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O CÁLICE DAS ALMAS... (PARTE I)

Ruy trabalha como segurança em uma loja e acaba de tirar férias. Assim, decide fazer uma viagem à casa de sua avó Lurdes, que vive em um sítio muito bonito, localizado no sul do país. Ele convida dois amigos. Carlos, um corretor de imóveis e Arnaldo, um promissor estudante de medicina.
Na estrada...
23 de março, 05h30min PM.
_ Vocês irão gostar do sítio, pena que só ficaremos uma semana. - Lamenta Ruy.
- Mas vamos aproveitar e comemorar seu aniversário de 30 anos por lá mesmo. - Comenta Arnaldo, dirigindo-se a Ruy.
Logo anoitece e eles ainda não percorreram nem metade do caminho e, para piorar, uma furiosa tempestade fustiga aqueles confins desolados. Ruy perde o controle da direção, o carro capota e cai em um matagal.
_ Droga! E agora, o que faremos? - Pergunta Carlos, desesperado com a situação.
_ Não sei, responde Ruy, aturdido.
Apesar de estarem atordoados, não demoraram a perceber que Arnaldo estava morto. Seu corpo foi destroçado pelas ferragens! Nesse momento, o desespero toma conta dos dois:
_ Meu Deus, vamos tirá-lo daqui, o carro vai explodir! Diz Carlos aos prantos.
_ Não adianta, Carlos... Ele morreu! Temos que sair daqui rapidamente, o carro vai explodir! - Grita Ruy.
E assim aconteceu, uma terrível explosão acabou com o que restara do carro, mal dando tempo para que alcançassem uma distância segura.
Os dois seguiram então por um estreito caminho de terra batida, cercado de mato. A chuva logo apagou as chamas do carro.
Mesmo que aquela furiosa tempestade fosse presságio de terríveis acontecimentos naquela noite sinistra, ainda assim, se eles soubessem o que os aguardava, prefeririam ficar e enfrentar a tormenta.
Continuam andando por quase uma hora entre um labirinto de árvores e arbustos, até chegarem a uma cidade que não constava no mapa e por mais absurdo e impossível que possa parecer, eles chegaram à 1:20 h, mas haviam se acidentado às 6:00 h daquele mesmo dia. Ambos ficaram totalmente desnorteados com aquilo...
Tudo ali parecia antigo, medieval, parecendo que a cidade havia parado no tempo. Subitamente, um homem com trajes esfarrapados se aproxima e diz:
_ Vão embora daqui, esta cidade é amaldiçoada, as pessoas morrem aqui de forma muito estranha... Vão embora!


CONTINUA... (Aguardem a Parte II)

Felipe Corrêa
Enviado por Felipe Corrêa em 30/10/2006
Reeditado em 18/05/2009
Código do texto: T277722

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Sobre o autor
Felipe Corrêa
São Luís - Maranhão - Brasil, 27 anos
21 textos (1698 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 02/12/16 22:28)
Felipe Corrêa