Capa
Cadastro
Textos
Áudios
Autores
Mural
Escrivaninha
Ajuda
Textos
Texto

O cavalo-de-pau

                  O Pacheco só tinha um pé, mas mesmo assim ele corria, corria e corria sem parar. Era o mais ligeiro; o mais veloz cavalo do mundo.

                  Tiquinho, montado no Pacheco, levantava o braço e lhe batia com uma varinha e lhe ordenava que corresse mais e mais, e ambos saiam velozes pra cima e pra baixo dando coices, pulos, upas e freadas. O menino ficava feliz e muito admirado com o tamanho das marcas das freadas na areia.

                  O melhor amigo do Tiquinho era o Chiquinho, que também tinha um lindo cavalo-de-pau chamado Trovão.
 
                  Os dois amigos apostavam dúzias de palmadas pra ver qual dos cavalos corria mais, ou quem chegava primeiro nas marcas das freadas. Chiquinho disparava na frente com o Trovão, mas sempre chegava atrasado e perdia. E depois que ele tomava uma dúzia de palmadas fazia cara de choro, e se desculpava dizendo que o Trovão era um cavalo muito gordo e lento, e ambos riam às gargalhadas.

                  Assim os dois meninos se divertiam todos os dias, até o pôr-do-sol. E quando a noite chegava, eles iam dormir sonhando com seus cavalos pastando, saltando e relinchando felizes mas, quando o dia amanhecia, lá estavam eles, novamente, a brincar de cavalgar.
José Pedreira da Cruz
Enviado por José Pedreira da Cruz em 18/11/2006
Reeditado em 16/02/2007
Código do texto: T295059
Enviar por e-mail
Denunciar

Comentários

Sobre o autor
José Pedreira da Cruz
São Paulo - São Paulo - Brasil
105 textos (8738 leituras)
3 e-livros (194 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 08/12/16 12:24)
José Pedreira da Cruz