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O que será, será?

O que será, será?

O que é a vida?  Quais  surpresas ela nos proporcionara?  Como, e aonde vamos?
Sabemos como ela começa, mas como terminará isto ainda não nos é revelado, por enquanto, mas alguém disse: Cada um colhe aquilo que planta.
Embora que ninguém possa dar lições de vida, nesta estrada todos nós vamos seguindo este caminho sinuoso e escorregadio da existência humana.
Manoel, homem que lutou, acreditou, insistiu e  viu seu mundo se fraguimentar em pedaços. Este homem surgiu aqui em nossa cidade nos tempos em que comprar uma propriedade não era muito difícil, trabalhou como padeiro, bicheiro e servente pedreiro e teve esposa e filhos que participaram  da vida da nossa comunidade.
Mas, a vida reserva-lhes não medalhas, mas uma caixa de surpresas, que ao discorrer anos se manifestaria  grosso modo, desesperanças. Todas as noites ao sair  para trabalhar, Manoel perdia algo muito importante, sua esposa que descobria os carinhos de outros homens. Infelizmente os homens são pego nas mais abomináveis fraquezas, vícios, sexos e traições.
Tudo que é feito no oculto, um dia será revelado, e num certo dia Manoel ao chegar em casa encontrou sua esposa com outro homem  na cama. Revoltado com seu matrimonio debilitado ele sai de casa e passa a viver sozinho piorando ainda mais a situação da família. Sua ex-esposa embora já de uma certa idade não reconhece o grande prejuízo, o lar desfeito e a perda de controle dos filhos. Seus filhos não tendo em quem se espelhar a mãe ou o pai, abandonaram os estudos e entregaram aos roubos e tráficos de drogas. Eles tentaram superar, mas o preço que a vida cobrou-lhe foi além de suas estruturas. Seu primeiro filho foi morto a pauladas “Seu sonho era ser o maio traficante do Bairro”  o segundo não demou muito começou a roubar pequenos comércios aqui no bairro. E aqui ladrão tem a vida curta, dizem, lembro-me que um dia ela esteve à procura dele por uns três dias, já antecedendo o mal, procurava nas lagoas e delegacias da cidade, não demou muito ele foi achado morto numa determinada lagoa não muito longe daqui.
Este homem revoltado não encontrou outro conselho senão o aprofundar no vicio da velha mandingueira cachaça, ela companheira fiel dos problemáticos da vida e dos não correspondidos no amor. Onde ele se atirou profundamente nos braços desta lançadora de homens abatidos ate passar as madrugadas no relento caindo nas ruas, assim era a punição de um lar desfeito. Nos tempos bons, morte espera e depois nos ruis, ela apressa, e num determinado dia ele também foi encontrado morto às margens de uma mina de água aqui perto. Assim termina a estória de uma família que se perdeu por completo. As escrituras não dizem nada, quando a vida não tem um sentido,
relato por que  talvez pudesse ser diferente.
Este conto foi mudado os nomes, talvez possam parecer com a Historia, algumas pessoas, mas é sem o intuito de criticar determinadas pessoas, mas lamento  que muitos lares terminem assim.


http://carlodonizeti.blogs.sapo.pt/
http://www.clesio.net/midis/sugestoes/memories.mid
Comendador Carlos Donizeti
Enviado por Comendador Carlos Donizeti em 09/09/2006
Reeditado em 18/08/2008
Código do texto: T236116

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Sobre o autor
Comendador Carlos Donizeti
Hortolândia - São Paulo - Brasil, 58 anos
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6 e-livros (568 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 09/12/16 19:51)
Comendador Carlos Donizeti