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Guardian Angel

Aviso: o personagem do agente, Big Boss e a entidade FOX hound, são criações de Hideo Kodima e pertencem à Konami. o restante é invenção minha, personagen e situações. isto é um fan fic de Metal Gear Solid.


1

O dia do seu décimo sétimo aniversário foi uma data especial para ela, sua amiga não poderia ter dado-lhe melhor presente do que esse; “sim, parece que o Big Boss está de volta”. No dia seguinte, sentada na sua cadeira em frente ao moderno computador da NSA, Gwendolyn O’Neall não conseguia parar de pensar na conversa do dia anterior.
— Sabe o que isso significa Doll? Que tudo pode ser diferente!
— É eu sei... Se isso for verdade, eu... É como se eu fosse voltar para casa!
Mal conseguia conter sua ansiedade. Uma revelação dessa seria bombástica, mudaria a vida de muitos, a sua e principalmente a vida de sua amiga, que fora treinada por Big Boss na juventude. Será que a FOX Hound novamente seria dele, como na época em que seu pai trabalhava lá?
É bem verdade que a fama da agência não estava das melhores, parecia que tinha se envolvido com terroristas, até o presidente estava no meio e fora deposto por causa disso, sendo acusado em partes pelo 11 de setembro (parecia até que tinha sumido, mas depois fora dado como morto). As notícias sobre a FOX Hound eram confusas, não havia muitas informações para os civis, ela mesma quase não conseguira saber, se não fosse por sua curiosidade e bons métodos de procura.
Seu pai, o Capitão-de-mar-e-corveta Harry O’Neall depois que saiu dos marines, entrou na FOX Hound, para trabalhar com seu amigo Big Boss. Desde que tinha idade para ouvir histórias, Gwendolyn ouve sobre a FOX, Big Boss e seus feitos. Ele dedicava uma grande admiração ao chefe, mas, embora entendesse suas ambições e seus sonhos, ele não tinha perdido tanto na vida como o velho John, Harry ainda possuía algo que o mantinha menos lógico, mais emocional e sem dúvida mais misericordioso. Mais do que o Big Boss se permitia ser. O velho O’Neall chegou a pertencer ao mesmo “quartel” que o (agora) afamado Solid Snake, e também eram conhecidos, Harry tinha admiração por ele também. Sempre que o olhava sentia esperança, mas sabia que qualquer coisa diferente poderia perturbar o caminho daquele jovem. Harry pensava que isso poderia acontecer com todos, os destinos que escolhemos, ou melhor, os destinos que as pessoas nos fazem escolher, podem construir alguém que não somos. Ele sempre dizia isso para a pequena Gwendolyn, e ela sempre ouviu com um respeito incomum nas crianças.
Toda sua vida ela escutou sobre eles, e isso foi dando-lhe vontade de saber mais, não pela boca do pai ou de quem fosse, ela queria saber mais por experiência própria, queria estar lá dentro e ver tudo de perto. Seu pai sempre dizia para escolher outro lugar para trabalhar, que era difícil, que ela era uma pessoa muito doce pra entrar nesse ramo, mas ela insistia. Ele não podia fazer muita coisa, a menina era muito decidida (algumas vezes teimosa), mas ela tem certeza absoluta que ele a enrolou até o fim, pois nunca a dizia como poderia fazer algum tipo de avaliação para ingressar na FOX. Não satisfeita com isso, decidiu então que seguiria um outro caminho, mas que entraria na maldita agência de espionagem de qualquer jeito!
Passou sua infância e adolescência estudando e entrou para a faculdade com seus treze anos. Ainda na universidade ela conseguira fazer uma prova para estagiar na NSA, mas de alguma forma (não se sabe bem ao certo) não a quiseram deixar ingressar na agência com quinze anos, fizeram um acordo e a deixaram trabalhar em um pequeno escritório da CIA, estagiando, se fosse satisfatório ela iria para a NSA.
E lá estava ela, na Agência Nacional de Segurança, finalmente, faz dois anos. Mas essa ainda não era a sua grande meta, ela ainda queria trabalhar na FOX Hound. Não tirava isso da cabeça, principalmente depois da morte de seu pai, há um ano e meio.
— Nunca quis segurar seu coração Gwen, só protegê-lo... Mas eu confio em você, agora eu sei que saberá se cuidar... Não vamos ficar preocupados, certo? Essas foram umas das últimas palavras daquele senhor de sorriso gentil, antes de partir. “Não pai, vamos ser tranqüilos em nossas jornadas”.
Pelo menos uma vez ao dia ela lembrava dele, e de suas palavras. Gostava disso, tanto seu pai, quanto sua mãe sempre foram exemplo de sabedoria para ela. E estava pensando justamente nele quando ouviu seu chefe dizer para checar a mensagem criptografada enviada pelo pentágono para o computador ao seu lado, pois o homem que trabalhava hoje não viria, no caso dele faltar, era ela sempre que o substituía (e vice versa, diga-se de passagem). E qual não foi a surpresa dela ao decifrar o código, quando viu que a mensagem era “as uvas estão maduras, a raposa irá atrás delas” (the grapes are ripe, the fox will go behind them 2-6, 5-2, 6-2, 8-2, 0-1). Seria apenas uma poética sátira do conto se ela não soubesse a atual situação da FOX hound, é claro que ela poderia estar confundindo, mas alguma coisa a dizia que não. Na dúvida, é como sempre fazia, investigava.
Gwendolyn passou a mensagem ao responsável como deveria, não queria que desconfiassem dela, mas começou a rastrear de onde exatamente vira essa mensagem, se do pentágono realmente. Sim, era oriunda desse órgão. Ela achou estranho, o que realmente o pentágono e a NSA teriam contra a FOX? Será que realmente eles se meteram com terroristas?... Alguma coisa cheirava mal e Gwen não se contentou em apenas saber a origem da mensagem. Ela identificou a palavra “tiro” (Shoot), era essa a ordem, porque ela ainda estaria escondida dentro dessa mensagem tão simples?... Mas a pergunta crucial era, o que são essas malditas uvas?
— Legal... Mandaram-me criptografar a mensagem e ela ainda vem em código... A coisa é importante... Tudo bem, eu sei o que vou fazer – completou Gwen em seus pensamentos, levantando-se da cadeira e indo ao banheiro para passar uma mensagem à sua amiga; “encontre-me no lugar de sempre, às 7 PM”. Depois voltou até o seu computador, passando por alguns senhores e senhoras que trabalhavam no lugar, os jovens lá eram escassos, poucos com menos de 25 anos. Muitos a cumprimentaram. Sua pequena estatura, ar receptivo e jovial inspirava simpatia na maioria das pessoas; “Bom dia Gwen”. Geralmente a tratavam pelo seu apelido, ela era a mais jovem e não se importava com isso, na verdade preferia ser chamada assim. “Bom dia Sr. Stuart”.
Apesar de parecer normal, estava nervosa... Sentia aquela sensação estranha de que alguma coisa importante iria acontecer muito próximo à ela, nunca sabia se era com ela ou não, mas sempre tinha essas sensações antes de algo marcante acontecer... “Sexto sentido, próprio das mulheres de nossa família minha querida” era o que dizia sua mãe.

2

Apesar de ser muito simples, o trailer velho e de esquina era um dos seus lugares preferidos, eles tinham a melhor batata frita e milkshake de todos, era o que ela achava. Sua amiga, Sabrina, odiava aquele lugar, era longe de sua casa, apertado, com pessoas esquisitas (que sempre arranjavam um jeito de importuná-la) e sua comida não era lá essas coisas; “só o milkshake presta Gwen!” Era o que ela sempre dizia. Gwendolyn chegou às seis e quinze, estava mais perto do seu trabalho do que da casa de sua amiga, que é em uptown. Sentou-se no balcão, cumprimentou a garçonete e pediu um capuccino pra começar. Estava com calças pretas, reforçadas por conta do frio do final de dezembro, mas como não conseguia ser tão sóbria, seu grande casaco de nylon (que chegava quase ao joelho) era branco com pequenos detalhes em verde, e também usava um cachecol listrado, variando entre o lilás escuro e claro.
— Definitivamente você nunca seria uma espiã. Disse sua amiga, que acabara de chegar e sentou-se ao seu lado. — Hum... Eu diria o mesmo de você se não soubesse o que é... Rebatera, não antes de dar uma longa e sarcástica olhada no modelito de nylon negro com um capuz de pele, calça de couro realçando as volumosas curvas, sapatos de salto 15 e bolsa com um interessante detalhe de um “G” em dourado, que sua bela e sedutora amiga usava. — Está me chamando de indiscreta? Disse Sabrina com um sorriso sarcástico, como de quem soubesse que realmente é. — Heh... Riu Gwendolyn.
Saíram do balcão, pois sempre tem gente passando de um lado para o outro. Sentaram-se em uma mesa. Bem, de qualquer forma era difícil ser discreta com uma beldade latina, de seios fartos, nádegas e pernas bem torneadas, cabelos negros longos, lábios carnudos e olhar sedutor, sentada na mesma mesa, mas pelo menos não ouviriam o que elas diziam, iriam prestar atenção em outras coisas.
— Tudo bem Gwen, algo acontecendo, né? Disse a morena alta, assim que foram servidas. — A propósito, porque estamos nesse lugar mesmo?
— Sim, aconteceu algo... E estamos aqui pelo milkshake (que acabara de ser servido às duas). — Milkshake... Você faz milkshakes melhores do que esse! Disse fazendo uma cara de insatisfeita. — Mas tudo bem! Completou.
— Tá, mas o que importa Do... Gwendolyn pára de repente, quase comete uma gafe. As duas se olharam, a pequena sorriu sem graça e continuou sua frase. — ...Sabrina, é que eu interceptei uma mensagem interessante hoje... Acredito que tenha relação com nossos “amigos”.
— Hum... Tem certeza? Disse fazendo um expressão séria, não muito usada por ela.
— Certeza não... Por isso quero sua avaliação... A mensagem era “as uvas estão maduras, a raposa irá atrás delas”... Identifiquei a palavra shoot nesta frase... E veio na minha cabeça...
— Grapeshoot. Completou a mulher antes da menina.
— Isso... Acho que deve ter sido de propósito, pra confundir... Mas realmente fiquei perdida nisso. Confessou Gwendolyn em um tom muito baixo. Sabrina fez uma cara de quem tinha entendido, e ao perceber isso Gwendolyn praticamente a disse com seus olhos de felino curioso “conte-me”. A morena entendeu a expressão da amiga, respirou fundo como quem não pudesse sair antes de dar a resposta, e falou: — Você pensou certo... Mas não iria achar nada mesmo, porquê isso é uma “gíria”... Apenas alguns mercenários sabem...
— Hum... E... É mesmo relacionado à armas?
— Sim... Um velho conhecido me disse que existe um prédio aqui, onde parece que existem pessoas desenvolvendo armamentos especiais... Andam chamando esses lugares de Grapeshoot.
Sabrina parou como se não precisasse falar mais nada. Era sempre assim, conversavam, trocavam informações, mas sempre chegava a um ponto onde parecia haver algum incômodo, e ela se silenciava, pra aumentar a curiosidade e criar uma ponta de revolta em Gwendolyn. — Tudo bem, e onde é esse prédio? Falou como se ignorasse o “clima” de cessar informações. Sabrina olhou pra ela como se fizesse uma cara de não saber e deu de ombros, afirmando que não sabe com o gesto. Gwendolyn respirou fundo “ela não quer falar” pensou, enquanto colocava o canudo do milkshake (quase na metade do copo) na boca. Sugou boa parte do líquido fazendo barulho e atraindo a atenção da amiga que fez uma cara de reprovação, dizendo com sua expressão “olha a educação!”. Gwendolyn olhou-a sarcástica, com intenção total de continuar ignorando as regras de etiqueta, mas parou, afastando lentamente o canudo e colocando o copo na mesa novamente.
Calmamente, como se tivesse todo o tempo do mundo e o controle de parte dele, olhou para Sabrina, no fundo dos olhos. Esta em igual silêncio a fitou também, mas sentindo um certo mal estar com a segurança do olhar da jovem amiga. Finalmente Gwendolyn quebrou o silêncio:
— Fica em Midtown... Corporação Erfinder, desenvolve produtos químicos... O engraçado é que, pensando agora, esse prédio não é tão longe assim de um dos escritórios da Armstech. Sabrina quase fica branca, mas sua indignação não a deixara descorar.
— Você não falou que não sabia? Sabrina, com uma cara entre indignada e raiva.
— Perguntei onde era, não falei que eu não sabia... Respondeu calmamente, com as sobrancelhas um pouco arqueadas. — Eu não to me referindo à isso Gwendolyn! Falou quase antes da menina terminar sua frase, piorando a cara de raiva.
— Ah, tá! Sobre Grapeshoot? Sim, eu realmente não sabia dessa gíria... Mas como você me disse o que era eu liguei uma coisa à outra. Sorriu marotamente para a agente incomodada. Sabrina fez um bico de raiva, apertando os olhos, depois cruzou os braços e se encostou, jogando-se, nas costas do banco onde estava sentada. Aquela cena pareceu cômica para Gwendolyn e ela começou a rir. — Há, há, há!... Ai, ai, ai, Sabrina... Não seja palhaça!
— Pode parar! Você me enganou!
— Nada disso! Eu não te enganei... Você é que não quis terminar a frase e eu fiz a bondade de concluí-la pra você! Falou Gwendolyn ainda sorrindo. Sabrina sabe que não adianta fazer tipo com Gwendolyn, então desiste da cara de vítima indignada, faz uma expressão mais séria, mas demonstra um tom de curiosidade.
— Que foi? Gwendolyn perguntou já colocando o canudo na boca novamente.
— Hum, como você sabia sobre a Erfinder?
— Eu sei que eles parecem estar trabalhando para o governo... Olhou para a amiga que fazia uma expressão, praticamente dizendo “continue... diga o seu raciocínio completo”. Gwendolyn respirou fundo, tirou o canudo da boca meio a contra gosto e continuou.—...Para o pentágono mais exatamente, embora, eu desconfie que a CIA pode estar por trás disso... Só usando um cenário. Olha, eu tô percebendo que de alguma forma o governo está cercando o pessoal da FOX... E você sempre faz silêncio quando se trata de alguma coisa deles, seja direta ou indiretamente... Então, eu não estava errada! Eu senti que era com eles realmente!
— Você chutou... Concluiu Sabrina, fazendo uma cara de desânimo “ela sondou e chutou, com certeza” completou em pensamento. — Bem... Sim... Gwendolyn encolheu os ombros, sorrindo de lado, desconcertada. Um breve silêncio pairou no ar. Sabrina começou a tomar o seu milkshake, olhando fixamente para Gwen, que vez ou outra olhava, com a cabeça baixa e tomando a sua bebida também. — Você está aprontando alguma coisa... Falou Sabrina quando viu que Gwen tinha acabado seu milkshake. Ela levantou o braço, indicando que pediria mais um, a garçonete viu e fez sinal de que logo estaria levando, depois voltou a olhar Sabrina, mas parecia não querer dizer nada. — Vamos lá Gwen... Me fala o que está passando nessa sua cabecinha... Eu sou sua amiga. Gwen a olhou longamente, suspirou e começou: — Tá bem, você não vai poder me impedir agora... Quando decodifiquei a mensagem, a primeira coisa que fiz foi te avisar. Gwendolyn parou, a moça estava trazendo o seu milkshake de morango “aqui está” Gwen agradeceu com um sorriso simpático. — Depois eu entrei em uns sistemas, em uns computadores e reservei um furgão com alta tecnologia de rastreamento pra mim esta noite... Ninguém de lá sabe que eu vou sair em “missão”
— Como conseguiu?
— Ah, bem... Quando se está lá dentro é mais fácil, né? Deu um sorriso sem muito motivo, depois fez uma cara de levemente preocupada.— Mas se alguém descobrir o que fiz (e eu tenho certeza absoluta que uma hora isso vai acontecer), eu vou estar muito, muito, muito encrencada mesmo...
— Gwen! Você é doida?! Não faça isso então! Você... Você pode sofrer conseqüências horríveis! Sabrina falou como se estivesse falando de uma entidade como a KGB e não a NSA, e Gwendolyn sempre achava muito estranho quando ela fazia essas coisas. — Gwen... É serio minha amiga, não se arrisque dessa forma! Sabrina estava realmente preocupada.
— Sabrina... Olha, eu já fiz a reserva, já tá feito, não dá pra voltar atrás... E eu não quero voltar atrás... Eu sei que é perigoso, mas eu tenho que fazer isso! Alguém da FOX pode morrer hoje... E se eu não for, não vou descobrir o que está realmente acontecendo.
Sabrina estava com ar de preocupada, não queria de jeito nenhum que sua amiga se arriscasse, mas sabia que ela tinha uma ponta de razão. Confiava na força da pequena, mas tinha medo dela cair em mãos erradas, dela saber mais do que precisa e ser caçada por isso. Ela já provou um pouco do inferno e não quer de forma alguma que sua amiga tão jovem e gentil tenha, sequer, idéia do que é essa sensação. Tinha medo por ela, tinha medo de perdê-la. Gwendolyn sentia esses sentimentos vindos de Sabrina, apesar de odiar ser protegida, não se sentia ofendida com ela, sabia que era porque a amava, que era sua única família, sorriu carinhosamente e pegou em sua mão. — É uma escolha minha, na verdade, acho que é o meu caminho... Sabe? Essa mensagem não era pra ter sido criptografada por mim, eu tive que substituir alguém... Se esse golpe de sorte não tivesse acontecido eu nunca saberia... E sinto aqui dentro de mim que tenho de ir até lá. Sabrina a olhou ainda com receio, mas amenizou a expressão, entendia que algumas coisas não podem simplesmente ser ignoradas. — Então eu vou também... Vou ver se olho mais de perto, já que você fica no furgão. Gwendolyn sorriu empolgada. — Obrigada! Obrigada Sabrina!
— Só tem uma coisa... Não é na Erfinder... É no antigo prédio da Armstech. Falou Sabrina levantando-se para sair. — Sério? Mas... A Armstech foi... Gwendolyn fez uma cara de ter entendido “ela faliu e fechou depois da... Metal Gear” e seguiu Sabrina às pressas.
Então era isso, o governo já estava armando para cima da FOX Hound fazia algum tempo. Diz que o chefe dela, conhecido como Liquid Snake, de fato estava envolvido com terroristas, inclusive, tinha ligações com o Iraque. Com o fervilhar dos fatos, não era de se espantar que a invasão tenha acontecido no inicio deste ano, principalmente com a entrada do outro presidente (já que George Sears estava morto, mas antes disso fora dado como terrorista e deposto). Todos esses fatos levavam à alguma coisa, Gwendolyn sabia que tinha algo grande por trás, mas nunca conseguiu saber o que era, a única conclusão que conseguiu ter como certa era; a FOX está contra o governo e eles estão contra ela. Juntando algumas coisas que ela ouvia do pai, isso parecia fazer bastante sentido, pois o Big Boss lutava contra algo muito grande.
Uma forma de controle exercida pela mídia e tantas outras coisas, tudo isso chefiado por algo maior, e é claro que o governo dos Estados Unidos da América estava envolvido até os últimos fios de cabelo do senhor Washington. Algo que molda a sociedade para o seu funcionamento e controle perfeitos, isso definitivamente não é uma possibilidade que Gwendolyn não tenha pensado ou mesmo constatado depois de observar a sociedade, mas saber sobre os aspectos do sistema e estar certo de que existe algo sólido por trás disso... É outra história. Nunca se pensa ser possível, essas especulações são sempre taxadas de paranóia. Então, você fica perdido, um tanto inerte em relação à verdade, ela estava cansada disso, queria ouvir da boca de quem confia o que realmente sabe, mas sempre a tentavam proteger, seu pai, sua mãe e agora sua amiga. No final das contas, entrando na FOX Hound ela tem certeza que se livraria da cegueira.


(continua...)
Tsukiko
Enviado por Tsukiko em 21/10/2005
Código do texto: T61997
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Sobre a autora
Tsukiko
Brasília - Distrito Federal - Brasil, 32 anos
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