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PLANTA CARNÍVORA

As folhas giravam no ar ao ritmo dos ventos, as pequenas poças no chão refletiam a luz do sol enquanto Edward andava solitariamente pensando nos momentos bons e ruins que acontecera durante a semana. Não dera conta quando já estava frente a porta de casa. Era uma casa simples e pequena, tinha um tamanho ideal para um morador solitário. Edward abriu a grande porta de madeira e entrou em seu lar, o vento acompanhou seus passos deixando um rastro frio no interior do aposento. Edward retirou seu boné e jogou-o sobre a cama, assentou sobre uma cadeira frente ao computador, este já estava um pouco ultrapassado e lento, mas era o suficiente para resolver seus problemas diários. O vento parecia estar preso em sua casa girando sem parar em círculos, o quarto parecia o interior de uma geladeira. Edward ligou o computador e esticou seu corpo exausto sobre a cadeira.

 A proteção de tela despertou um arrepio em Edward, nunca vira uma imagem daquelas, era um espécie de planta carnívora, era enorme e assustadora, mas afinal era apenas uma simples proteção de tela. Edward arrastou o mouse para continuar seus trabalhos, mas nada aconteceu, o computador estava travado, não obedecia a seus comandos.

_ Que droga de computador velho!!! _ gritou ele inconformado.

Desligou e ligou a máquina novamente na esperança de resolver aquele problema técnico, a imagem inicial demorou um pouco para ser formada, tornando a assustar Edward. Agora a assustadora planta carnívora estava em outra posição, parecia estar preste a devorar o primeiro inseto ou talvez até mesmo a primeira pessoa que passar por perto.

Foi neste momento, para surpresa de Edward que a tela do monitor se partiu ao meio estourando em pedaços, uma enorme raiz surge de dentro do monitor em direção de Edward, seu corpo estava imóvel frente aquela criatura verde. Um cheiro ácido e fétido se misturava rapidamente no ar. As raízes começaram a enrolar-se nas pernas de Edward  enquanto outras giravam sobre seu rosto tremulo e suado. Uma enorme planta carnívora surgiu repentinamente soltando grandes ruídos. Edward ficou em pânico ao ver aquela enorme boca se abrindo em sua direção, as raízes que prendiam suas pernas apertavam cada vez mais, estalos de ossos quebrados começaram a surgir no ambiente suas pernas já estavam dilaceradas e gotas de sangue começaram a cair sobre o tapete, as mão de Edward ainda tentavam se livrar daquelas raízes malditas, mas os movimentos eram nulos, as raízes mais pequenas começaram a entrar em sua boca jorrando sangue de toda sua face. Finalmente, foi com um forte movimento que o grande vegetal deslocou o pescoço de Edward, no qual dera seu último suspiro de dor.

Foi neste momento que Edward acordou assustado e com o corpo coberto de suor, seu coração estava disparado e seus olhos arregalados, fora apenas um sonho, um sonho terrível. Edward levantou e caminhou até o banheiro para lavar o rosto e respirar um pouco. Pra surpresa de Edward, ao voltar a seu quarto, a tela do monitor estava toda quebrada e um cheiro ácido e fétido surgia no ar.
MOSTARO RC
Enviado por MOSTARO RC em 04/09/2006
Código do texto: T232422
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Sobre o autor
MOSTARO RC
São José dos Campos - São Paulo - Brasil, 36 anos
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