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As coisas não são como imaginamos.

Jose era um homem simples, mal humorado, vivia com sua família. Morava em uma cidade que talvez nem existisse no mapa. Vivia com sua esposa,  seus 3 filhos, seus irmãos e cunhados. Com exceção de José, todos pareciam ter uma convivência social excelente. Jose era lenhador, todo dia acordava as 6, ia para a floresta sempre reclamando, cortava suas arvores e as vendia semanalmente. A rotina de Jose era chegar em sua casa, tomar banho, assistir TV comer e dormir. Certo dia, Jose saiu para trabalhar e viu que estava um dia chuvoso, reclamou muito com o tempo, pois não costumava trabalhar por esses dias. Lá pelas tantas da tarde, um coco de passarinha caiu na cara de Jose. Logo que ele se virou pra xingar o pássaro começou aquela chuva. Ele doido com o pássaro tentou de tudo para encontrar seu ninho, mas não achou. Depois de um tempo procurando, havia achado o ninho do passarinho para se vingar, mas  ele começou a observar que a chuva já fazia o serviço, e percebeu que o passarinho não deu a mínima importância para o ninho, pois estava desesperado tentando salvar o filhote, e Jose ali vidrado na cena, até que viu o passarinho salvar seu filhote, o colocar em outro galho. Jose podia jurar que viu um sorriso no "rosto" do passarinho, e uma lagrima de felicidade saindo de seus olhos. Jose achou que aquilo era loucura sua e resolveu ir embora. No caminho Jose viu um menino deitado sobre uma arvore. Olhando melhor a cena Jose pode deduzir que este era um menino sem família, sem teto, um mendigo. Não pode deixar de ver uma enorme frase gravada sob a arvore que se lia: "As coisas não são como agente quer, elas são bem melhores do que imaginamos." Jose ficou pensando naquela frase, e voltou para sua casa pensando em tudo aquilo que tinha acontecido. Chegou a casa, e fez sua rotina de sempre. Cinco minutos antes do jantar Jose foi surpreendido por uma carta de seu tio que dizia a enorme fortuna que Jose acabara de herdar deste. Ficou felicíssimo, mas antes que pudesse gritar, seus filhos, chegaram em casa todo molhado e disseram: "Papai, estávamos fazendo surpresa para o senhor chegando todo dia tarde em casa, estávamos trabalhando, conseguimos pouco dinheiro, mas esse pouco creio que nos ajudara.". Logo que sentou a mesa, sua mulher havia feito o prato de que mais gostava e disse como sempre costumava, que o amava, aquelas palavras lhe soaram ao ouvido mais forte que uma tempestade de vento. Começou então a refletir e formular algumas perguntas a si mesmo: Pensando nos pássaros, se perguntou de que lhe valia o dinheiro se podia encontrar toda a felicidade em sua família?! Pensando na fortuna e na frase, perguntou se aquele dinheiro todo seria mesmo o melhor que imaginava?!. E viu que sim, mas para quem precisava mais que ele. Nessas reflexôes Jose acabou descobrindo que o melhor que imaginava estava nos simples atos de caridade, como aquele de seus filhos, no simples ato de dizer eu te amo, como aquele de sua mulher. A partir daí Jose descobriu o AMOR. Com o dinheiro do tio, montou um negocio na cidade, e todo mês, doava parte de sua fortuna a uma instituição de caridade, nunca esquecendo do menino deitado sobre a arvore.

Ivanzinhu
Enviado por Ivanzinhu em 31/07/2006
Reeditado em 31/07/2006
Código do texto: T205689
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Sobre o autor
Ivanzinhu
Limeira - São Paulo - Brasil, 26 anos
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