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Um Par de Tênis All Star Vermelho - II


Marcaram um encontro para o dia seguinte, uma sexta-feira. Por meio de seu celular, Álvaro afirmou a moça que apenas estaria disponível após às seis horas da noite desse dia. Portanto, marcaram às sete. Conseguindo, então, um precioso tempo disponível para se arrumar. E se tinha uma coisa que o rapaz gostava era de se arrumar, era um metrossexual, ou seja, a vaidade morava com ele. Colocou um dos seus melhores sapatos, um de couro marrom que combinava com os cintos. Vestiu uma camisa preta de botões e de tecido de linho. E arrematou o conjunto com um calça social cinza escura com linhas verticais ao longo do tecido. Enfim, após essa produção, quem o contemplasse certamente não desconfiaria de que ele era um mero mecânico, tamanha a sua elegância.

Estacionou a sua moto na garagem do restaurante, e isto com doze minutos de antecedência. Sentou-se num local que ficava próximo à entrada a fim de aguardar a sua nova vítima. Pediu uma caipirinha ao garçom e quando ele voltou com o pedido, coincidentemente a moça adentrou o recinto. Conversaram durante várias horas e em nenhum momento Álvaro conseguiu espaço para convida-la a sua casa. O assunto não chegava nem perto disso: política, sociedade, guerras, religião, tudo foi temática menos sexo. O rapaz utilizou todos os artifícios para alcançar o assunto, mas sempre era impedido pela moça, que colocava um olhar repreensivo e recatado. "Merda, qual é o problema dessa garota? Parece uma freira!" Refletia o mecânico, enquanto a contemplava tomar um copo de suco de laranja.

Então decidiu ir ao banheiro do restaurante a fim de pensar no que deveria fazer acerca daquela situação tão inesperada. "Sabe de uma coisa, vou embora pra casa. Já perdi muito tempo aqui, além de já ter gasto no mínimo 50 reais com essa santinha. Preferiria ter gasto com uma vagabunda. Pelo menos teria retorno. Ora, não estou procurando mulher pra casar e sim pra transar!" Resmungou Álvaro enquanto despejava a sua urina no vaso sanitário.

Voltou a mesa, sentou-se e quando já ia se despedir da moça, a mesma disse num tom de voz mais seguro do que o que o mecânico planejava se expressar: "Vamos, leve-me para a sua casa!" Evidentemente ele não acreditou nas palavras que havia acabado de ouvir e, fingindo não ter ouvido direito por causa do barulho da música, perguntou-lhe o que ela havia dito. "Chega de conversa, Álvaro, vamos para sua casa!" Reafirmou a moça, transparecendo um sorriso perfeito. E, enfim, Álvaro sorriu.

Tamanha foi a velocidade que ele colocou na sua moto que um percurso de trinta minutos ele fez em quinze. Estava sedento pelo corpo da jovem. Pelas curvas perfeitas, pela pele clara, pelo perfume agrádavel. Entraram no cômodo já se beijando e tirando as suas roupas. E rapidamente deitaram-se na cama e mergulharam num mar de luxúria e suor que se prolongou até altas horas da madrugada.  Finalmente, saciaram-se e desmaiaram de cansaço.



Continua em breve.
Obrigado pela leitura, caros recantistas.

Todos os Direitos Reservados pelo Autor.
Fábio Pacheco
Enviado por Fábio Pacheco em 24/09/2006
Reeditado em 10/07/2011
Código do texto: T248006

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Sobre o autor
Fábio Pacheco
Recife - Pernambuco - Brasil
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