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Gêneses

E nessa morbidez escura, tenebrosa, onde o vazio gira na inércia de massa zero, sobre si mesmo, não há nada, a não ser um pequeno crepúsculo, um vazio, sou do formato do vazio, não tenho escuridão, pois ela ainda não existe, nem eu existo, eu estou sobre o nada, pensar é a única saída, raciocina meu juízo, a uma incrível hiperesfera, cujo faço constantemente mexe-la em minha mente, assumindo formas e dimensões acima, isto é o que eu possa pensar, ó mente, então faço este objeto inconstante, se arrebentar na própria escuridão, abalando o crepúsculo e criando assim as dimensões, que movem-se como massas em cordas que gemem com seus sons que acabaram de ser formado, se este objeto estivesse em contato com seu futuro, acabaria com ele, fazendo-se uma implosão estrondosa entre praticamente quase todos os corpos existentes, pois agora eles irão existir, então gire-se na minha mente, batam, vibram, vibrar é bom, e que sua vibração produza finalmente as regras que o fazem se desgarrar, massa por massa, matéria por matéria...
E que soma, que resultado, o meu ganho foi ver, criativamente, o resultado de um pensamento de desordem, se expandir tão lindo sobre as sombrias estradas, e sua pusilanimidade das matérias pequeninas, se unirem, parecem inibidas, uma atraindo a outra, isto, assim, durando meros bilhões de anos, não preocupo-me, os anos não existem,  ah... eu penso, sozinho, não me conformo em criar apenas a matéria... quero criar um amigo, quero criar os justos... e os injustos para se tornarem justos também, quero ter com quem pensar...
Ó massas inúteis, ó matéria de meu pensamento, que se desgrude dela, uma matéria tão frágil, isto, uma matéria de densidade baixa, extremamente baixa, saia um pouco, e se condensem pouco a pouco, e adquiro nela, uma matemática inexistente, uma complexidade estranha, uma corrente de matéria, que de tão pouco densa, é delicada o suficiente para receber uma interferência do crepúsculo, sua densidade é tão baixa que posso com ela, fazer uma ligação livre, com o nada se comandando, está criada agora, os que pensam também... está criada, os pensantes...
Percebo, eles estão ainda a se formar, e irão demorar muito para chegarem a um gral de perfeição, e um tempo, que eu diria infinito como o espaço, infinito como o a mente, as mentes crianças, recém criadas, podem chegar a um gral de perfeição, de extrema dinâmica igual a minha, oh, pobres seres inermes, estão a se unir e criar uma inteligência maior, sempre em evolução... viajante ao nada... defendendo-se o seu direito de crescer, pois eu sei, esta matéria nada é, o importa, é a inteligência, é o crescer desta matéria pouco densa...
A matéria se forma de uma maneira, que chega finalmente a capacidade de se comunicar com outras, de extrema densidade baixa, não é uma grande comunicação, apenas uma maneira de trocar-se instintos de formação, algo ainda muito determinista, mas isto ainda pode se alterar, a comunicação é frágil, extremamente...
Vejamos, como imaginei, ela se arquiteta, em uma dinâmica infalivelmente biruta, é o despertar, começa a criar, através de o que alguns dariam o nome de uma espécie indeterminista, pois isto se move em tordo de um centro na periferia da força livre... de um livre tão grande... é, esta relatado aqui, que com amor, dei a liberdade aos seres pensantes recém criados, essa distração entre a lógica sobre essas matérias de densidade, é para elas serem livres...
Não quero que essas mentes novas, que acabaram de acordar, sejam infelizes, pois agora, elas também pensam, e isso agora é fato... elas vão girar em tordo do que vão chamar de felicidade, e assim, que força sua vontade de girar e em torno a centralizar sua vontade a mera felicidade que ainda não conhecem, a saber o que é a verdade, e que isso os faça procurarem, os faça duvidarem, então, em graça disso, que busquem a verdade, assim como farão, faço eu uma ciência, criarei e unirei-vos em matéria plena, para que nesta falha, alojem-se a densidade baixa de suas matérias, e assim, unindo as duas, observarei, desde a forma mais ignorante da vida, a máxima que tal matéria pode chegar, unirei-vos primeiramente, nessas massas, esféricas e geóides, e depois, porei sobre tais minerais, que cresçam entre eles, sobre os sais e a luz de fogo que alimentará cada um, os verdes do solo ardente, e que o seu carvão desça sobre a terra, impedindo que ela resfrie, e que seu calor seja trocado com sua troposfera, e assim, faço eles descerem sobre a forma de vida ignorante, para a futura evolução, cada ser, ordenado para sobreviver em Suas condições, quem não o faz, abre novamente a entrada para a falha, da onde escorre a matéria viva, e uni-se novamente a matéria bruta, sendo assim, quem melhor se adaptar, mais tempo durará sua entrada para a falha material, e que assim ocorra a evolução, para que eu veja, aonde vai surgir o máximo, e nessa infinidade dinâmica, até que o máximo do infinito ocorra em sua transformação... na qual o dinamismo e a ordem mudarão...
E assim foi o relato de Téo Déi, de quando ele criou o universo, e assim,  ele dorme, não no sétimo dia, ele dorme no infinito, para que sua mente acorde a ver tudo e todos, este foi o sonho do criador, esse é o destino do universo.
Johannes Hacke
Enviado por Johannes Hacke em 21/04/2006
Reeditado em 21/04/2006
Código do texto: T142779
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Sobre o autor
Johannes Hacke
Goiânia - Goiás - Brasil, 26 anos
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Johannes Hacke