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PASSEIO NA FAZENDA

PASSEIO NA FAZENDA

Visitamos o senhor Vicente, proprietário da fazenda Pica-Pau e combinamos com ele a possibilidade de levar uma turma de garotos para conhecer e passar  “um dia na fazenda”.
    Tudo acertado  fomos encontrar os mais interessados no passei. Então eu disse que estava com um plano de levá-los´à um passeio na fazenda; e então o que vocês acham da idéia? Epa, epa, pode parar de jogar  as coisa para o alto, querem estragar os livros e cadernos?
O entusiasmo foi geral, marcamos o dia para a viajem.
O que temos de levar professor? Bem, vocês devem levar roupa de banho, toalhas, uma muda de roupa, se desejar poderão levar uma varinha de pescar, com linha, anzol, chumbadas, No fundo da fazenda há um ribeiro que dá uns belos lambaris e piabas.
Alguns deles nunca tinham ido a zona rural, não tinham a menor noção como seria a vida naquele lugar que para eles era apenas  mato o que contava
Passamos a instruí-los quando a vida na fazenda. De manha, o barulho das vacas no curral, os vaqueiro, ocupados em tirar o leite, depois de terminado, levam o gado para o pasto. Pegam o cavalo, vão verificar se acerca esta correta, se não foi arrebentada por um boi ou um cavalo.
Outros vão carpir a roça, outros preparar a ração para o gado que a tarde volta ao curral para apartar os bezerros,  As mulheres ocupadas preparando o café,  os bolos e pães feito na fazenda mesmo, e começando a preparar o almoço, pois o almoço na fazenda é bem cedo; bem o resto vocês iram observa quando chegar lá. Ah! Ia me esquecendo, depois  do café, meninos e meninas vão com as mulheres conhecerem a importância da horta, dos legumes e verduras fresquinhos colhidos na hora.
__O Joãozinho levanta a mão: O que é Joãozinho?
___ E que hora vamos tomar o leite de vaca?
___Queremos chegar bem cedo, pra vocês ver tirar o leite e  vão beber ali mesmo.
___O Marquinho levanta a mão: pode perguntar.
___A que horas vamos pescar e o que vamos por no anzol?
___Pelas nove horas podemos descer para o ribeirão, arrancamos algumas minhocas, levaremos miolo de pão e um pedaço de queijo, como isca.
A tarde, teremos uma aula de ciências com a professora Marta nos falando dos benefícios da vida ao ar livre, e dos alimentos naturais.
Bem, vocês pegam com a Diretora, um papel, é uma autorização para vocês irem a fazenda em companhia dos professore, terão que traze-la de volta assinada pelos seus pais.
___ O Toninho levanta a mão e pergunta. Professor que dia tem que trazer a autorização?
___ Tem que ser amanha, pois depois de amanha será o dia do passeio. Amanha vamos combinar a hora de saída,  e conferir o que levar, ta certo?
a ansiedade e a expectativa já estava tomando conta da meninada. Já foram chegando e entregando a autorização, com um ar de felicidade e de vitória...
Vamos sair às seis horas para chegar bem cedo, antes dos peões soltarem as vacas.
Alguma pergunta? Oii oii oii, vamos um de cada vez. Fala Maria.
__As meninas também vão poder pescar?
Sim, por que não, é só levar a tralha de pesca.
Muito bem, tudo acertado, então até amanhã.
Uauuuuuuuuuuuuu que turminha animada, muito bem.
Estavam também as professora   Ana Maria, a Claudia, o professor José Ricardo e também se fez presente o senhor diretor, professor Altamir.

Atenções vão entrando no ônibus. Os menores vão assentando na frente, recolhendo de todas as autorizações para serem levados ao passeio.
Tudo conferido, as crianças, a bagagem e então entramos todos no ônibus e foi dado a partida. A principio estava tímidos ou sonolentos, aos pouco foram despertando e as brincadeiras foram surgindo e por todo caminho virou uma algazarra total que se misturaram entre professores e alunos. E em menos de uma hora chegamos ao curral da fazenda.
Descendo primeiro os professores, que foram dando a mão aos alunos menores para descerem do ônibus e se dirigindo para o curral onde já nos esperava o senhor Vicente, todo sorridente por ver aquele bando de criança espantados e admirados com toda aquela barulheira, típica da fazendo.
Galo cantando, a galinha da angola “to fraco to fraco”, os bezerros mugindo em busca da mãe, o barulho do monjolo socando arroz e o barulho da água caindo da bica que passa diante da cozinha e chega até o monjolo formando um pequeno lago, onde se regala os patos e marrecos para depois  cair no riacho.
Já lá estavam vários copos e seu Vicente pacienciosamente foi enchendo um de cada vez diretamente da vaca, a criançada admirados ainda, vão pegando cada um o seu e bebendo , fazendo bigode de leite que provocou risadas da garotada e também dos peõs.
Foi também servido o café, o  pão caseiro e queijo, feitos ali mesmo.
Em seguida, convidamos a turminha para descermos  ás margens do ribeiro, preparando a traia de pesca ( eu ajudando um por um) rindo a valer da inexperiências deles, escolhendo o anzol, (havia anzol maior que os lambaris)a chumbada e encimando colocar a isca no anzol.Cada um escolhia seu lugar,
Logo a fará, uma gritaria, Pedrinho pegou um lambari, coisa inédita na vida da garotada.
Mas foi aumentando o número dos troféus e quando parecia que estavam entrando na monotonia da pesca, são salvos pela convocação para o almoço.
Seu Vicente e dona Conceição exageraram a mesa muito farta: Carne de Frango, de porco de vaca, de javali e os famosos troféus, os lambaris fritinhos. O arroz estranho para eles (limpo no monjolo), feijão, alface, couve, almeirão, quiabo. Abobrinha, e etc.
Seu Vicente e dona Conceição se deliciavam por ver aquela garotada faminta devorando sem cerimônia, era tudo diferente, havia muitas novidades...
Terminado o almoço, fomos para o galpão, conhecer uma serie de máquinas agrícolas, trator, arado, desterroadeira, plantadeira, porém, a que mais fez sucesso foi a colhedeira.
Já mais descontraído, chamamos a atenção da garotada e de alguns empregados e também o casal hospedeiro, e passamos a palavra à professora Marta que deu uma aula com o título: Os benefícios da vida ao ar livre e dos alimentos naturais.
Passamos aos agradecimentos, a todos que nos proporcionaram um dia inesquecível, não para os alunos mas também para nós, adultos, principalmente ao senhor Vicente e sua esposa, dona Conceição.
Ordem para recolherem todos os pertence,  e entrarem no ônibus, feito a chamada, todos estavam presentes, ai regressamos.
Todos felizes, alegres e com muitas histórias para contar.

 
JARBAS M. PÓVOA  - 23-08-07






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MARQS
Enviado por MARQS em 25/08/2007
Código do texto: T622789
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Sobre o autor
MARQS
São José do Rio Preto - São Paulo - Brasil
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