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A ESCOLHA



Ronaldi, garoto esperto, com seus 12 anos já conhecia o seu beco quase de ponta a ponta, uma favela, e das grandes, dessa que pode se comparar a uma cidade de porte médio, o garoto observava o vai e vem de pessoas, vielas apertada, quase mal dá para a passagem de um carro, do seu barraco, vivia sempre atento, de vez em quando costumava fazer esta observação, já que residia bem no alto, caramba, quantas pessoas, cada uma com suas diferenças, não existe nem uma igual no mundo, comentava-se consigo mesmo em seus pensamentos, que remoia-lhe sem cessar, quantas crianças como ele sem noção de como vai ser o futuro, conseguiria ele atingir a idade adulta? Se não tiver um emprego decente, teria que apelar pelo lado errado, mas lhe renderia muito? Não nem pensar, terei que ganhar o meu pão de cada dia honestamente, minha mãe vive me pedindo isto.
Seus pensamentos continuavam ávidos de respostas, posso estudar para conseguir emprego com mais facilidade, mas e muitos conhecidos meus conseguiram concluir os estudos e alegam muitas dificuldades justamente na área do trabalho? E muitos dos semi-analfabetos tem suas facilidades, é lógico uma grande maioria por causa da droga, por exemplo aquele que é o responsável pelo comércio ilegal daqui, (evito dar nomes neste meu texto factício, para evitar as coincidência que pode haver) vive maravilhosamente bem, e não é mau, pois até faz caridade a várias pessoas, sextas básicas, até ajuda financeira, eu queria um dia também poder ajudar as pessoas, conheço também o padre que vive na sua igreja, pelo que sei às vezes passa dificuldades, principalmente as financeiras, o garoto fez uma comparação destas duas pessoas, parando seus pensamentos no padre ele analisou  o seguinte:
-- Numa determinada época, aconteceu uma tragédia na vida de uma senhora, seu único filho foi assassinado, segundo ela a vida não tinha mais sentido, o desespero era tanto que pensava não resistir tamanho sofrimento, ela conseguiu superar, mas não sozinha, o padre deu toda a assistência à ela, afirma que foi a melhor ajuda de toda a sua vida.
-- Então está decidido haja o que houver é esta ajuda, que pretendo um dia dar às pessoas, porque uma ajuda dessas não existe dinheiro que pague!...
José Lourenço Florentino
Enviado por José Lourenço Florentino em 19/09/2007
Código do texto: T659766
Classificação de conteúdo: seguro

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Sobre o autor
José Lourenço Florentino
São Lourenço - Minas Gerais - Brasil, 72 anos
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José Lourenço Florentino