde a oitava serie, quando ele estudava em um colégio público, odiava as aulas de história e gostava das aulas de português onde podia ver o decote da jovem professora que era linda.
Mais um dia parado na sala de aula, olhou para o seu lado e viu uma garota magra, com sorriso metálico e começou a observá-la, olhando para as suas pernas, para seus longos cabelos loiros, estava mesmo à espera de uma garota e jamais pensava que ela poderia estar tão próxima, o seu nome era Rose tinha 15 anos e era a única cocota da sala que já mantinha relações sexuais.
Certo dia no inverno, frio de lascar no intervalo da aula, Pablo viu ela sozinha sentada no banco lendo um romance e foi perguntar o que estava lendo sem piscar os olhos à garota ficou muda, ele tornou a perguntar ela hesitou e disse que era um livro e que se possível gostaria de ficar a sós. Pablo ficou irritado e foi embora.
A aula terminou caminhava sozinho todos os dias até sua casa que ficava um pouco distante da escola um bom trajeto para pensar sobre sua vida. Deu um beijo em sua mãe ligou a televisão mais como sempre nunca passava algo que lhe agradava desligou-a e foi direto para o quarto, Tentava ler uma revista sobre ciência mais seu pensamento estava voltado para Rose não conseguia imaginar nada além dela e sua saia de veludo verde musgo e seus lindos olhos, ele estava realmente gostando da pequena.
Os dias passavam rápido e logo o verão estava por vim, desesperado com o fim das aulas estarem próximos, foi logo ao assunto pegou rose pelo braço e falou tudo o que sentia, deu um beijo molhado na garota que em seguida lhe deu o maior dos tapas, ela o desprezou na frente de todos na escola e disse que nunca mais faria aquilo que era um pobre coitado que não si enxergava e queria que ele morresse. Pablo então ficou lá parado sozinho depois de ter sido humilhado por todos, voltou para casa atordoado não conseguia entender o porquê tinha feito aquilo, estragando todos os seus sonhos, inconformado no dia seguinte foi falar com rose, pedir desculpas disse que tinha perdido o controle por estar gostando dela de verdade, mais ela não respondeu nada apenas o seu olhar já o condenava quando saiu da sala a última palavra que disse foi nunca mais fale comigo entendeu.
Mais uma vez ele não conseguia raciocinar, tantas garotas lindas dando mole no colégio mais nenhuma era como rose aquela ferida que você tem no céu da boca que só ira sarar se parar de passar a língua mais você não consegue essa era rose e todo homem deveria ter uma rose. Pablo já estava inconformado porque ela não lhe dava bola nem conversava com ele ficava horas e horas se remoendo por dentro, porque ela estava fazendo isso.
Em um certo dia lindo com o sol estampado para todos os viciados e miseráveis, Pablo estava sentado em frente de casa pensando como ela era linda, vistou Zé um amigo de infância que estudava na mesma sala vindo lentamente e cansado com sua monark, perguntou para o amigo porque tinha faltado à aula, Pablo respondeu que estava com uma dor de dente terrível é por isso tinha faltado ao perguntar sobre rose Zé ficou calado por alguns segundos quando derrepente ele disse você não soube? Rose não foi à aula e pelo jeito não ira mais, ele ficou com ar de preocupado e perguntou como assim? Respondeu o menino, ela faleceu, Pablo não queria acreditar e pediu para o amigo parar com esses tipos de brincadeira mais o garoto ficou sério e ele começou a perceber que parecia ser verdade. Com os olhos cheios de lagrimas perguntou como isso aconteceu? Leucemia disse o menino. Pablo ficou desconsolado com a notícia como se o mundo inteiro tivesse desabado em sua cabeça rapidamente lhe subiu a garganta um gosto de vômito. Porque Deus fizeste isso comigo por quê? A única pessoa que eu realmente gostava na vida agora não existia mais.
Pablo ficou seis dias sem comer, sem sair do quarto e sem ir para a escola sua mãe não sabia mais o que fazer chorava e ascendia uma vela para Deus todos os dias.
O menino não sentia mais vontade de viver, para ele tudo tinha acabado alias nada tinha começado. Aos poucos voltou as suas ações normais mais nunca mais era o mesmo, tinha se tornado o rapaz mais triste e infeliz do mundo, nada mais fazia sentido apenas um imenso vazio dentro do seu corpo sua mente ficava longe por horas, andando pelas ruas si questionando.
Chegou à conclusão que a única maneira de acabar com isso era a de tirar sua própria vida mais pensava na sua mãe e amigos não queria que fosse assim mais não tinha outra maneira, talvez o suicídio para ele fosse uma tentativa de tudo acabar bem.
Começou a pensar como iria ser feito o desfecho, saiu desesperado atrás de um emprego qualquer, conseguiu imediatamente trabalhar aos sábados e domingos em uma mercearia por cinqüenta reais pelos dois dias topou, precisava do dinheiro para comprar uma arma.
Pensou em todas as formas, veneno de rato, corda de nylon, remédios mais achou a melhor saída dar um tiro na cabeça, mais não conseguia pensar em sua mãe limpando seus restos mortais, enfim estava decidido para ele nada mais valia a pena.
Escolheu um dia sábado à noite porque sua mãe ia para a igreja rezar por ele mesmo.
Trabalhou o mês inteiro conseguira o dinheiro e nada mudaria sua idéia.
Comprou um calibre 38 por duzentos paus de algum vagabundo precisando de dinheiro.
Tinha planejado tudo, dei um beijo de adeus em sua mãe e esperou ela sair, fingindo estar tudo bem. Esperou mais um pouco e foi até a janela ver se a mãe já tinha partido e ela já tinha. Começou a escrever uma carta dizendo que amava todos e apenas desejavam uma boa vida sem ele simples e objetivo a carta pedia perdão á mãe. Ficou completamente nu no quarto chorando e segurando a arma apontada para a cabeça, quando fechou os olhos, colocou a mão no gatilho quando ouviu o barulho da fechadura, sua mãe tinha voltado para a casa porque o padre tinha falecido precisava de dinheiro para ir ao enterro. A mãe abriu a porta perguntando para o filho se ele não iria comer, nenhuma resposta a mãe desconfiada perguntou novamente e nada foi até o quarto e viu a porta trancada bateu e nenhuma resposta percebeu que algo estranho estava acontecendo perguntou se estava tudo bem mais apenas ouvia a respiração e soluços de choro, pediu para Pablo abrir a porta uma, duas vezes começou a ficar desesperada e gritou abra a porta e o garoto respondeu para ela ir embora porque ele estava partindo sem entender a mãe começou a arrombar a porta quando ouviu um estalo, barulho de tiro seco, conseguiu abrir a porta imaginando o pior quando viu o filho nu jogado ao chão, cheiro de sangue e miolos para todos os lados o garoto tinha dado um tiro na cabeça ela pegou o telefone e ligou para o hospital o rapaz ainda estava vivo, sua respiração ofuscava dentro do quarto a mãe desconsolada não conseguia entender o porquê tudo isso tinha acontecido, chegando ao hospital Pablo foi internado mais não resistiu veio a falecer minutos depois, essa é uma história do que o amor é capaz.
bandini
Enviado por bandini em 28/07/2006
Código do texto: T203855
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Sobre o autor
bandini
São Paulo - São Paulo - Brasil, 34 anos
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