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O HOMEM DE MOHR (PARTE I)

PARTE I

Heitor é um arqueólogo da cidade de São Luís. Há cinco anos, o seu amigo, o Bispo Dom Henrique de Castilha, viajou a uma outra cidade muito distante na esperança de curar um câncer terminal através de uma água milagrosa que brotava em uma caverna chamada Mohr.
Preocupado com o destino do amigo, Heitor chega à pequena Vila de Damascus, na esperança de rever Dom Henrique.
_ Você é Heitor Villa Nova, amigo do meu irmão Henrique? Pergunta um homem muito parecido com seu velho amigo.
_ Sim! Responde ele. _ Vim ver o Bispo, onde ele está? Abatido, o homem abaixa a cabeça e diz:
_ Já faz algum tempo que ele desapareceu! Temo que esteja morto, pois a última vez que foi visto estava entrando na Caverna de Mohr!
Com determinação e coragem, Heitor parte em direção à caverna, não demorando muito para encontrá-la...
Caverna de Mohr, um imenso paredão de pedra que se ergue ao longo das planícies rochosas como uma gigantesca espinha dorsal. Há alguns metros antes, ele já avistara a imponente elevação que não lhe parecera mais que uma trêmula miragem entre as ondas de calor... Uma fantasia da mente atordoada pela sede.
Agora, finalmente se defronta com a caverna escancarada como uma boca faminta... Sua imagem ganha então um ar sombrio...
Havia próximo dali uma nascente, no momento Heitor se preocupa em saciar sua sede que parece infindável, afinal, a temperatura está alta e seu corpo ressecado.
Saciada sua sede, Heitor examina os arredores da caverna.
_ Dom Henrique! Dom Henrique! Apareça!  Grita ele, mas o eco é a única resposta que ouve.
Em meio ao sinistro silêncio, o arqueólogo escala a trilha íngreme que o conduz a entrada da caverna.
Novamente ele grita:
_ Dom Henrique! Dom Henrique! Outra vez o silêncio só é rompido pelo eco de sua voz.
Ele então percebe que alguém esteve na caverna, pois onde havia uma fogueira, restam apenas fragmentos de carvão.
Na entrada da caverna há também uma bíblia escrita em latim e alguns símbolos estranhos jamais vistos por Heitor. Do Bispo propriamente, não há o menor sinal, no entanto, não encontra indícios de que ele tenha partido ou encontrado um fim trágico.
Apenas depois de muito tempo, Heitor nota que o sol já submergiu além das montanhas, deixando em seu lugar a mais sinistra escuridão. O mistério e o silêncio começam a abalar os nervos de Heitor. De súbito, ele tem a impressão de ouvir um leve ruído, como o de pés descalços andando furtivamente no chão duro.
_ Quem está aí? Responda! Grita ele. _ Apareça de uma vez, praga!
Mas nada se move nos escuros corredores onde ele acabou de passar.
Na escuridão, ele sabe que a sua busca não terá êxito e nestas condições o melhor a fazer é dormir.
Ao deitar-se, sua mente é invadida pelas lembranças de uma lenda da região que é conhecida há muito tempo, sobre um demônio comedor de homens que se esconde na gruta milenar. Esses pensamentos são logo afastados de sua mente, pois ele adormece instantaneamente Para logo em seguida despertar num sobressalto, com imensas garras afiadas apertando mortiferamente o seu pescoço e grunhidos inumanos de ódio penetrando em seus ouvidos...

Continua... (Aguarde)

Felipe Corrêa
Enviado por Felipe Corrêa em 01/11/2006
Reeditado em 11/04/2007
Código do texto: T279231

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Sobre o autor
Felipe Corrêa
São Luís - Maranhão - Brasil, 27 anos
21 textos (1698 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 11/12/16 02:31)
Felipe Corrêa