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Dor oculta

Há momentos em que tudo que existe perde a noção, se rompe.
Toda fortaleza que existia se desfragmenta.

E num inocente choro, sua alma lamenta.
Lágrimas que correm como rios caudalosos; o rosto vermelho como se fosse constituído apenas pelo sangue. E lá dentro, na alma, alguma coisa está presa.
Presa em correntes de medos e incertezas.

Você se assusta com os gemidos de um choro tão infantil. Sente as mãos gélidas tremerem. A respiração muda, o peito se pressiona contra um 'nada'.

Não se tem refúgio, não há braços que possam te confortar, nem mesmo os seus. E no escuro você sente. Sente algo que não lhe é explicado.

Falta-te algo, mas o quê?

E na busca pelo ar puro, você vê a lua, tão linda e radiante. Tão, Dourada.
Sua luz emana paz. Mas o que lhe fere?

As lágrimas se acabam, porém a sensação permanece. A dor continua.

E na cama, tão fria e solitária, você se entrega da cansativa batalha contra os sentimentos.

Amanhã será outro dia e o vazio que lhe assola agora, talvez não existirá mais.

Boa noite pequena criança solitária, durma e me deixe cuidar de seu coração.
Viajante Ls
Enviado por Viajante Ls em 06/07/2006
Reeditado em 21/01/2010
Código do texto: T188520

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Sobre a autora
Viajante Ls
Santa Bárbara do Tugurio - Minas Gerais - Brasil, 28 anos
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Viajante Ls