BALA PERDIDA(EC)

BALA PERDIDA

Recém casados - um mês - Jô e Alan viviam felizes. Trabalhavam numa empresa estatal de grande porte e haviam chegado de viagem a poucos dias.

Naquela Segunda -feira Alan, alegando mal estar não foi trabalhar.

Jô estava saindo para o almoço quando o amigo Carlos disse -lhe : Jô, querida, aconteceu um tiroteio na área do restaurante em que você pretende almoçar. Melhor ir a outro lugar.

Rindo ela respondeu que estava acostumada com a violência da cidade e ainda convidou o amigo a ir com ela.

Quando chegaram no início da rua viram uma intensa movimentação. Movidos pela curiosidade se aproximaram e viram uma cena chocante- Alan estava caído e sobre seu corpo uma linda mulher soluçava desesperadamente dizendo: Não! Eu não posso te perder de novo!

Jô se apoiou em Carlos aturdida. Aquilo só podia ser um pesadelo. Aquele homem era o seu Alan!Sentiu que um buraco se abria rente a seus pés. Uma dor lancinante tomou conta de seu corpo. Policiais afastaram os curiosos para que o pessoal do resgaste pudesse atender o ferido. Foi quando Jô e Carlos ouviram uma senhora dizer a um repórter: Eu vi tudo moço. Eles vinham felizes de mãos dadas quando começou o confronto entre bandidos e policia. A bala pegou nele, moço. Olha o desespero da mulher dele! Dá muita dó ver isso.Tão jovem e já viuva!

As palavras daquela senhora tiraram Jô do torpor. Livrou-se das mãos de Carlos e se aproximou do marido que recebia os primeiros socorros do resgate. Foi impedida por policiais e perdeu o controle dando vazão ao sentimento contido.

Este homem é o meu marido! Eu irei acompanhá-lo ao hospital!

A mulher olhou jô com surpresa e ia dizer alguma coisa quando foi segura por um policial e afastada de Alan.

Aí aumentou o alvoroço.

Quem era a esposa? Quem era a amante? Cochichavam os curiosos. A reportagem queria detalhes do caso e tentava chegar perto de Jô.

Alheios à confusão a equipe do resgate colocou Alan na ambulância e seguiu para o hospital mais próximo.

Carlos e Jô pegaram um táxi e os seguiram.

Ao chegarem ao hospital um novo tumulto se formou - A imprensa já os aguardavam e insistiam em falar com Jô.

Para piorar a situação da moça que estava com o coração e alma feridos a tal acompanhante do marido também chegou ao hospital - queria se explicar com Jô.

Jô não queria ouvir explicações dela. O que interessava era saber o real estado de saúde de Alan. A traição seria resolvida no tempo certo.

Traição!?

Não houve!

Alan, estava indo fazer uma surpresa à esposa. Sua irmã Aline que não via a dez anos - ela mora na Austrália - tinha chegado ao Brasil no dia anterior ao ocorrido e queria conhecer a cunhada.

Alan passa bem!

Maria Luzia Santos
Enviado por Maria Luzia Santos em 27/05/2013
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