INSEKTOPIA - fim

AEDES VESLULA '\ ,, /'

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Os insetos hibridos resultantes do cruzamento entre os transgênicos e selvagens, faziam seu trabalho de polinização e sobreviviam pouco tempo, como fora programado no DNA, pelos seus criadores.

Porém alguns sofreram uma mutação e sobreviveram. Assim nasceu uma nova espécie insectóide, o "Aedes Veslula". O inseto de 8cm possuía corpo de vespa Mandarina, chamada de vespa canibal, asas de Libélula, capacidade sonora de chilrado dos Tralalás, que podia ser escutado de longe. E tornou-se um predador de todos demais insetos transgênicos e outros normais ainda viventes, acontecendo um massacre em massa pelos ares e florestas.

E os Entomologistas, Geneticistas e Zootecnistas passaram a ser acusados de serem responsáveis pelo infortúnio, por não terem previsto tal falha ser possível de acontecer. E o plano de resgatar a natureza fracassou, sendo destruído pelo "Aedes Veslula".

Sem outra alternativa para combater a nova praga, eram programados uso de fortes inseticidas prejudiciais, com aviões pulverizadores. Nos matagais equipes de Biólogos e voluntários com máscaras distribuíam armadilhas tentando caçar o Aedes Veslula canibal.

O Biólogo Bill Madson observou satisfeito um acontecimento inesperado.

A natureza reagia e respondia, se defendendo com suas armas imbatíveis pelos humanos, rejeitando sêres hibridos estranhos, criados artificialmente, interferindo nas outras espécies naturais.

Durante o tempo em que os transgênicos efetuavam e substituíam aliviando o trabalho de polinização, abelhas e outros insetos tiveram mais tempo para se reproduzirem em grande quantidade.

A ração fabricada para auxiliar a alimentação, distribuídas pelas plantas e árvores, saciavam também a fome de outros animais insetívoros, dando-lhes oportunidade de se procriarem e cuidarem dos filhotes, saíndo menos das tocas em busca de alimento.

Centenas de insetívoros como Tamanduás, Tatus, Musaranhos, Tenreks, sapos, morcegos, deixavam suas tocas tendo como presa preferida o grande Aedes Veslula. Eles eram caçados com facilidade durante a noite, sendo identificados de longe por sua cor florescente. Apenas um só Tamanduá come 30 mil insetos por dia. Em poucas semanas foi exterminada toda a espécie dos insectóides Aedes Veslula. Apenas insetos normais continuaram a habitar na natureza.

Nos bosques, florestas e pântanos zumbiam grilos, mosquitos, cigarras, coaxavam sapos, revoavam abelhas, mosquitos, libélulas, borboletas em bandos livres pelos ares, absorvendo néctar e pólen das flores, perfumando as asas, escutando as flautas dos passarinhos pelos galhos verdes, festejando o descascar dos ovinhos e o nascimento de diversos filhotes de plumas coloridas.

Durante a noite vinha um zumbido das matas, uma seresta, nas ondas do vento campino, igual reco-reco de violinos, como se a mutuca na floresta sassaricavam de festa.

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FIM

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NACHTIGALL
Enviado por NACHTIGALL em 30/07/2021
Reeditado em 27/10/2022
Código do texto: T7310490
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