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Não me corromperei!

Não me corromperei!

Alguém me disse:- Não me corromperei.
Eu disse: - Você não sabe o que é se corromper.
Às vezes lembro-me de quando abordava o anoitecer e vinham as  frias  madrugadas, onde os perigos corriam soltos nas horas adentro. Ah! Estação do Brás, Jundiaí, Pirituba, Luz e Barra Funda afora as saídas de ar  nas estações do Metro de SP cenário  onde protagoniza este breve conto.
O que faz o homem a chegar ao intenso? Ao ponto de dormir nos bancos das praças, fachadas de edifícios, trens ou nas saídas de ar do Metro de SP. Cada um tem sua historia de vida,  seu relato, clausura depois o desabafo de alguma forma. Neste drama musical o maestro é o frio das madrugadas e a orquestra é o silencio  que cala os inocentes. Madrugada console a lua que é a guardinha dos vagabundos e da os cobertores de sereno as crianças de rua.
Longas noites de frio, onde  muitas vezes eu, andava nos porões das estações de trens para procurar um lugar para dormir nos vagões estacionados. Onde muitas crianças sem proteção alguma concorriam também pelos mesmos espaços. Cidade de pedras onde até nas altas nas horas da madrugada vagavam as prostitutas a procura de homens com dinheiro. Chão feito de ossos das casas noturnas, onde prevalece o mau cheiro de urina fermentado nos imundos banheiros públicos. Na boca da noite muitos já eram queimados, ou mortos por grupos de extermínios. Nas noites onde vagam as forças da escuridão, onde mulheres despenteadas, homens embebedados tem por ratos as melhores companhias. Quando amanhece todos são príncipes, mas, nas noites o vermelho do sangue é opaco no chão. No relâmpago do pôr-do-sol a maconha, o crack e a cocaína corriam soltos, onde a porta do inferno estava aberta para quem quisesse entrar ou sair. Paradigmas, às vezes surgiam pessoas vestidas de anjos de luz, oferecer uma xícara de café, um pãozinho ou prato de sopa nem tudo estava perdido, existem pessoas que saem nas noites a socorrer os moradores de rua. São igrejas, casas humanitárias ou pessoas praticando a caridade obedecendo às ordens do Mestre.

http://carlodonizeti.blogs.sapo.pt/
http://www.clesio.net/midis/sugestoes_1/what_god_is.mid


 







Comendador Carlos Donizeti
Enviado por Comendador Carlos Donizeti em 19/08/2006
Reeditado em 18/08/2008
Código do texto: T220028

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Sobre o autor
Comendador Carlos Donizeti
Hortolândia - São Paulo - Brasil, 58 anos
135 textos (4260 leituras)
12 áudios (436 audições)
6 e-livros (567 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 03/12/16 03:05)
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