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A MALDIÇÃO

RECAPITULANDO: Na última parte desta estória,Aline foi passar uns dias na casa da mata que pertencia ao pai.Chovia muito e o pai não estava em casa.A noite teve um pesadelo onde via uma assombração na escada.Quando acordou pela manhã aliviada por tudo ter sido um pesadelo,achou uma vela no pé da escada,no mesmo ponto onde no pesadelo,soltara uma vela e saíra correndo apavorada com o fantasma.Nisso o pai chega e desconversa,dizendo que aquelas estórias de que sua casa era mal-assombrada era tudo invenção das pessoas.Ele se tranca no escritório,o único lugar da casa onde Aline nunca conseguira entrar.

CONTINUANDO: Aline passou muito tempo andando em círculos na sala da casa.De vez em quando,olhava pra porta do escritório do pai,ainda fechada.Após o que lhe pareceu uma eternidade,o pai finalmente abre a porta e desce as escadas.

- Pai, precisamos conversar! - diz ela.

- Sim?

- Pai, nos conhecemos há pouco tempo.Eu fiquei muito feliz em conhecer o senhor. Só que agora... - ela hesitou.

Seu Fernando se senta no enorme sofá branco. - Agora o que? - diz ele com voz suave.

- Agora eu estou com medo.Na verdade não sei quem é o senhor.Não sei nada de seu passado.E apesar de não gostar de fofocas,e são muitas a seu respeito, eu tenho que admitir: existe muita coisa estranha na sua vida.Eu gostaria de saber quem é meu pai. O que o senhor esconde? Quais seus segredos? - os olhos de Aline estavam cheios de lágrimas.

Seu Fernando fica em silêncio por um longo tempo,a mente longe dali.

- Pai? - diz ela.

- Aline, se uma verdade é muito dura, ou muito ruim, é melhor nunca saber não acha? Omitir a verdade. - diz ele.

- Não, eu prefiro a verdade mesmo que ela seja cruel! - diz Aline

- Tem certeza? - diz Seu Fernando arqueando as sombrancelhas.

Aline hesitou: - Então existe realmente algo horrível a seu respeito?

Seu Fernando se levanta e vai até a janela, ficando de costas pra Aline: - Filhota, como você sabe, eu sou espanhol.Nasci em uma família pobre e desde cedo prometi a mim mesmo que mudaria isso.Eu não queria viver na pobreza que minha família sempre viveu, geração após geração.Um dia eu soube que em uma caverna muito profunda perto de onde eu trabalhava,estavam escondidos há muito tempo, objetos antigos e de muito valor nos dias de hoje.Várias pessoas já haviam tentado achá-los mas ninguém tivera sorte.Eu fui atrás de informações e de gente que me ajudasse,estava decidido a encontrar aqueles objetos. - ele fez uma pausa.

- Havia uma mulher estranha que também não desistia.As pessoas me diziam que ela metia medo em qualquer um, jurava maldições, que ela era uma bruxa má.Eu nunca me importei com isso, nunca acreditei nestas coisas.Pra encurtar a história, finalmente eu achei as relíquias.Eram muitas, a maior parte foi pra um museu,fiquei com apenas uma:um amuleto.Com a venda das peças conseguí dar melhores condições de vida pra minha família.Mas a tal mulher não se conformou.Ela dizia que aqueles objetos pertenciam a seus antepassados e a ela por direito.Mas ela não conseguiu provar nada do que dizia.Uma noite ela simplesmente invadiu nossa casa,foi direto ao quarto onde eu estava e me disse que nunca mais eu dormiria em paz na vida,que ela estava no fim da vida,mas mesmo depois de morta,voltaria pra perturbar meu sôno.E esta maldição se estenderia para todos aqueles que eu amasse,em qualquer lugar onde eu estivesse.Não dei o menor cabimento a maldição da mulher.Mas, o fato é que dias depois ela morreu.E coisas estranhas começaram a acontecer durante a noite...

 CONTINUA

Ane
Enviado por Ane em 01/12/2005
Reeditado em 26/05/2007
Código do texto: T79716
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Sobre a autora
Ane
Natal - Rio Grande do Norte - Brasil, 46 anos
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