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Paixão Canina"

PAIXÃO CANINA

 
...divagando, me pego  voltando a minha infância, e como toda criança, cheia de sonhos,
de peripécias, relembro o meu primeiro animalzinho de estimação, ele era branquinho, orelhinhas curtas
olhinhos vermelhos, tão delicado feito um coelhinho novo...mas ele era apenas um ratinho branco,
o meu companheiro do dia a dia. Era uma briga quando ia para a escola que queria leva-lo, mas claro
era proibido. Eu voltava da escola correndo para brincar com meu ratinho, e todos os dias era a mesma ansiedade
sempre tinha pressentimentos não muito favoráveis. Um dia, não sei porque , na hora de me despedir do
pirulito, era assim que o chamava, um aperto no peito sem razão...eis que a resposta chegou, ao voltar da escola,
meu pirulito não encontrara, vasculhei cada pedacinho da casa e nada, que desespero, que tristeza, imaginava que ele havia
encontrado uma namorada ratinha, mas que nada, após longa procura, pirulito estava ali, esmagado em um colchão de mola...o pranto desceu, mas como menino esquece rápido, logo me apaixonei por um gato. O bichano era malhado, olhinho azul, arisco
e muito rueiro, pior  que caminhoneiro, precisava estar sempre a procura dele, até que um dia disse-lhe: Se fugir de novo
fecho-lhe as portas...relembrando isto, coloco-me a sorrir, o que criança não faz; mas assim se foi, e o bichano nunca mais voltou, fiquei magoada com tamanha ingratidão, mas continuei a pular e a brincar, e porque não?
Ganhei um papagaio, que se chamava chicão, era falante, abusado e muito divertido, mas guloso que só ele
e como criança não sabe o que faz, assim me diziam, eu dava a chicão tudo que me pedia...um belo dia
chicão amanheceu durinho, e só falava...DOR DE BARRIGA...DOR DE BARRIGA, bem, o final já sabemos
papagaio não come feijoada...
Assim foi com os patinhos, os pintinhos e então meus coelhinhos foram parar na panela da vovó, isto foi a gota dágua...
Resolvi então dar um tempo, não suportava mais tantas perdas. Estava triste, sentada em uma pedreira
vislumbrando o areal branco, pareciam dunas do deserto, e de repente, escuto um barulho, me sobressaltei
confesso que fiquei com medo, me virei devagar...inesquecível aquela imagem, dois olhinhos lindos
pedindo carinho, um focinho molhadinho e geladinho e assim conheci meu primeiro cachorrinho, amor a primeira vista
ganhei várias lambidas, e logo depois as patadas quando em casa eu chegava, leãozinho cresceu, e nosso amor também,
as minhas idas a escola eram sofridas, não queria me separar do meu cachorrinho, meu amigo fiel, mas ele sempre me dizia,vai minha amada, ficarei aqui quietinho a te esperar...desde então, esta é minha paixão, os caninos.
Passaram-se os anos e infelizmente os deles não acompanham os meus, e cada perda era uma grande dor
e assim continuo levando, paixão alucinada por cachorros, hoje tenho quatro lindos filhinhos, que me dão alegria e enchem-me de carinho, assim é minha mania por caninos.
 
© Arlete Maria
Arlete Maria
Enviado por Arlete Maria em 08/11/2005
Código do texto: T68713
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Sobre a autora
Arlete Maria
Campinas - São Paulo - Brasil
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Arlete Maria