Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

As nuvens vão e vêm como sonhos

Eu penso demais. Não sei porquê sou tão assim, sei lá. Não sei o que pensar! Pensar se você me entende. Pensar se você realmente existe. Escrevendo assim, torno-me um grão na vasta  areia da praia. Aquela em que adoro me banhar e caminhar. Sabe por quê? Adoro sentir a brisa do mar no fim da tarde; o corpo suado do sol; as nuvens sobrevoando ao mesmo tempo e vez ou outra me descansando à sombra.

Então desse jeito, acho que você me entende. Sou um pouco dependente. Há gostos desse tipo assim. A vida é assim feita de coisas boas e ruins pra cada mente pensante.

Singular seja no ponto gustativo da língua ou no fraco do corpo. Eu...amo a praia, os soluços que o mar agitado faz. O sol me fortalece, o horizonte me transporta e o azul me leva aos céus.

Qualquer dia desses volto àquela praia nunca deixada, senão do que seriam as ondas sem minha chegada? Jamais se surpreenderiam e os soluços nunca cessariam...

Por isso escrevo, despejo lembranças de coisas ótimas já vividas ou ensejadas. O passado me traz referências para o futuro que planejo. Mas não sei se são tão válidas. Sonhos mudam conforme as nuvens, o soluço das ondas, o desenho da lua. Mudamos a cada segundo, sonhamos com a mudança.

Pulso, penso. Penso melhor sempre. Sou otimista. E que não haver de dizer um dia ser feliz? Assisto de cima. A tal ponto que esses meus parágrafos possam um dia preencher meu livro. Sim, porque um dos meus sonhos é escrever um livro no mínimo. Preencher o céu de tolices ou vocábulos de valia...talvez.

O importante é que as folhas percorram o mundo, conheçam os horizontes, passem da margem à esquerda do caderno...como as nuvens!

O importante é que me sinta as lendo, Despeje aqui palavras pensadas, ditas ou nem tanto assim...

Despeço-me nem sei pra quem. Choro os pingos secos de uma pequena ferida. No entanto me conforta saber que entendo minhas recentes dúvidas, desejos e angústias pertinentes.

Sou eu mesma aqui nua, me entregando às paredes cruas. E ao lençol que espera intacto os registros de um corpo inquieto que sonha acordado.

Produzida por aLa no dia 1 de Janeiro desse ano.
aLa
Enviado por aLa em 30/06/2006
Código do texto: T185314
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre a autora
aLa
Governador Celso Ramos - Santa Catarina - Brasil, 29 anos
11 textos (3381 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 18:21)
aLa