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O LIVRO E A CULTURA

Muito obrigada. Eu precisava deste encontro. Parece provocação. Mas chegaste. És consolo. Prepara-te e oferece a este brasileiro angustiado, um pouco de tua parte. Temia que não viesses mais. Nós precisávamos deste reencontro. Contigo me descubro. És a matutina esperança que vejo a minha frente. Me sorriste, sem medo. Chegaste. E neste viver conturbado, não mudaste. Continuas fiel com teu público. Com eles podes ir pelo mundo afora. És grande, és mesmo o tudo e o todo. Liberta-nos da nossa liberdade vigiada e nos leva em teus sonhos por caminhos que nos ofereces. Como fonte de prazer, com rigorosa forma organizada, torna em agrado o folhear, o te ler, te decifrar. E complacente, conivente, és tão simples e tão essencial. Temos um pacto impresso. Um contrato. Eu sei que há gente que prá ti olha. Gente que pára, se extasia. Pra tirar de letra teus segredos. O que ganhas em nos deixar te revelar? Sei, vais dizer que faz parte. Que és prova pública do saber. Modesto. Verdadeiramente modesto. Haverá quem de ti não goste? Cultivas o culto silêncio necessário ao mais humano dos mortais. De repente, é impossível não te contemplar. Te vejo e te sinto entre o teor de tuas linhas em  forma natural. Por enquanto, e sempre, deves existir. Sou estudioso da tua etimologia. Aqui és rei. Para nos ofertar tua presença não é preciso pedir-nos licença. Venha. Podes chegar. Assim, a cada hora lenta e mansamente que passa, aqui me encontrarás. És dileto. Meu predileto. E vem um novo enfoque para nos atrapalhar. Quem vai sair? Eu não vou. Vou ficar.  Fico aqui parado a te desvendar. Que emoção. A coisa tem que ser assim. Temos que ficar.  Aqui. Na curtição. Eu te lendo. Você a me olhar. O jogo é multiplo. É olho no olho. São fundamentos meditados. É uma avaliação de dados. E vem a tentação mais uma vez... de não prestar atenção em mais nada... Atento, miro tua estrutura, tuas composições. Vou te sorvendo cem por cento. Sigo calado. Passo por trechos complicados. Procuro respostas. A meu lado, você, é claro. Passando a vida inteira a me ajudar. E o povo? Não vais lhe agradar? Ainda que tecnicamente. Resolve. Enfrenta o risco. É teu ofício ajudar. Não, não estou pedindo muito. Vou também. Posso tentar. Enquanto te apresentas, com todos os teus papéis, só me resta te esperar. Ninguém vai nem me notar. Só me faltam alguns trechos. É fascinante te olhar. Aqui e ali, me deixas lembranças. E faço festa do próprio contestar. Além das letras, pontos de vista, e esperanças de infinita duração, posso revelar meu pensar. E presente nos rumos desta aventura, é preciso considerar... Estava precisando deste encontro!
Maira Knop
Enviado por Maira Knop em 21/05/2006
Código do texto: T159916
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Sobre a autora
Maira Knop
Porto Alegre - Rio Grande do Sul - Brasil, 58 anos
26 textos (1177 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 07/12/16 12:26)
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