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A CASA VERMELHA (FINAL)

  Ao invés de alva, a casa estava avermelhada, um vermelho que parecia... Sangue! Ao entrarmos na sala, nossa avó estava sentada no sofá e sentimos que havia algo errado. Então chegamos mais perto e foi aí que percebemos que ela estava morta! Em seu corpo quase não havia sangue!
 Desesperamos-nos e Denis tentou fugir, mas ao chegar à porta, Ludino apareceu dando-lhe um golpe fatal com um machado! Ficamos em estado de choque quando vimos os miolos do nosso irmão espalhados no chão. Mas logo corremos e conseguimos sair da casa por uma das janelas, continuamos correndo sem olhar para trás, mas éramos apenas duas crianças ante um adulto furioso e possuído por alguma força maléfica! Meu irmão logo foi alcançado e eu perguntei-me se valia a pena deixá-lo morrer nas mãos daquele homem terrível... Então criei coragem, voltei para casa e peguei um facão na cozinha. Silenciosamente me dirigi à casa de Ludino para encontrar meu irmão sendo queimado vivo numa fornalha! Ainda o ouvi gritando meu nome. Subitamente, Ludino surgiu atrás de mim pronto para desferir o golpe fatal. Então foi alvejado na cabeça por alguns policiais que haviam acabado de chegar ao local. Apesar disso, os tiros não impediram que o machado de Ludino decepasse minhas duas pernas... Eu desmaiei e quando acordei o primeiro rosto que vi foi o do meu pai, então nos abraçamos emocionados.
  Passaram-se muitos anos, hoje estou com câncer e prestes a morrer, mas antes de partir quero fazer uma última visita à casa de minha falecida avó.

 E assim Lucas termina o seu diário, saindo em seguida para visitar o velho sítio, acompanhado de seu enfermeiro, já que estava em fase terminal da doença e não mais possuía as pernas para se locomover.
Ao chegar ao local percebe que o mato havia crescido por toda parte e a casa continuava vermelha. Olhando em direção ao rio, se depara com Ludino e sua filha olhando-o friamente. Assustado pede para que o enfermeiro o leve embora daquele lugar amaldiçoado, onde os únicos moradores são dois espíritos infelizes.

FIM
Felipe Corrêa
Enviado por Felipe Corrêa em 08/11/2006
Reeditado em 16/02/2012
Código do texto: T285849

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Sobre o autor
Felipe Corrêa
São Luís - Maranhão - Brasil, 27 anos
21 textos (1698 leituras)
(estatísticas atualizadas diariamente - última atualização em 04/12/16 20:24)
Felipe Corrêa