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O enigma do Wakama
 
O texto referente a O ENIGMA DO WAKAMA anteriormente disponibilizado foi retirado, por força do contrato com a Editora BIBLIOTECA24HORAS, cujos dados seguem abaixo para eventuais contatos, por integrar a edição em e-book e físico, já disponível:
 
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                                   O ENIGMA DO WAKAMA

Introdução

Este livro começou a ser escrito há quatro  décadas, em uma tarde em Cabo Frio, sol se pondo lá pro fim do mundo, sentado no cais da Moringa ouvindo Chinho, em suas divagações, falar sobre o Wakama, do pouco de sua história que sabia, do muito mistério que a envolvia e em torno de que, segundo ele, com um pouco de imaginação, poder-se-ia montar toda uma trama, escrever um romance, um livro de aventuras nos moldes de “O Fundo do Mar”, de Peter Benchley.

Nesta época, a obra de Benchley era para nós como que uma Bíblia, o livro de cabeceira lido e relido inúmeras vezes, à procura de identificações com o personagem central em suas aventuras no fundo do mar, talvez por termos dois pontos em comum com o dito: o espírito de aventura e o não integrarmos realmente o mundo marinho, como muitos dos mergulhadores que conhecíamos, e que gostaríamos de ser.

Os ingredientes estavam ali mesmo, a nossa frente, com os poucos dados de que dispúnhamos: no início da guerra, um navio alemão (que na época julgávamos uma fragata) é perseguido por navios ingleses e, ao invés do confronto armado, seu comandante o põe a pique defronte a Cabo Frio, levando para o fundo do mar seus segredos: os motivos de sua passagem pelo Brasil e o conteúdo de seus porões.

Mais levados pela fantasia do que pelo próprio envolvimento direto, mergulhamos em alguns dos sítios existentes na região, tentando transformar em realidade os sonhos que, no fundo, sabíamos nunca se concretizariam: o de nos lançarmos efetivamente em busca dos navios, das fragatas, dos galeões repletos de dobrões de ouro que se encontravam no fundo do mar a nossa espera.

Nos diversos anos em que residi em Cabo Frio e até mesmo depois, quando deixei a cidade e retornei ao Rio, nas muitas vezes em que nos encontramos e que o assunto permitiu, não sei bem porque, o nome do Wakama veio à baila.

Dessas coisas inexplicáveis que nos acontecem, até mesmo, em certa ocasião, fui à casa de um dos mergulhadores que tinham estado lá no Wakama, devassado seu interior, ouvindo suas descrições dos detalhes, e, posso confessar, com uma ponta de inveja por ter sido ele, não eu, que podia contar aquelas histórias.

Recentemente, não sei bem por que, o nome Wakama voltou-me à cabeça e, em um momento qualquer, por puro acaso, comecei a pesquisa-lo na Internet e, surpresa: 64 sites falavam sobre o nome Wakama, sendo que, contudo, duas únicas se referiam ao navio propriamente dito: a descrição de um mergulho recente em seu casco e a outra por constar da lista dos navios naufragados na costa brasileira.

Esta última reacendeu a chama de tantos anos atrás, por dar o posicionamento de tantos sítios em que efetivamente mergulhei e nos que somente em sonhos, galeões portugueses e espanhóis repletos de ouro, até hoje ainda no fundo do mar à espera de quem os localize, de quem os encontre, que vasculhe suas intimidades e que um dia sonhei ser eu, como tantos outros pretensos caçadores de aventuras.

E, sei lá por que, na manhã seguinte, bem cedo eis-me postado ansioso defronte ao Arquivo Nacional à procura de mais informações sobre o Wakama, manuseando as leitoras de microfilmes do jornal O Globo e da Biblioteca Nacional onde são vasculhados todos os jornais da época, fazendo anotações em um bloco de papel que não conduzem a lugar nenhum, pelo pouco de informações disponíveis, o que também ocorre na Biblioteca da Marinha.

Contudo, como toda pesquisa tem que abranger períodos anteriores e posteriores a uma data determinada, fui conduzido naturalmente ao “affair” Graf Spee, ocorrido exatamente um mês antes do naufrágio do Wakama e às incursões dos submarinos (U-boats) alemães nos meses subseqüentes e que aparentemente nada tinham a ver com o naufrágio do Wakama. – Ou teriam?

Após muitos meses de pesquisa em jornais e livros que falam dos acontecimentos do período e quando já com alguns capítulos escritos, principalmente a parte anterior ao naufrágio, com enorme surpresa encontrei registros da época falando de pessoas reais ligadas ao Wakama, com características e vivendo situações idênticas às das personagens que idealizara, existentes somente em minha imaginação.

Novas pesquisas, algumas centenas de dias literalmente vividos defronte ao computador e ei-lo pronto, em seu capítulo final, impresso e encadernado, sem a pretensão de responder em definitivo à questão central e seu título – O enigma do Wakama.

Acima de qualquer coisa, este livro é uma homenagem a todos os que sonharam ou se lançaram, um dia, como eu, em busca dos Wakamas...


 
LHMignone
Enviado por LHMignone em 26/09/2005
Reeditado em 01/07/2015
Código do texto: T53930
Classificação de conteúdo: seguro
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Sobre o autor
LHMignone
Mimoso do Sul - Espírito Santo - Brasil
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