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Quem é a esta hora ?


 Chego em casa as 3 horas da manhã de sábado, olhos praticamento fechados, me jogo no sofá e deito, e caio num profundo sono.
 Acordo derrepente com uma batida estrondosa em minha porta  - quem é ?- indago. Nenhuma resposta. Vejo no relógio pendurado na parede as horas ? são 3:40 da manhã. Já não houve insistência para com o chamado na porta, debrucei-me no sofá e adormeci novamente.
 Mais uma vez, uma batida violenta na porta, acorda em um súbito extase de medo e ânimo. Confiro no relógio, são 4:13 da manhã.
 Agora tinha certeza, alguém está arronbando a porta do meu apartamento. O que fazer? Levantei-me e com a luz apagada, revirei meu paletó a procura do meu celular, nada. Devia ter deixado na garagem. Mais uma vez a porta foi bruscamente batida. Dirigi-me ao telefone perto da estante, o telefone estava mudo, tinha esquecido de pagar a conta. O que fazer ?
 Cheguei perto da porta, senti uma respiração, mas não era uma respiração ofegante, era calma, ou até zombeteira. Resolvi ameça-lo:
- Olha aqui seu idiota, é melhor cair fora porque eu acabei de chamar a polícia, daqui a pouquinho eles vem acabar com sua raça e...
Não deu nem chance de completar a frase e novamente uma investida na porta. Ela já estava se rachando. O que fazer?
Consegui escutar um leve zumbido, nem era uma palavra era apenas um ruído de satisfação: HUMmm.
 Fui até a cozinha peguei a melhor faca que tinha e fiquei com ela em uma das mãos. Corri até a janela onde tinha outros apartamentos de frente, gritei o máximo que eu pude, nenhum sinal de escuta. Até que, de tanto insistir uma luz se ascendeu, só que era tarde demais.
 A porta acabara de ser arrombada, eu não conseguia me mover, estava em choque, minhas pernas tremiam muito, estava pensand em desistir naquele momento, mas tive uma força, como se fosse um empurrão, e corri para o meu quarto tatendo pelas paredes, a procura da fechadura, achei. Não havia tranca no quarto me lembrei, apenas no banheiro, afinal morava só. O que fazer?
 Não escutava barulho de passos, porém, ainda continuava extremamento assustado e com medo, não tinha coragem de acender a luz, estava com tanto medo que poderia enchegar alguém comigo. Tentava acalmar-me, podia ser só uma brincadeira talvez, ou por mais que fosse o momento de perigo, o morador que ascendeu a luz há uns minutos atrás ao meu chamado, já teria entrado em contato com a polícia. Era uma questão de tempo apenas, e tempo, era  que eu mais precisava. o que fazer ?
 Começei novamente a houvir passos, não conseguiria colocar nenhum objeto como barreira para porta, porque meu armário era embutido e minha cama era muito pesada para um homem só arrastar, então eu me fiz de barreira na porta, iria lutar atéo fim. Os passos foram aumentado avidamente, e minha tensão também. Escorria lágrimas em meu rosto. Porra, o que fazer ?
 Meu corpo já estava totalmente exausto, sentia sono, medo, não sei como explicar minha situação. Foi aí que recebi um forte empurrão pelo outro lado da prta, foi fatal, eu cai no chão desajeitadamente, parecia que todos os meus ossos tinham sido deslocados, não tinha mais forças para gritar, em vez de berros, saiam grunhidos e gemidos da minha boca.
Tentava investir golpes com a faca em minha mão, mas sem sucesso. Uma silhueta pousou sobre meu rosto, ficou impossível ver quem era o malfeitor. Não fazia nenhum movimento, só ficava ali, parado me olhando e pontado a maldita lanterna em meu rosto.
 Perguntei quem era, nenhuma resposta, prossegui e nada de resposta, já não resistia mais:
- seja o que você veio fazer aqui faça logo cara, mais não fia mais fazendo esse drama toda aí não.
 Finalmente ele agiu, tirou de seu casaco um objeto que não consegui identificar inicialmente, só quando disparou contra mim, era um calibre 22.O tiro acertou meu peito em cheio, foi praticamente  queima-roupa. Eu estava quase ficando inconciente quando ouvi uma voz áspera bem perto do meu ouvido:
 - Durma bem meu filho.

 
Alex Alavarse
Enviado por Alex Alavarse em 19/07/2006
Código do texto: T197077

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Sobre o autor
Alex Alavarse
Bósnia e Herzegovina
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Alex Alavarse