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História de Ana - Cap. II - A Festa

Naquela primeira noite no navio, Ana conheceu sua suíte.

Encantada com a beleza do seu quarto,amplo,claro e extremamente aconchegante,mas diferente de sua imaginação,transformou o quarto, deixando-o entre lúdico e exótico, um tanto quanto sensual...afinal seus lençóis eram de seda vermelha, suas cortinas foram cobertas com véus negros e tinha algo de fúnebre e sedutor...como nos filmes vampirescos que ela já havia assistido.

Então exausta de tantas preparações, tomou seu banho e dormiu um sono profundo sem pensamentos imaginários, nem se lembrou da tarde que passou ao lado daquele estranho desconhecido.

Ao acordar....arrumou-se com um chapéu que lhe escondia o rosto  e  sem esquecer seus óculos foi á beira do navio tomar banho de sol, o dia estava lindo , o  céu aberto, alto mar...percebeu que não haviam mulheres ao seu redor, sem entender muito bem , afinal ela não fazia parte dessa sociedade...continuou tranquila tomando seu espumante, quando se aproximou um garoto por volta de seus 25 anos abordou-a estranhando o porque ela não estava entre a outras mulheres do navio. Ana titubeou..( Onde estariam as outra mulheres?). Então perguntou ao rapaz - Como? Onde estão as outras mulheres? O jovem deu um sorriso aberto e lhe disse todas estão no salão de beleza, como se a vida se resumisse em um salão de beleza, o jovem que ora parecia ser feliz,ora triste,brindou com Ana... não demorou muito estava dormindo na cadeira....

Ana levantou e foi informar-se onde seria o salão de beleza daquele hotel, encontrou uma cozinheira no caminho e ao espiar a movimentação percebeu que existia uma música alta e muitas vozes falando ao mesmo tempo, gargalhadas.....

De repente Ana foi abordada por um jovem magro e alto, estilo único...oque chama-se de diferente..

ele olhou-a e disse.-Vamos você esta muito atrasada, ainda bem que não teremos muito trabalho.. sua pele é ótima!! Vamos... Ana entregou-se à aquele momento e deliciou-se massagem,ofurô,unhas,etc..

Ao olhar-se no espelho.... realmente ela estava linda..como à muito tempo não se via...

Até mesmo a maquiagem estava perfeita...Ana pensou poderei até ir a festa sem meus óculos, pensou como será a iluminação, não resistiu e logo perguntou ao maquiador teremos muitas luzes no salão? Um pouco irritado com aquela pergunta disse:

-Espero que tenha para que todos possam admirar meu trabalho., ao perceber que sua pegunta havia incomodado logo ressaltou..

-Seu trabalho é perfeito, mas não gosto de ambientes iluminados.

-Ótimo , já entendi tudo!!!! Safadinha hein?!!! Fica tranquila meu bem...é muito aconchegante o navio fica inteiro à meia luz você vai gostar e sempre podemos encontrar lugares secretos.

Mesmo assim...Ana ficou intrigada como apareceria diante de tanta gente sem óculos...não poderia.,superando o medo foi ao salão,andando nos lugares escuros..para que ninguém pudese ver seu rosto iluminado.

Chegado o momento da tão esperada festa de abertura, eram 22:00 e se ouvia o burburinho das pessoas...

Ana em seu quarto estava com um vestido longo de veludo azul justo ao corpo com um rasgo do lado esquerdo mostrando suas coxas brancas, o tom escuro do vestido mostrava ainda mais a brancura de sua pele....

Evitando contato com a luz, saiu de sua cabine assustada.ja não sabia mais andar sem seus óculos.

Resolveu beber seu espumante assim que chegou, pois estava um tanto quanto nervosa, mal sentia suas pernas., em pensar que se preparou tanto para este momento. E ali estava rodeada de pessoas glamourosas e extremamente elegantes.,

Quando tocou seu tango preferido e ao olhar aquela pista vazia estremeceu,bebeu rapidamente aquela taça de espumante foi até o homem que já conhecia., aquele que ela havia flertado durante o dia da chegada e ofereceu-se para dançar. O homem ficou rubro, suas bochechas já avermelhadas de natureza ganharam um tom bem mais intenso..Sem saber oque fazer diante daquela linda mulher deixou o copo cair ao chão e no fervor de seu corpo estavam no meio da pista à dançar tango, expondo toda sua sedução Ana maravilhou-se, já fazia um longo tempo não dançava, suas aulas de dança não estam servindo pra nada.,mas naquele momento encantador ela foi explendida, outros casais também dançaram, mas era como se o mundo estivesse parado para os dois dançarem aquela música..um Tango Argentino de um sujeito chamado Carlos Gardel.

Quando a música acabou, Ana olhou-o e sem que ele percebesse afastou seu rosto da luz, ele agradeceu a dança e um tanto quanto sem jeito ofereceu-lhe mais uma bebida.

Finalmente descobriu o nome daquele homem Arthur nome de Rei- pensou Ana.

Deslumbrado e ao mesmo tempo desconcertado Arthur bebia e se perguntava de onde saiu aquela mulher?

De onde? Eu a reconheço, mas não lembro de onde...perturbado com aquela idéia ,  conversava com Ana sem saber direito oque falava., foi quando Ana despediu-se.

-Não. Mal começou a festa, porque vai embora? Fique comigo um pouco mais.

-Caso queira ficar comigo,estarei em meu quarto.,.aqui é muito claro...não posso.

Sem entender bem Arthur que sempre foi educado, fino e elegante, estudou nos melhor e s colégios, já havia conquistado fortunas e glória com seu requinte., porém não sabia lidar com aquela situação.

Oque fazer perguntava-se..nunca a dúvida concentrou-se de maneira tão forte em seu peito..devo ir ao seu quarto, deixar a glamourosa festa e descobrir os segredos daquela mulher estranha, misteriosa e estranhamente linda.

É claro que não havia respostas, existia algo maior no vento daquele momento que quando deparou-se estava nú em frente ao espelho, em um quarto escuro sem nenhuma luz.

Aquela noite foi inesquecível, lembrou-se vagamente de uma música ao fundo com tambores desconhecida origem, talvez algo que remetesse ao celtas, não sabia ao certo, apenas entregraram seus corpos como uma promessa entre gemidos..
Silvia Boaventura
Enviado por Silvia Boaventura em 30/08/2007
Código do texto: T631524

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Sobre a autora
Silvia Boaventura
Santa Barbara D'Oeste - São Paulo - Brasil, 42 anos
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Silvia Boaventura