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ESTRELAS CADENTES

      Uma a uma as estrelas foram se apagando. Restou apenas uma lua redonda e brilhante no céu. Para onde vão as estrelas que se apagam e onde caem as estrelas cadentes? Com estas inquietações, Giuliana permaneceu acordada até tarde, bem tarde. E ficou esperando que o dia amanhecesse. Mas a noite se estendeu, foi se espichando e o dia não amanheceu. A lua mudava de fase a cada período de três horas. Era um espetáculo inusitado. Giuliana ficou deitada na areia da praia, espiando, espiando e começou a se lembrar de uma história que sua avó costumava lhe contar à noite, para fazê-la dormir. Era assim: “Num reino bem distante, vivia  uma princesa muito jovem e bonita, de cabelos de caracol e olhos de esmeralda... Certa noite... aliás, numa incerta noite, a princesa resolveu ficar na varanda do seu castelo contando estrelas... A última estrela que ela contasse seria o número de dias que ela levaria para se casar... Mas algo estranho começou a acontecer... Cada estrela que ela apontava riscava o céu e caía... E, cada vez mais, a noite ia ficando escura...”  Estas lembranças fizeram Giuliana erguer a mão e  apontar para o vazio do céu. Uma estrela surgiu. Apontou para outro ponto e outra estrela apareceu. Apontou noutra direção e... mais uma estrela surgiu. Então, começou a pintar estrelas por todo o céu, fazendo nascer milhares de constelações brilhantes. Depois, num gesto largo, desenhou com ambas as mãos um imenso sol e o colocou bem acima de sua cabeça, no ponto mais alto do firmamento. O dia, finalmente, amanhecera. Então, Giuliana, acariciou um raio de sol, iluminou-se num largo sorriso e adormeceu.
José de Castro
Enviado por José de Castro em 18/07/2006
Reeditado em 20/07/2006
Código do texto: T196430

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Sobre o autor
José de Castro
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil
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