A Ilha dos Dinossauros — O Mundo Perdido: CLTS 26.

By: Johnathan King

1.

Viajante do Tempo.

Barry Riordan acordou feliz naquela manhã na Zeus XXV, uma colônia espacial onde os últimos habitantes da Terra se refugiaram após o planeta ter sido destruído por um apocalipse nuclear e o seu repovoamento ser impossível de acontecer.

Era um dia perfeito. O sol tingia de rosa as nuvens no horizonte, e raios de luz prateada corriam pelas ruas. Ele sabia que tudo aquilo era uma ilusão criada por poderosas I.A para fazer com que todos se sentissem um pouco mais perto de seu antigo lar. Mas ele gostava dessa "mentira do bem".

Barry era um viajante espacial, e estava especialmente feliz, porque aquele seria o dia em que ele sairia numa missão solo para outro planeta. Órfão desde os oito anos de idade, hoje com vinte e dois, criado numa escola especial para formação de futuros desbravadores do espaço na Zeus XXV, junto de outras crianças também órfãs, teria a oportunidade de provar o seu valor diante dos outros e para si mesmo.

O garoto tinha cabelos pretos cortados estilo militar, pele bronzeada artificialmente, uma alegre cara de bebê e olhos cor-de-mel. O momento da partida aconteceu.

Os outros jovens comemoram.

— Parabéns, Barry! — disse um deles.

— Sensacional, cara — murmurou outro.

— Você merece irmão — completou mais um.

Barry abriu um sorriso amarelo.

— Obrigado galera. Se eu consegui, vocês também podem. Nunca deixem ninguém dizer o contrário.

Todos aplaudiram e vibraram. Depois se abraçaram.

Barry partiu em um fim de tarde com um pôr do sol vermelho-alaranjado artificial no horizonte.

"Que lindo!", pensou ele.

A viagem de Barry a bordo da nave Lonely Star estava correndo aparentemente bem conforme o planejado. Mas de repente, ele começou a enxergar algumas luzes coloridas vindas de todas as direções. A Lonely Star acelerou mais rápido que o previsto, atingindo praticamente a velocidade da luz. E Barry perdeu a consciência.

Depois de algum tempo desacordado, o jovem se levantou sentido uma forte dor de cabeça e meio zonzo, notou que aparentemente os sistemas de segurança da nave salvaram a sua vida.

Ao checar os instrumentos de navegação da Lonely Star, Barry ficou chocado com a descoberta que fez, segundo os dados apresentados, ele e sua nave haviam sido lançados em uma ilha que tinha aproximadamente o tamanho da cidade de Nova York em algum lugar no que hoje seria a América do Norte há exatamente 150 milhões de anos no passado, no meio do período jurássico.

Barry fechou os olhos, os pensamentos transformados em uma rodopiante tempestade de medo e confusão. Lembrou nesse momento que quando avistou as luzes coloridas no espaço, na verdade, estava sendo puxado junto com a Lonely Star para dentro de um buraco de minhoca que os transportou direto para o passado pré-histórico.

O jovem percebeu que a nave sofreu avarias em seu motor e em outras estruturas elétricas e não poderia voar. Sem materiais adequados para consertar o veículo espacial, Barry ficou desesperado num primeiro momento, mas procurou se manter calmo e racional, afinal de contas, estava preso naquela nova realidade e não tinha muito o que fazer. E a sua preocupação imediata seria a de sobreviver aos muitos perigos que certamente iria enfrentar durante "a era de ouro dos dinossauros."

2.

A Jornada do Herói.

Barry sentiu uma pontada forte no estômago, o fazendo perceber estar com muita fome, o que significava que ele havia passado vários dias desacordado, e não algumas horas como pensou inicialmente. Notou que a comida havia se perdido na queda da nave, junto com o suprimento de água potável.

Então decidiu sair da aparente proteção da Lonely Star e explorar os perigos daquele novo mundo e, ao mesmo tempo, tão familiar por conta dos livros de História e de tudo o que aprendeu sobre o período durante os anos de escola, em busca de algo para comer e saciar sua fome.

Munido de ferramentas que ajudariam a fazer fogo e acender uma fogueira, Barry decidiu procurar algum animal pré-histórico para ser o seu almoço.

Quando saiu para fora da nave, Barry avistou primeiramente um mar revolto e uma praia com uma areia cristalina. A ilha desconhecida, além de uma praia a perder de vista, também era cercada por uma densa vegetação e um ar de mistério.

Naquele período da história, o supercontinente chamado Pangeia começava a se separar, e muitas porções de terra formavam ilhas que eram banhadas por um único oceano, chamado de Pantalassa.

Enquanto se aventura pela ilha, Barry se deparou com criaturas que só havia visto em livros e filmes. Gigantescos dinossauros percorriam a paisagem, enquanto pterossauros voavam pelos céus. Era uma visão impressionante e, ao mesmo tempo, aterrorizante.

— Uau! — exclamou o viajante espacial, maravilhado.

Nesse momento, Barry avistou um pterossauro pousado no topo de uma árvore não muito alta, a criatura tinha uma crista enorme na cabeça e dentes afiados, e uns dois metros de envergadura de asas.

"Vou jogar uma pedra bem na cabeça dele, vou sim, vou jogar com toda força, não por querer, mas por precisar", pensou Barry olhando para o bicho na árvore. O viajante espacial até pensou em atirar na ave com sua arma de laser, mas inexplicavelmente ela deixou de funcionar naquele período da história, uma vez que outros recursos da nave continuaram intactos.

O jovem então se agachou devagar e pegou uma pedra grande e pesada o suficiente para acertar e matar o animal. A pedra atingiu a cabeça do pterossauro em cheio e ele caiu direto no chão. Rapidamente, Barry correu na direção do bicho e percebeu que o animal ainda estava vivo e se debatendo. Pegou um canivete e acabou com o sofrimento do pterossauro, atingindo mortalmente a sua garganta.

O viajante do tempo ficou ali ao lado da sua caça por um instante, recuperando o fôlego e avaliando a situação.

Após pegar alguns temperos e condimentos na cozinha da Lonely Star para preparar o seu "prato do dia", Barry acendeu uma fogueira próxima na nave, onde assou o pterossauro feito em tiras que lembrava um suculento filé de gado.

Barry apagou a fogueira e enterrou o que sobrou do pterossauro na areia da praia, pois o cheio da caça poderia chamar a atenção dos outros animais da ilha, principalmente dinossauros carnívoros.

O sol estava bem acima de Barry, indicando que poderia ser mais ou menos meio-dia, pois estava ficando cada vez mais quente. Ele sentiu sede e lembrou que não tinha água potável na Lonely Star, o que o deixou preocupado e alerta, também tinha a preocupação da desidratação, uma vez que durante o período jurássico as temperaturas eram mais elevadas.

Decidido a encontrar uma fonte de água potável para saciar a sua sede, Barry resolveu adentrar uma área de mata fechada, munido apenas de um canivete para a sua proteção. Um barulho suspeito no meio da densa vegetação pré-histórica, fez com que o viajante espacial parasse subitamente.

Assustado, Barry correu se esconder em uma elevação rochosa antes de ver quem ou o que estava fazendo aqueles barulhos. Esperou um tempo escondido em silêncio, até que não ouviu mais nada suspeito que representasse um perigo. Então saiu do seu esconderijo e caminhou por um tempo entre árvores gigantes até ouvir um som lindo que o encheu de alegria: o som de água corrente.

Barry correu desesperadamente e se deparou com um rio de água cristalina que cortava o interior da ilha. Não pensou duas vezes, mergulhou o rosto na água se refrescando e bebendo, saciando a sede. Ele aproveitou e mergulhou também nas águas, matando o calor que estava sentindo.

De repente, o viajante do tempo voltou a ouvir aquele som que estava ouvindo antes, percebeu serem passos que iam ficando cada vez mais próximos, e pararam.

Assustado, Barry olhou para trás rápido e alerta, enxergando um dinossauro com um chifre na ponta do nariz o encarando: um Seratosaurus. O réptil pré-histórico ergueu sua cabeça há uns dois metros de altura, e tinha um comprimento de cinco metros da cauda até sua cabeça.

O dinossauro parecia curioso olhando para Barry sem esboçar nenhuma reação, o que deixou o jovem em dúvida se a fera estava interessada na água ou nele. Na sua mente, planos de fuga começaram a se formar rapidamente.

Barry pensou inicialmente voltar correndo para a floresta até alcançar a proteção da Lonely Star, mas viu que aquilo seria uma péssima ideia quando notou a presença de um segundo Seratosaurus de tocaia por entre as árvores.

Então, sem pensar duas vezes, mergulhou nas águas e se deixou levar pelo rio em direção ao desconhecido. Barry sentia que a correnteza estava ficando mais forte, mas logo ela se acalmou e ele conseguiu chegar a uma das margens do rio em segurança.

3.

Dias, Semanas e Anos.

Logo após uma caminhada de mais ou menos uma hora, sem enfrentar nenhum perigo pelo caminho, Barry conseguiu chegar na mesma praia onde a Lonely Star caiu, a observando de longe, e se deixou cair na areia, brincando como uma "criança grande". Apesar de todo o susto, ele não podia deixar de contemplar toda a beleza daquela praia linda, com pterossauros voando no céu e um ar com zero poluição.

À medida que os dias se transformavam em semanas, semanas em meses e meses em anos, Barry encontrou uma maneira sustentável de se manter vivo no jurássico, se alimentando basicamente de peixes e algas-marinhas, mas eventualmente esse tipo de alimento estava começando a enjoar.

Barry decidiu procurar por ovos de dinossauros para incorporar em sua dieta, uma vez que caçar os próprios dinossauros ou pterossauros era mais difícil e também mais perigoso. E por mais arriscado que pudesse parecer, Barry observou durante dias alguns ninhos há distância e o comportamento dos pais, para decidir quais seriam os mais seguros para capturar.

O viajante espacial observou tantos ninhos que não eram cuidados pelos pais dinossauros, quanto alguns em que os pais ficavam por perto, mas eventualmente saiam para procurar comida, deixando os ovos desprotegidos.

Barry optou por pegar os ovos de um ninho que não era vigiado, obtendo sucesso e levando para casa uma importante fonte de proteína que o manteria nutrido e com forças para enfrentar novas aventuras que eventualmente surgiriam no jurássico.

O viajante do tempo começou a se aventurar mais pelas matas perto de sua base de proteção, a Lonely Star. Mas, conforme Barry ganhava mais confiança, também deixava a guarda mais baixa. Um belo dia ao se afastar muito da sua base, o jovem acabou cruzando o território do predador mais perigoso de todo o jurássico: o Allosaurus.

O dinossauro sentiu o cheiro de Barry e quando o viajante espacial notou a presença do réptil lhe encarando, sua coluna gelou por completo, num tipo de medo irracional.

Barry avistou um bando de Estegossauros, dinossauros herbívoros, e sem pensar muito, correu na direção deles, tentando escapar da fúria implacável do Allosaurus. E o seu plano deu certo, pois quando se aproximaram do bando, os Estegossauros ficaram em posição defensiva, virando e balançando as suas caudas pontiagudas e mortais na direção do Allosaurus, demonstrando um claro sinal de guerra.

Rapidamente o Allosaurus retirou o foco total em Barry e mirou no bando de Estegossauros, pois lá a quantidade de comida se mostrou mais abundante. O jovem soltou um suspiro de alívio e desabou de bunda no chão.

No meio de todo o caos da batalha de titãs, Barry se sentiu inevitavelmente atraído pela luta colossal entre os dinossauros. Lembrou do tempo de escola, dos documentários do Discovery Channel e History falando sobre o mundo pré-histórico e pensou: "Se eles pudessem ver isso, não iriam acreditar!"

Escondido atrás de uma moita, Barry observava a batalha incrível, desejando ter uma câmera ou um celular para filmar aquele momento épico. O Allosaurus acertou algumas mordidas em um Estegossauros, enquanto outro golpeou o corpo do rival com sua cauda pontiaguda.

Barry estava tão distraído com a emoção da batalha de colossos que esqueceu do medo e outras preocupações, e nem notou quando os dinossauros estavam se aproximando demais dele. O jovem se viu sendo pressionado contra uma parede de rochas, ficando desesperado com a possibilidade de ser esmagado pela luta dos gigantes.

Agindo no impulso, Barry correu na direção do Allosaurus, pois sabia que o bicho estaria mais preocupado em pegar um dos Estegossauros do que ele, e sabia também que animais herbívoros tendem a serem mais estressados, então ele provavelmente seria esmagado feito uma barata por aquele bando de gigantes comedores de folhas.

Rapidamente, o viajante do tempo se viu longe daquela batalha épica e correndo de volta para a sua base de proteção, a Lonely Star. Barry sentou no chão da nave e lembrou da Zeus XXV e dos companheiros e começou a chorar, pensando: "Eu vou mesmo morrer sozinho nesse lugar, Deus?"

Nesse momento, ele ouviu um for te estrondo na ilha, seguido de um grande clarão de luz . Ficou assustado e curioso.

4.

A Máquina do Tempo.

James Lange era o cientista responsável pela área de inovação tecnológica da empresa em que trabalhava, a Millenium. O cientista, apesar de ainda muito jovem, apenas vinte e cinco anos, também era o responsável pelo desenvolvimento de uma nova tecnologia: a de geração elétrica. A partir de um novo elemento químico que foi desenvolvido pela primeira vez no seu laboratório.

A pesquisa já estava em desenvolvimento tinha bastante tempo, e tinha passado pelas mãos de outros cientistas, mas foi James quem a completou, ganhando o direito de dar o seu nome ao projeto.

Finalmente chegou a hora do primeiro teste, todos os presentes estavam empolgados de expectativa, e sussurrando uns com os outros de que o projeto seria um sucesso e um marco na ciência mundial.

James checou todos os dispositivos de segurança e finalmente ligou a máquina que poderia revolucionar o mundo, empolgado.

"Mas o que é isso?", disse James, para si mesmo.

Luzes começaram a sair da máquina e James acabou sendo envolvido por uma bola de luz prateada que começou a girar cada vez mais rápida.

De repente, as luzes começaram a brilhar cada vez mais forte, até que o cientista e os convidados ouviram um estouro e silêncio. James acordou numa praia enquanto os outros ficaram no laboratório sem entender nada do que acabou de acontecer.

O cientista coçou os olhos e ao levantar a vista para o alto, se espantou quando viu um pterossauro enorme voando no céu. James caiu para trás com o susto, de bunda na areia. Sua mente ainda tentando entender o que estava acontecendo e como era possível que ele estivesse vendo dinossauros por aí, uma vez que eles estavam extintos há 66 milhões de anos.

James lembrou da sua inesperada máquina do tempo que o lançou no passado pré-histórico, por algum motivo desconhecido eles acabaram sendo separados quando caíram naquele novo mundo. Mas ele estava decidido a encontrar o seu precioso invento e voltar para o seu tempo.

O cientista colocou a mão em um dos bolsos do seu jaleco e encontrou o controle da invenção, ficando alegre ao notar que o dispositivo móvel funcionava naquele período jurássico. Ele percebeu que o aparelho conseguia dar a localização exata de onde a máquina do tempo havia caído.

James então olhou para um ponto específico da praia e arregalou os olhos surpreso e igualmente espantado ao vê uma nave espacial pousada na areia.

5.

De Volta para o Futuro.

Barry e James se encararam por um momento que pareceu uma eternidade, no mais absoluto silêncio. Apenas se olhando.

— Você fala a minha língua? — perguntou James, quebrando o gelo entre os dois, procurando ser o mais educado possível naquela situação inusitada.

A pergunta pareceu estranha e igualmente engraçada para o viajante espacial.

— Sim, falo a mesma língua — respondeu Barry, cumprimentando o cientista com um aperto de mãos. O jovem já havia perdido a esperança de um dia voltar a ver um rosto humano outra vez.

James soltou um longo suspiro de alívio e um sorriso tímido brotou no canto da boca.

Quando o cientista olhou para Barry, a primeira impressão que teve era de estar olhando para um homem das cavernas, e de fato, o viajante do tempo estava bem diferente desde quando chegou na ilha. Sua barba estava comprida e os cabelos grandes e desgrenhados, suas unhas enormes e sujas, as suas roupas não passavam de farrapos que mal cobriam direito seu corpo queimado pelo sol.

— Há quanto tempo você está aqui? — perguntou James.

— O suficiente para enlouquecer — respondeu Barry, com certa frustração na voz. — E você, como veio parar aqui? Veio de que época?

O cientista inclinou a cabeça, como fazendo uma anotação mental dos fatos, soltou o ar e começou a contar a sua história para Barry.

— Máquina do Tempo? — murmurou o viajante espacial, surpreso.

— Sim — respondeu James. — Me ajuda a encontrar e eu levo nós dois para casa.

— Nós não somos do mesmo tempo, James. Eu vim de uma época onde a vida na Terra não existia mais, vivíamos no espaço em colônias. Para onde eu voltaria?

— Veja pelo lado bom, eu estou dando a oportunidade de você recomeçar a vida num planeta Terra diferente, com pessoas e oportunidade de alterar esse destino sombrio. Só me ajuda a encontrar a minha máquina do tempo, você conhece melhor a ilha e os animais, está aqui há mais tempo.

Barry ficou pensativo por um momento.

— Eu ajudo você a encontrar a máquina do tempo. — disse ele.

James sorriu, contente.

O cientista voltou a sua atenção para rastreamento da máquina, e segundo o controle a invenção estaria a dez quilômetros distância deles, em um ponto do outro lado da ilha. A dupla pegou algumas armas artesanais criadas por Barry e partiu numa jornada de aventuras e perigos para encontrar o objeto que vai levá-los de volta para casa.

Após horas de caminhada, James olhou outra vez o controle e vibrou de felicidade ao notar faltar apenas um quilômetro até eles chegarem na máquina do tempo. No entanto, a dupla não percebeu, mas já tinha um certo tempo que estavam sendo seguidos por um predador de topo da região que Barry conhecia bem: um Allosaurus.

O terrível dinossauro soltou um berro estrondoso, que deixou Barry e James paralisados de terror e medo, faltando apenas quinhentos metros de distância para chegarem na máquina.

— Vai e faz a coisa funcionar, eu tento segurar ele — disse Barry. — Vai logo.

James hesitou por um momento, mas Barry estava colocando a sua segurança em risco para eles terem uma chance de escaparem, então, ele não podia desperdiçar o sacrifício do amigo.

O viajante espacial pegou um pedaço de galho de árvore pesado e ergueu numa altura que conseguia acertar a cabeça do Allosaurus, toda vez que o animal tentava uma investida, deixando o bicho atordoado. Enquanto isso, James chegou na sua preciosa máquina do tempo e fazendo uma análise rápida, o cientista programou seu retorno para casa com data e horário exatos da primeira explosão, torcendo para que tudo saísse bem.

— Corre, Barry, corre — gritou James. — Corre, vamos embora daqui.

Barry acertou a cabeça do Allosaurus outra vez e saiu correndo na direção de James e da máquina do tempo, tendo o dinossauro em seu encalço.

Os dois amigos trocaram olhares nervosos.

— Rápido, Barry — gritou James.

Barry conseguiu pular para dentro da máquina do tempo no exato momento em que James a ativou. Uma bola de energia se formou, assustando o Allosaurus, que correu para longe do evento sem entender nada do que estava acontecendo.

Após mais uma explosão de luzes, Barry vai parar junto com James exatamente no tempo presente, mas em lugares separados. O cientista acabou sendo socorrido, contou a sua história, mas ninguém acreditou, pois para seus colegas ele sempre esteve ali, o que não fazia sentido. Ele sabia que a viagem no tempo havia acontecido de verdade, e não poderia ter sido fruto da sua imaginação. James caminhou até a porta de saída do laboratório com uma certeza na cabeça: encontrar Barry.

Tema: ILHAS.

Johnathan King
Enviado por Johnathan King em 26/02/2024
Reeditado em 10/03/2024
Código do texto: T8007974
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