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A Ultima Aventura

 Esse conto foi escrito por uma grande amiga minha que me pediu para publica-lo espero que gostem, logo que passar meus contos para o pc também irei publica-los, espero que gostem do conto de minha amiga e retornem para ler os meus. Obrigado

A Ultima Aventura

Por: Milena Mendes

 

 

Só existe uma coisa pior que um ano cansativo e torturante: _ férias monótonas!

Três adolescentes pensando no lema “monotonia , tô fora!”, decidem tornar suas férias em uma aventura divertida. Uma aventura que trará grande suspense e conseqüências.

 

Ao final de mais um ano letivo, três amigos que infelizmente não iriam viajar nas férias, se reúnem para lamentar  tal acontecimento. Em suas mente apenas espaço para as lamentações:

          _Que coisa chata, posso apostar que somos os únicos a não viajar nas férias!

          _Estamos condenados a passar nossa tão sonhada férias, assistindo filmes repetidos, se entupindo de brigadeiro e ouvindo nossos pais; que ótimo!!

          _Quem quer mais BRIGADEIRO???...

Isso parecia o fim para Cristina, Roger e Marcos, a idéia de ficarem as tardes juntos, dormirem tarde (ou melhor, dormirem já na manha do dia seguinte) e acordarem por volta do meio-dia já prontos pro almoço parecia inteligente no inicio, mas, com uma semana essa idéia já estava decididamente insuportável.

Em mais uma dessas “reuniões”, totalmente sem assunto ou novidade; surgiu de súbito na cabeça de Roger a idéia brilhante de acamparem por alguns dias, que, foi imediatamente aprovado por Marcos e Cristina (embora, estivessem com a boca cheia de brigadeiro e brigando por flocos de chocolate. O que, os levariam provavelmente a ter uma terrível diabete).

 

Os preparativos começavam, faltava escolher o local e o que três adolescentes fariam sozinhos em um acampamento, a menos, que tivessem companhia...Roger pensou logo em levar sua namorada Hellen e seu cunhadinho Fernando, obviamente para fazer companhia à Cristina. Marcos começou então, um discurso; sobre querer ficar sozinho, precisar de um tempo pra pensar nele, mas ñ chegou a terminar o discurso, pois, quando percebeu já estava sozinho no quarto...

Após pensarem muito...és que surge o local escolhido: “A montanha das almas”.

Eles queriam apenas provar que A montanha das almas era como qualquer uma outra montanha e que todas as estórias que ouviam não passavam de invenções malucas.

O passo a seguir seria inventar um local qualquer para os pais. Se revelassem pra onde realmente estariam indo, seus pais entrariam em pânico.

Tudo pronto e resolvido, o dia do inicio da aventura chegara. Logo cedo reuniram-se os cinco em um ponto de ônibus à espera de um táxi e enquanto esperavam, a euforia e ansiedade tomava conta do coração e dentro da bagagem, tudo que precisariam; água, comida, barraca, saco de dormir e mais um milhão de coisas. Finalmente um táxi pára e eles rapidamente entram, seguiram de táxi um longo percurso e fizeram o restante em uma animada caminhada.

 

E lá estavam eles no alto da montanha, chegaram pouco mais das 11:00 horas e não precisaram procurar muito por um lugar propício e bonito. Eles não conseguiam entender como poderiam falar tão mau daquela montanha, tão verde, tão viva, tão bonita; A montanha das almas parecia um sonho de tão esplendida.

Montaram as barracas e procuraram lenha para a fogueira. À noite sentaram em volta do aconchegante calor do fogo, cantaram, tocaram e brincaram feito criança e após a diversão, hora da festa particular; exceto para Marcos (claro!!).

Acordaram com a luz viva do sol e o som dos pássaros. Acharam que apenas tinham sonhado com aquele lugar, mas ao saírem das barracas confirmaram que era real. Tinham muito que explorar na montanha; e assim fizeram. Voltaram ao acampamento logo ao entardecer, tudo parecia normal, até Marcos perceber  que havia um circulo de pedra em volta das barracas, não lembravam de terem visto aquele circulo de pedra antes; mas não deram importância a esse fato.

Durante  a noite acordaram com sons estranhos, vozes e gritos desesperados; assustados apertaram-se em uma única barraca, era exatamente 24:00 horas... Aos pouco todo barulho cessou e tudo voltou à uma perfeita tranqüilidade. Após passar todo o susto, concluíram que deveria ser um outro grupo de aventureiros tentando assustá-los. E porque não fazerem o mesmo com eles? Ficou combinado que assim que amanhecesse procurariam o local de acampamento desse suposto grupo de engraçadinho.

Lindamente amanheceu e a jornada à procura dos “engraçadinhos” também.

Andaram por 30 minutos e finalmente viram ao longe sinal de acampamento, quando se aproximaram, não acreditavam no que viam, eles estavam exatamente no mesmo ponto de partida: tinham andado em circulo. Descansaram por 10 minutos e reiniciaram a caminhada, escolhendo outra direção. Chegaram 40 minutos depois, novamente no mesmo ponto de partida, dessa vez, sem descansar continuaram a andar, passaram o resto da manha andando pela floresta, pararam apenas uma vez para descansar e comer algo. A cada passo que davam o coração disparava, o corpo todo tremia, a respiração ofegava; tudo era tão igual, parecia que não saiam do lugar, já no inicio da noite o alívio: chegaram ao acampamento. Estavam aliviados por voltarem ao acampamento e preocupados em saber como sairiam da floresta se continuassem andando em circulo.

Reuniram-se em torno da fogueira e decidiram que assim que amanhecesse procuraria o caminho de volta pra casa. Foram dormir...

Acordaram com o grito de Cristina; preocupados saíram das barracas, mas Hellen não sabia explicar como Cristina havia saído da barraca sem ela ter percebido.

Os gritos de Cristina pareciam mais desesperados. E eles também estavam desesperados correndo pela floresta e gritando: _ Cristina, Cristina!!            _ O que esta acontecendo?, onde você esta?

E os gritos distanciavam-se cada vez mais. Do nada ouviram Fernando gritar. Mas como ele poderia esta gritando tão longe, se a poucos segundos estavam todos juntos?. Era tão inexplicável e confuso; o que realmente estava acontecendo? Seria verdade todas aquelas estórias sobre a montanha?

O fato é que não existia espaço para pensamentos e conclusões, só o medo os cercava,  dominando-os por completo. Era quase impossível ouvir outro som além de seus passos correndo sem direção, as batidas dos corações amedrontados, seus gritos chamando pelos amigos...

Mas algo chamou-lhes à atenção...... pararam bruscamente, entreolharam-se e respiraram fundo, lentamente aproximaram-se... gritaram de medo, de incredulidade, de desespero, de arrependimento, não queriam acreditar no que estavam vendo: o corpo de Cristina no centro de um circulo de pedra, completamente morto. Não sabiam o que fazer além de chorar e gritar.

Um vento roedor e forte soprou e com ele veio de presente uma voz misteriosa e assustadora, que não parava de dar gargalhadas e repetia sempre a mesma frase: _ É o fim de vocês, ficaram comigo pra sempre!!

Sem esperar que essa voz dissesse mas uma só palavra (como se fossem esperar!) desesperados correram, porém, em direções diferentes. Quando deram se conta, estavam separados e perdidos.

 

Muito tempo já se passou, desde este acontecimento e contam que ainda é possível ouvir os gritos dos cinco adolescentes no alto da Montanha das almas.
Lestat De Lioncourt
Enviado por Lestat De Lioncourt em 27/09/2006
Código do texto: T250772
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Sobre o autor
Lestat De Lioncourt
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil, 31 anos
2 textos (324 leituras)
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Lestat De Lioncourt