INQUILINO DO QUARTO 09 - CLTS 23

A madrugada se adiantava enquanto os boêmios se retiravam trocando as pernas, certos de terem realizado suas mais ardentes fantasias etílicas.

Num canto soturno da praça, figuras se ocultavam parcialmente na penumbra. Era fim de expediente, hora também de recolher livrando-se do cheiro de colônia barata misturada ao suor de corpos lascivos.

Xandra observava atenta o rapaz incauto que mal parecia ter escapado da puberdade. Pela segunda noite, ele se encolhia naquele banco, abraçado a um pequeno fardo, contendo todos seus bens mundanos. A viatura policial o tinha escorraçado, porém como um cão fiel, ele sempre voltava.

Pressentindo que dali não sairia boa coisa, Paula tentava convencer a colega a deixar o rapaz da forma que estava, melhor ir para casa evitando possíveis problemas.

Xandra possuía uma grande experiência na vida noturna, não temia desafios, via naquele garoto a reedição de sua própria história quando iludida por um grande amor, deixou o lar conservador, rompeu com os pais moralistas se entregando de corpo e alma ao sedutor poeta das glamorosas noites da capital. Nos braços do galante rapaz, viveu momentos intensos, conheceu diversas casas noturnas, espetáculos teatrais, boas músicas, bebidas caras e tantos outros vícios que apenas a alta roda oferece.

Das nuvens à lama foi uma queda que quase não superou. De espírito livre, o poeta não se apegava, em meio a tantas orgias, logo outro amor floresceu.

Foram momentos de uma tensa discussão. Conhecendo bem a amiga, Paula tinha seus argumentos refutados graças á sua intransigência, quando ela se decidia, os riscos não importavam. Sempre se colocava no lugar da outra pessoa, criando assim seu próprio senso de justiça.

No banco gelado, sentindo-se renegado ao esquecimento, Jano remoia seus últimos dias, principalmente aquele após a chegada na rodoviária daquela grande cidade com seus prédios que ofuscavam até a luz do sol. Seu êxtase passou com a primeira noite e os apertos da fome. Ele confirmou no papel rasgado a data e local do encontro combinado com seu Oliveira. Não havia erro de sua parte, sua pouca escolaridade era um problema mas não lhe tirava a razão. Com certeza seu benfeitor estaria a caminho. Ele devia ter paciência.

Agora, pela segunda noite desabrigado, com sons noturnos desconhecidos oriundos da penumbra, com os policiais ríspidos advertindo-o que ali não era pouso para vagabundos e o pouco dinheiro se esvaindo, apenas seu Oliveira poderia ser a salvação.

Desperto de seus devaneios, levantou os olhos ao ouvir bem próximo a voz de Xandra. Apertou firme o embrulho que trazia a título de bagagem deslumbrando-se com a beleza da mulher á sua frente.

- Oi moço, tudo bem? Ela o cumprimentou com toda simpatia.

Jano conhecia a fama das damas de vida noturna, sabia do que eram capazes para se sustentarem. Em sua cidade, sufocada pelo pó do sertão, apenas conversar com alguém de tão má reputação, traria desgosto à sua família. Estando ali desamparado, temia ser assaltado e morto ao constatarem a ausência de poses de valor. Não bastava os policiais e bêbados que o importunavam, teria ele agora mais uma preocupação.

- Boa noite dona. Tenho dinheiro não. Respondeu sentindo-se ao mesmo tempo intimidado e humilhado.

- Que isso menino, quem esta falando em dinheiro? Só quero saber se você está bem, se lhe interessa saber, hoje estou acabada, chega de trabalho, quero mais é descanso.

- A senhora me desculpe. Respondeu envergonhado sempre olhando para o chão.

O jovem parecia um coelho assustado a espera do mergulho do carcará.

- Olha rapaz, tenho lhe visto por aí, sempre sentando ou perambulando pela rua. Você parece não ser daqui. Você não pode ficar desse jeito, a cidade é perigosa. Os viciados lhe darão uma surra só por você estar aqui. Além do mais, tem um louco a solta, já matou cinco pessoas, semana passada uma amiga nossa foi encontrada na rua de cima. Estrangulada com a própria roupa. Vai para casa que é melhor.

- Posso não senhora. Estou esperando o seu Oliveira, conhece? Ele disse que vai arranjar um teste para mim. Jogo futebol, sabe. Sou igual ao Zico, ele falou que vai arrumar para que eu possa jogar aqui no time da cidade.

Xandra sorriu.

- A cidade é grande, não sei que é esse tal de Oliveira, aqui tem vários Oliveiras, Silvas e até Santos. O Zico, conheço da seleção. Futebol é o sonho de muita gente, até eu um dia quis jogar num time profissional.

- Que isso, futebol é coisa de homem. Respondeu incrédulo.

Alguns segundos em silêncio permitiram a Xandra tecer o entendimento sobre a situação, diante dela estava mais um jovem do interior, iludido com as promessas de um charlatão que com certeza lhe extorquiu até o último centavo deixando-o sem destino na vida.

Ela sentou a seu lado. Ele se esquivou até a outra extremidade. Bicho do mato, quase caiu aumentando assim sua vergonha.

- Posso ir embora não. Seu Oliveira vai chegar. Combinamos aqui na praça, perto da rodoviária.

A conversa se prolongou um pouco mais para o desespero de Paula que a distância alimentava seus maus pressentimentos.

- Menino, já lhe disse. Se você ficar aqui vai acabar morrendo. Isso é uma selva e tem vários tipos de animais à solta. Já comeu? Almoçou? Jantou?

- Quando seu Oliveira chegar, eu janto. Aqui tudo é muito caro. Merendei o que trouxe de casa.

Nas palavras de Jano repousava uma inocência plácida que tocava o coração daquela que um dia também acreditou em promessas de um mundo encantado.

- Vem comigo. Te pago um pastel.

- Posso não. Seu Oliveira esta vindo.

- A esta hora ele deve estar dormindo com os anjos ou o diabo, vai saber.

Xandra começava a odiar aquele homem que usou dos sonhos de um jovem para engana-lo por uns trocados.

Aquele encontro estava sendo observado, não apenas por Paula, mas além das gameleiras que durante o dia ofertavam sombra e agora tomadas pela penumbra ocultavam um espectro, uma silhueta de olhar maligno que esfregava as mãos impacientes, o desejo pela caça fazia uma pequena gota de suor deslizar pela testa até finalmente desprender-se sendo esquecida sobre as folhas mortas.

Saíram da praça em direção ao centro. Detiveram-se num bar que já baixava as portas desejando repouso. Somente pela consideração, o proprietário embrulhou seus últimos pastéis numa folha parda, acertariam noutra hora, como de costume.

Antes de alcançarem o hotelzinho do centro, cumprimentaram Kátia, uma das mais antigas garotas que fazia ponto perto do Cine Mundial. Com o corpo um pouco menos atrativo graças aos vícios e o tempo, ela sempre contava com o último cliente da madrugada que sem opções, findava a noite em seus braços.

Paula tentou ser o mais discreta possível quando abriu a porta de grades e vidro que permitia a entrada à uma pequena antessala. Do lado esquerdo, Antônio, o gerente dormia debruçado sobre o balcão, bem baixinho seu rádio transmitia uma moda sertaneja. Os três subiram por uma escadaria estreita até o terceiro andar.

Estavam diante do quarto de Xandra, ali era sua residência e onde recebia seus clientes. Jano mantinha-se alheio a tantos detalhes.

O quarto, como todos os outros, possuía uma cama, roupeiro, janela de madeira antiga, nos fundos tinha um banheiro com sanitário e pia, o chuveiro estava oculto por um plástico com estampas em formas de peixes num mar azul desbotado.

Eles entraram. Paula ficou de pé ao lado da porta. Xandra pediu a Jano que se sentasse. O único lugar possível era a cama. Ele apertou forte sua pouca bagagem. Tremia ante as possibilidades, estava pronto a passar por Paula, correr até seu fôlego não mais resistir.

A dona do aposento lavou o rosto sempre falando na tentativa de tornar aquela situação o mais cômoda possível e ele apenas ouvia murmúrios sem nexo.

Desperto daquele transe, Jano fitava uma outra Xandra. Ela já não possuía os belos cabelos louros, ela já não ostentava a boca vermelha que mesmo na escuridão era tão bela. Sem a blusa justa, Xandra não era a mesma mulher.

No catecismo, o vigário havia falado de pessoas assim, como punição por uma vida de depravação seus corpos virariam sal. Ele não queria se transformar em sal. Ele não conseguiu chorar.

Vendo aquele desconforto, ela tentou acalma-lo, tomou-o pelas mãos e falou. Ele nada ouvia. Por fim, um boa noite e até amanhã.

Naquele fim de madrugada as amigas dormiram juntas no quarto de Paula. Jano passou a noite em claro, temendo que a porta se abrisse.

Nas grandes cidades o tempo passa veloz. Jano sentado sobre a cama, contava o que sobrou de seu primeiro salário. Conseguiu quitar parte das dívidas e ainda comprar um pequeno agrado à amiga. Sim, apesar dos ciúmes de Paula, um forte laço de amizade agora unia Xandra a Jano, duas almas semelhantes que em busca dos sonhos acabaram sendo enganadas, e graças às boas relações da amiga, conseguiu o trabalho na turma que realizava as obras de canalização do corrego que em épocas de cheia inundava boa parte das ruas do Bomfim, bairro de grande prestígio local.

A vontade de encontrar logo a amiga o deixava tenso, já era noite, com certeza teria clientes a atender. Ele queria subir as escadas do mau-cheiroso hotel onde também passou a residir, ocupando um dos quartos abafados do subsolo que o ar apenas circulava graças a uma pequena janela retangular próxima ao teto de cada cômodo.

Levantou-se abrindo a porta.

Naquele corredor quase as escuras foi tomado por um calafrio, a luz piscou por instantes aumentandoa tensão.

No fim do corredor, apoiado na parede, um estranho senhor fumava seu cigarro. Não teve tempo, nem quis dar-lhe mais atenção. Antes de retornar ao quarto, sentiu-se mensurado por um olhar inquisidor.

Não demorou muito a tentar outra investida. Lá fora, olhou em direção ao quarto número 09. O corredor estava vazio.

Subiu ao térreo. Na portaria, o gerente ouvia no rádio as notícias do desembarque da seleção que disputaria o mundial na Espanha.

- Boa noite senhor Antônio. O senhor viu se a Xandra chegou?

- Boa noite garoto. Chegou sim, mais parece que aconteceu alguma coisa. Ela estava bem abatida. O gerente do hotel virou o rosto dedicando-se ao rádio.

Apesar da insistência ao bater à porta, ninguém atendia. Jano precisou ameaçar invadir para que a porta se abrisse.

Encontrou uma Xandra bem diferente. Havia chorado, não atendeu aos clientes naquela noite. Em cima da cama, o jornal da tarde estampava a notícia de que mais um corpo havia sido encontrado.

Kátia desapareceu a quase um mês, Xandra recordava da última noite que a viu. Foi próximo do Cine Mundial, desde então ninguém mais teve notícias, ela não era importante, por isso não houve busca. Agora seus restos identificados foram localizados na mata próxima a saída da cidade.

A prostituta se tornou a sexta vítima conhecida daquele a quem a imprensa chamava de O Maníaco Estrangulador.

As noites seguintes se tornaram tensas, qualquer um poderia ser o criminoso, a sensação de insegurança reinava entre as profissionais da noite.

A violência sempre existiu, porém naquilo que se poderia caracterizar como risco inerente a profissão. Calotes, fetichis, violência, algumas estavam preparadas, outras habituadas, mas a morte se aproximou. O último caso tinha sido quando um viciado atrás de dinheiro esfaqueou uma garota ainda iniciante que tentou reagir, isso foi a vários anos, agora acontecia em série.

Para sua própria segurança, agora trabalhavam em duplas. Paula e Xandra, pela amizade agiam assim a bastante tempo. Mas nem sempre estavam juntas. Bastava um cliente, e teriam que se separar ficando nas mãos do acaso.

Em sua simplicidade, Jano implorou as amigas que abandonassem aquela vida, tomasse outro rumo, aproveitassem a juventude, pois o tempo fatalmente as tornaria obsoletas. Mulheres como elas numa cidade como aquela, não eram dignas de uma segunda opção.

Com receio, na maioria das vezes Jano as seguia a distância, proibido de realizar tal incumbência, aprendeu a se ocultar pelas sombras.

Em uma noite fria, com o fim do mundial de sem a presença do Brasil, a nação estava em luto. Ao se preparar para sair, já no corredor, ele escutou sons estranhos. Murmúrios vinham do fim do corredor. Por baixo da fresta da porta, uma luz tênue oscilava vinda do quatro 09. Aproximou-se com certo temor, pousou o rosto junto à madeira.

Um choro melancólico que não parecia vir de dor física o fez recuar. Por um instante se fez silêncio. Afastando-se do quarto, antes de subir as escadas para o térreo, ainda num olhar rápido, pode ver na entrada, o inquilino misterioso com seu sobretudo surrado e um velho chapéu de palha, na mão, o cigarro acesso. Jano não esperou que fosse tragado.

Em seu posto de observação, indiferente ao mundo, seu Antônio ouvia o rádio.

Aquela sensação de angústia acompanhou o rapaz em sua caminhada rumo à praça. Visitou os pontos de costume, ninguém havia visto as amigas. Subiu a rua, visitou o Cine Mundial, perambulou por locais que nem conhecia até retornar à Praça da Rodoviária. Sentou naquele mesmo banco de suas primeiras noites, a ansiedade deu lugar ao medo.

Caminhando junto ao muro adiante, uma sombra lhe chamou atenção. Alguém movia-se de forma suspeita, não era Paula muito menos Xandra, mas lhe era um tanto familiar. Reconheceu mesmo a distância o surrado sobretudo do vizinho de quarto. Ergueu-se indo em sua direção. O homem apressou o passo, não demonstrava perceber a aproximação de Jano. Apenas seguiu imerso em seus próprios interesses.

O rapaz o seguiu por alguns quarteirões. As vezes se aproximava até quase ser visto, outras quase o perdia.

Estavam numa rua pouco iluminada. As luzes de mercúrio não revelavam o perigo iminente. Jano parou, o homem misterioso havia desaparecido. Ele caminhou um pouco, logo adiante devia decidir entre continuar aquela perseguição ou retornar a seu projeto inicial.

Com o semblante cansado pensou em retornar ao hotel. Quem sabe seu Antônio teria notícias.

Um som de vidros quebrando chamou sua atenção. Estava ao lado de um prédio inacabado graças a falência de seus proprietários. Sabia que ali se tornou local de consumo de drogas, Xandra, não aceitaria entrar em local tão perigoso. Teve dúvidas. Como uma luz no fim do túnel, enxergou a chama minúscula da brasa do cigarro cruzando o vão onde deveria haver uma janela.

Esquecendo os limites da cautela, afastou o tapume de madeira que impedia a invasão entrando naquele ambiente desconhecido.

Em meio à imundice caminhou pelo coração do monstro estático que maculada a paisagem urbana. O vento trazia sons que aumentavam seu temor, a iluminação da rua não o protegia das armadilhas do local. Subiu alguns lances de escada, investigou as salas abandonadas repletas de garrafas e papelão. Alguém parecia chorar. Jano não tinha noção de prudência, apressou os passos tropeçando nos entulhos, com dificuldade driblou os obstáculos. Numa das salas desequilibrou-se caindo sobre algo que lhe causou uma forte dor no joelho. Virou-se. Mesmo com a pouca luz reconheceu Paula amarrada a seu lado. O primeiro impulso foi agitar o corpo tentando reanima-lo. Ela gemeu em resposta. Um grito na outra sala o fez lembrar de Xandra. Mal conseguiu se levantar e teve seu pescoço agarrado por mãos fortes.

Inferior no porte físico foi empurrado de encontro a parede, sem conseguir reagir era levado de encontro a janela.

Tem momentos que o destino parece colaborar. Sem ter como escapar, seria arremessado do auto do prédio, porém não era este o fim programado.

Jano pisou numa garrafa projetando seu corpo para trás. O agressor que o empurrava, ao não ter resistência, viu seu corpo passar pelo garoto.

Enquanto caia rumo nos braços da morte, gritava em desespero.

Horas depois, de Xandra e Paula serem atendidas no hospital e Jano depor na delegacia uma coisa ainda o incomodava.

O homem do quarto 09, seria um cúmplice ou apenas coincidência?

Com toda cautela, expôs o caso à amiga, não desejavam problemas, nem para eles e nem para alguém que poderia ser inocente. Na vida noturna quanto mais discrição melhor, cada um lidava da forma que lhe convinha com seus próprios dilemas.

Dirigindo-se ao andar inferior, após hesitaram bateram de leve na porta. Aos poucos as pancadas soaram mais alto. Ninguém respondia. Talvez o gerente do hotel teria alguma informação.

Seu Antônio, como sentinela daquele castelo, estava em posição como um dos móveis integrados à recepção.

- Boa tarde seu Antônio. Xandra cumprimentou com seu sorriso costumeiro.

O gerente levantou os olhos e respondeu a saldação.

- O senhor sabe dizer se o inquilino do quarto 09 já chegou?

- Quarto 09? Não tem ninguém no quarto 09. Lá é só um depósito de coisas velhas . Respondeu.

- Não senhor, tem gente lá sim. Eu vi. Incrédulo,

Jano argumentou.

Dirigindo-se a Xandra, menosprezando a impafia do jovem, continuou.

- Olha menina. Aquele quarto está fechado desde muito antes de você vir morar aqui. Um louco tirou sua própria vida lá dentro. Os donos do hotel tiveram problemas com isso, foram meses até a polícia para de nos importunar. Aí, depois disso, foram se juntando mais coisas e o quarto virou depósito.

O jovem insistia que havia gente no quarto. O gerente ofendido duvidava da sanidade do rapaz. Aquela história de perseguição parecia ridícula e no mais se tornava um incômodo pois seu rádio, fiel companheiro, dava-lhe as últimas notícias do esporte.

- Olha meu jovem. Trabalho aqui a vinte anos, sei quem entra e quem sai. Já vi de tudo. Não posso ficar discutindo a tarde toda. Vamos fazer o seguinte. Eu te mostro que não tem ninguém lá.

Seu Antônio pegou uma chave em baixo do balcão, ajeitou os óculo e saiu com cara de poucos amigos.

A caminhada pelo corredor parecia sem fim. Seu Antônio dava detalhes da história a muito esquecida. O rapaz agora até duvidava de si, Xandra lhe apertava o braço.

A chave girou dando duas voltas na fechadura, o ferrolho estalou estridente, as dobradiças gemeram .

O cheiro de mofo escapou pela porta, a luz acesa revelou o completo abandono. Jano derrotado olhava assustado o completo abandono.

Entraram.

Seu Antônio não parava de falar. Vitorioso se gabava da façanha de ter ainda sua boa memória.

Entre velhos jornais, uma foto chamou a atenção, mesmo coberta de poeira era nítido um homem e uma criança.

Jano reconheceu mesmo jovem o seu Oliveira, por cima de seus ombros, Xandra chorou ao se ver menino nos braços do pai.

Espíritos, informações falsas

Gilson Raimundo
Enviado por Gilson Raimundo em 04/06/2023
Reeditado em 04/06/2023
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