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Dia 25 de julho foi o dia e a gota da água

Dia 25 de julho foi o dia e a gota da água
Depois de alguns dias de recesso escolar retornei ao trabalho, eu já tinha vindo alguns dias para fazer algumas tarefas, sabe como é quem trabalho em escola nunca acaba. Tinha também avisado a direção da escola que eu, iria lavar a portaria da escola no penúltimo dia antes de recomeçar às aulas.
Foi neste dia 25 de julho que, logo quando cheguei tentei providenciar o material para a lavagem da portaria da escola. Retirei as mesas, cadeiras, dei uma varrida no local e fui pegar a mangueira de incêndio para jogar água em toda a área. Quando solicitei a o caseiro da escola e colega de trabalho que me fornecesse a chave para pegar a mangueira, quando a principio fui impedido de realizar o trabalho. O colega disse-me, que não havia necessidade de lavar, bastava só uma varrida, discordei dizendo que toda a escola foi lavada e a portaria de entrada principal também precisava se lavada. Nisso criou-se um clima de bate-boca quando foi me dito que eu estava querendo mostrar serviço, porque a direção já se encontrava no local, ouve arranca-rabo, fiquei nervoso quando também ouvi que a mangueira que foi emprestada e ainda não tinha sido devolvida. Certos problemas são administrativos, mas como resolve-los se nós somos a administração, às vezes é difícil passei tanto nervoso que disse que não iria mais lavar a portaria da escola e fui embora chateado por não ter feito o que teria que ser feito. Quando cheguei em casa disse o ocorrido a minha esposa e ela censurou o acontecimento. Fiquei sentado na sala alguns instantes, não conformado resolvi voltar ao trabalho, primeiro fui à escola onde a mangueira estava emprestada e a solicitei de volta, em seguida parti em direção a escola no intuito de lavar a portaria da escola.
Ainda permanecia apreensivo de não concluir o trabalho, e de certa forma perder espaço no local de trabalho por um a coisa que eu achava necessidade.
Se recuar, serei derrotado ao ponto de perder o emprego, eu penso assim...
Foi quando de repente surgiu na minha frente um rapaz comparando com a minha aparecia física. Logo de cara ele me pediu dinheiro disse-me que precisava comprar gás de cozinha para sua casa, porém me pediu com muita tranqüilidade. Olhei-o bem de perto e disse: - Porque você não arruma em serviço, veio automático.
Ele me respondeu: - Já arrumei, vou começar na Terça-feira-feira.
Eu disse: - Terça-feira-feira é hoje
Ele respondeu:- Terça-feira-feira que vem.
Eu falei:- Terça-feira está muito longe, até lá você pode fazer muita coisa ainda hoje.
Perguntei:- É casado
Ele me disse: - Sou, e tenho dois filhos.
Eu disse:- Porque você não trabalha catando produtos para reciclar, vendendo sorvete ou lavando carros.
Ele disse: - É difícil a maioria das pessoas que fazem esses tipos de trabalhos, já são esperados pelas donas de casa.
Eu disse:- Tome o cuidado para não virar ladrão, pois a dificuldade da vida nos faz fazer coisas sem que queremos.
Fomo andando até que ele decidiu tomar outro rumo, eu cortei caminho para chegar mais rápido na escola. Quando cheguei à escola falei com a direção e levei uma bronca, pois, a direção disse que agimos como crianças, falei algumas coisas, e fui lavar a portaria da escola. Lavei jogue água como quis depois finalizei e fui para minha casa.
Agora sim, eu poderia descansar em casa com tranqüilidade, andei, briguei, mas, fiz o meu dever conclui o meu trabalho.
Reconheço que falei duro com o rapaz, mas às vezes somos obrigados todos nós a somente escutar. http://carlodonizeti.blogs.sapo.pt/
       


Comendador Carlos Donizeti
Enviado por Comendador Carlos Donizeti em 29/07/2006
Código do texto: T204717
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Sobre o autor
Comendador Carlos Donizeti
Hortolândia - São Paulo - Brasil, 58 anos
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