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Vanessa

Quando acordei, estava suado e pensando em Vanessa. Senti o leve toque de seu perfume entrando em minhas narinas. Ah! Como foi bom à noite em que passamos juntos. Recordo cada momento.
Lembro-me do dia em que a conheci.Toda  sexta feira ia ao cinema perto de onde eu trabalho. Sempre há mesma hora, sempre o mesmo caminho e o jeito de caminhar, um andar de uma pessoa que não tem presa de chegar a lugar nenhum. Ela com o seu jeitinho fora conquistando o meu coração. Demorou um pouco para eu criar coragem e chegar em Vanessa, mas aconteceu naquela tarde, resolvi entrar no cinema e procurar a  minha amada. Logo a encontrei em um canto da sala, sentei ao seu lado e puxei conversa, tudo foi bem, tudo parecia ser perfeito, a minha investida tinha dado certo.
Um dia no cinema, no outro em minha cama, sei que foi rápido . Mas tava na cara que nos dois nascemos um para outro. Lembro como ela me pediu para ter carinho, para ter amor. Eu falei que seria a coisa mais linda e prazerosa que nos dois iríamos sentir em nossas vidas.
Vanessa me pediu para acariciar os seus seios. Ao primeiro toque de minha mão, os senti enrijecendo, ficando todo arrepiado, senti uns leves gemidos e sussurros, parecia que estavam bem longe de nos, mas estava ali junto. Senti Vanessa conduzindo a minha mão pelo seu corpo, descobrindo, penetrando nos lugares desejados, sua mão encima da minha levando para lugares maravilhosos. Sentindo o liquido, o frescor, o aroma de seu sexo, sua vulva entre meus dedos, acariciando, tocando,. Ao compasso de sua respiração eu aumentava e diminuía para ter certeza do que você estava sentindo. Em meios aos gemidos, ela me pediu para penetrar-lhe, segurando o meu corpo contra o seu, pegando em meu falo e introduzindo no meio de suas pernas, sentindo a sua carne quente sugando a minha. Pedindo-me mais, mais. Mais forte. Gritando em meus ouvidos para que eu possuísse por completa...
Mas Vanessa sumiu não me procurou mais. O telefone que ela me deu, ninguém atendia. Nunca há vi de novo, nem no cinema, nem em lugar algum. Hoje esta fazendo um mês que há vejo. E cada dia que passa, aumenta ainda mais a minha saudade, e meu amor. Onde estará Vanessa?
Dois meses depois do sumiço de Vanessa, estava eu indo para casa, a encontrei no caminho. Ela me abraçou, me pediu desculpas pelo sumiço, e começou a chorar compulsivamente. Eu não entendendo nada deixei ela chorar em meu obro. Só achando estranho o cheiro adocicado que eu sentia, parecendo cheiro de rosas. Ela me deu um endereço e pediu-me para que eu fosse ao encontro dela a tardezinha do mesmo dia, pois tinha um assunto muito importante para tratar comigo. Eu disse que sim, e perguntei pelo sumiço, ela calou minha boca com um beijo, e disse-me para ir ao encontro que tudo será explicado. Deixei a ir embora, ficando cada vez mais confuso e apaixonado.
Faltando alguns minutos para o encontro. Ainda não tinha encontrado o endereço de Vanessa, o local era muito afastado de onde eu morava. Perguntei para uma pessoa que estava na rua. Ela olhou o endereço. Olhou-me com uma cara estranha, e disse que o endereço que tinha nas mãos era do cemitério que ficava ali perto de onde eu estava. Eu me assustei e disse pasmo que não podia ser, mas ele confirmou. Eu fui ao local do endereço. Chegando no cemitério, ele já estava fechado, como minha paixão estava avassaladora, pulei o muro, para ir ao encontro. Fiquei andando pelos tumulo. Uma coisa subiu pela minha espinha, um calafrio que eu nunca tinha sentido antes. Logo na frente avistei Vanessa, ela estava linda, toda de branco, a mulher mais linda que eu vi na minha vida. Cheguei perto dela, dei logo um beijo, mas ela me afastou, pedindo um pouco de calma.
A noite estava caindo depressa, e pedi para ela falar alguma coisa, já estava ficando preocupado , nos dois ali naquele lugar, e porque  ela queria um encontro ali. Peguei em suas mãos, estavam frias, frias como uma barra de gelo, fiquei assustado, perguntei se ela estava doente, disse-me que não. Fui tentar dar outro beijo, de novo o mesmo gesto. Ai ela me disse.
- O nosso amor não pode prevalecer. Não justo eu fazer o que estou fazendo. Tenho que te contar a verdade.
Aquela altura, já não estava entendendo nada, como nosso amor não podia prevalecer. Eu que estava amando demais aquela mulher, não queria ficar longe dela.
- Não sei como você não entendi ainda, eu não posso ficar com você, sinto muito, mas vai ter que ser assim. Peço só que você lembresse de mim, como uma pessoa boa que passou em tua vida, mesmo que eu seja uma pessoa diferente.
Sinceramente a coisa tava ficando demais estranha, como ela podia ser uma pessoa diferente. Onde ela poderia ser diferente, uma pessoa tão especial, linda, jovial. Segurando suas mãos, comecei pensar no que ela me disse. Mas de repente ouvi um grito que viam atrás de mim. Olhei para ver o que era, e senti um feixe de luz em meu rosto, assustado larguei as mãos de Vanessa. Com o clarão que via em minha direção, não dava para ver nada. Mas logo senti uma mão forte apertando o meu braço. Quando pude enxerga de novo, quem estava segurando o meu braço era um senhor, ele disse-me que era o zelador, e me perguntou o que eu estava fazendo ali àquela hora. Disse-lhe que estava conversando com uma moça, ai ele perguntou onde esta a moça? Minha surpresa foi tanto que não acreditei na hora, tentei explicar que tinha uma moça ali comigo, mas não sabia onde ela estava. O zelador me convidou para sair do cemitério. Tive que sair, sem puder procurar a Vanessa.
Só que quando eu me virei em direção à saída, logo em frete, vi um tumulo. O que me chamou a atenção era uma fotografia que estava na lapide. Nessa fotografia reconheci uma pessoa. A fotografia me sorria, como nos dia em que a conheci. Na lapide estava escrito. Aqui jaz Vanessa.
EDGE NOGUEIRA
Enviado por EDGE NOGUEIRA em 27/06/2005
Código do texto: T28209
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Sobre o autor
EDGE NOGUEIRA
Brazlândia - Distrito Federal - Brasil, 42 anos
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